31 maio 2009
Aluno - Escola - Família - Um trio nem sempre harmônico

Uma charge para descontrair, mas embora engraçada mostra uma realidade triste também. As relações entre pais, alunos e professores não são mais como as de antigamente.
A escola era ponto de referência na educação de uma pessoa. Os professores eram as pessoas mais importoantes depois dos pais. Aquele ser externo à família para com o qual tínhamos que ter respeito e admiração. Dizia-se que uma pessoa bem formada assim o era porque vinha de tal família ou tinha estudado em tal escola.
Muitos pais não querem se ocupar da educação dos filhos, relegando esse papel à escola. E como tal, a escola e os professores são os culpados caso o comportamento e o rendimento da criança não seja satisfatório.
Outro pais consideram o professor como seu empregado, desde que o ensino passou a ser uma prestação de serviços. O professor tem que fazer o que os pais acham adequado, uma vez que estes "estão pagando". E ai do professor que gritar com meu filho!
É lamentável a educação no Brasil. Essa tri-relação - escola/aluno/família - se fosse harmônica teria o poder de formar grandes homens, tirar muitos outros da delinquência, das drogas, do crime.
29 maio 2009
MIRABILIS, RARIDADE DA AMAZÔNIA PERUANA

Só mesmo a Natureza para nos proporcionar momentos de tanta beleza. Justamente a Natureza tão maltratada pelo homem!
A reportagem, feita pelos repórteres José Raimundo, Sandro Queiroz e Odair Redondo, faz parte do projeto GLOBO AMAZÔNIA, que o BOM DIA BRASIL divulgou durante esta semana. Hoje, 29 de maio, o alvo da reportagem foi o MIRABILIS, um beija-flor raridade da AMAZÔNIA PERUANA.
É uma espécie de colibri de tamanho médio, mas com uma cauda diferente. Os machos possuem uma crista azulada semelhante à um quepe. A garganta é azulada brilhante e uma linha negra desce no centro do peito e barriga. As partes restantes da plumagem são brancas com lados esverdeados do peito e da barriga. As costas são marrom-esverdeado em sua maioria. As penas caudais das laterais são bastante longas, curvas, terminadas em raquetes grandes e negras com reflexos azuis. Duas penas caudais projetam-se no centro dessas em forma de raquete. A cauda varia conforme a idade. As fêmeas possuem a garganta branca com uma linha central preta que vai até a região da base das pernas. A cauda é muito menor, ainda mostrando duas penas terminadas em forma de raquetes.
O maravilhoso, como é chamado pelos especialistas em pássaros, não é fácil de ser encontrado. Ele é exclusivo da área da AMAZÔNIA PERUANA, onde vive numa faixa de 200 (duzentos) quilômetros de extensão, entre 02 (dois) e 03 (três) mil metros de altitude.
A reportagem, feita pelos repórteres José Raimundo, Sandro Queiroz e Odair Redondo, faz parte do projeto GLOBO AMAZÔNIA, que o BOM DIA BRASIL divulgou durante esta semana. Hoje, 29 de maio, o alvo da reportagem foi o MIRABILIS, um beija-flor raridade da AMAZÔNIA PERUANA.
É uma espécie de colibri de tamanho médio, mas com uma cauda diferente. Os machos possuem uma crista azulada semelhante à um quepe. A garganta é azulada brilhante e uma linha negra desce no centro do peito e barriga. As partes restantes da plumagem são brancas com lados esverdeados do peito e da barriga. As costas são marrom-esverdeado em sua maioria. As penas caudais das laterais são bastante longas, curvas, terminadas em raquetes grandes e negras com reflexos azuis. Duas penas caudais projetam-se no centro dessas em forma de raquete. A cauda varia conforme a idade. As fêmeas possuem a garganta branca com uma linha central preta que vai até a região da base das pernas. A cauda é muito menor, ainda mostrando duas penas terminadas em forma de raquetes.
O maravilhoso, como é chamado pelos especialistas em pássaros, não é fácil de ser encontrado. Ele é exclusivo da área da AMAZÔNIA PERUANA, onde vive numa faixa de 200 (duzentos) quilômetros de extensão, entre 02 (dois) e 03 (três) mil metros de altitude.
De acordo com os biólogos, não há mais do que 2 (dois) mil colibris MIRABILIS em toda a natureza, e sua população tem diminuído muito nos últimos anos. Embora faça parte de uma espécie raríssima, é um animal muito perseguido pelos caçadores e sob ameaça de extinção, porque seu coraçãozinho, diz uma lenda certamente criada pelo bicho homem, teria propriedades afrodisíacas.
Ele gosta muito de uma espécie de orégano de monte que tem bastante na reserva, mas não dispensa um vaso com água açucarada. Seu corpo tem 05 (cinco) centímetros apenas, mas seu comprimento total chega a uns 15 (quinze) centímetros, porque ele tem duas espátulas curiosas na cauda. Os estudiosos dizem que são armas de proteção contra os predadores naturais. Elas parecem borboletas, e as cobras, por exemplo, morrem de medo de borboletas. É um pássaro diferente de todos os outros, único no mundo inteiro.
Assista ao vídeo!
A gente tem absoluta certeza de que você, ainda que por breves instantes, viajou por um mundo de beleza rara que só a NATUREZA foi capaz de construir! A mesma NATUREZA que hoje sofre com a devastação que lhe impõe o ser humano, o maior predador da face da terra!
Por isso, ajude na sua preservação!
Aprenda a defender o meio ambiente!
Por isso, ajude na sua preservação!
Aprenda a defender o meio ambiente!
28 maio 2009
O ECO-CHATO
Pela insistência na discussão das questões ambientais, sou chamado de "ECO CHATO", carinhosamente, acredito, nas minhas rodas de amigos e até entre alguns familiares. Tenho absoluta certeza de que o assunto "ainda" não interessa à maioria das pessoas, e pelo contrário, incomoda boa parte delas.
SANTA CATARINA - SC ainda é o Estado que mais devasta no país, e justamente para atender ao interesse dos que destroem, e pagam bem por isso, é que os deputados daquela unidade da federação elaboraram um código ambiental suicida, para o planeta, é claro!
Por isso, chamo a atenção dos amigos do blog para a texto exposto a seguir, que me foi enviado pela APREMAVI - Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida.
Eis a íntegra do texto:
SANTA CATARINA - SC ainda é o Estado que mais devasta no país, e justamente para atender ao interesse dos que destroem, e pagam bem por isso, é que os deputados daquela unidade da federação elaboraram um código ambiental suicida, para o planeta, é claro!
Por isso, chamo a atenção dos amigos do blog para a texto exposto a seguir, que me foi enviado pela APREMAVI - Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida.
Eis a íntegra do texto:
Santa Catarina continua campeã em desmatamento
Autor: Felipe Lobo. Comentário inicial de Miriam Prochnow. O Eco | Publicado em 27/05/2009
Na matéria abaixo, publicada originalmente no site O Eco, por Felipe Lobo, podemos ver que Santa Catarina continua com índices vergonhosos de desmatamento, consequência da política estadual (anti) ambiental praticada no estado.
A Apremavi encaminhou recentemente uma denúncia de grandes desmatamentos no município de Santa Terezinha, para a qual ainda não tivemos nenhuma resposta concreta dos órgãos "responsáveis" (veja galeria de fotos).
Para quem quiser saber um pouco mais sobre a situação no estado, pode acessar a seção "Santa e Frágil Catarina".
Os dados divulgados ontem pela Fundação SOS Mata Atlântica, dão conta de que SC ficou com a medalha de prata do desmatamento, mas isso se usarmos números absolutos. Se fizermos uma comparação em números relativos, com o tamanho do estado, infelizmente Santa Catarina é o primeirão da lista.
A sociedade tem um papel fundamental na reversão desse triste quadro. Precisamos da ajuda de todo mundo para reverter essa situação no estado, em prol da qualidade de vida de todos os catarinenses.
Mata Atlântica continua encolhendo
O desmatamento na Mata Atlântica continua em ritmo acelerado. É o que informa o novo Atlas de Remanescentes Florestais do bioma (veja abaixo), organizado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgado nesta terça-feira, em coletiva online. Entre 2005 e 2008, período levado em consideração no estudo, cerca de 103 mil hectares de vegetação nativa foram derrubados em dez dos dezoito estados que recebem este tipo de ecossistema: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A Apremavi encaminhou recentemente uma denúncia de grandes desmatamentos no município de Santa Terezinha, para a qual ainda não tivemos nenhuma resposta concreta dos órgãos "responsáveis" (veja galeria de fotos).
Para quem quiser saber um pouco mais sobre a situação no estado, pode acessar a seção "Santa e Frágil Catarina".
Os dados divulgados ontem pela Fundação SOS Mata Atlântica, dão conta de que SC ficou com a medalha de prata do desmatamento, mas isso se usarmos números absolutos. Se fizermos uma comparação em números relativos, com o tamanho do estado, infelizmente Santa Catarina é o primeirão da lista.
A sociedade tem um papel fundamental na reversão desse triste quadro. Precisamos da ajuda de todo mundo para reverter essa situação no estado, em prol da qualidade de vida de todos os catarinenses.
Mata Atlântica continua encolhendo
O desmatamento na Mata Atlântica continua em ritmo acelerado. É o que informa o novo Atlas de Remanescentes Florestais do bioma (veja abaixo), organizado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgado nesta terça-feira, em coletiva online. Entre 2005 e 2008, período levado em consideração no estudo, cerca de 103 mil hectares de vegetação nativa foram derrubados em dez dos dezoito estados que recebem este tipo de ecossistema: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em Santa Catarina foram desmatados 27.522 hectares de vegetação nativa entre os anos de 2005 e 2008. Apesar de cada vez menor, a Mata Atlântica perdeu árvores em número equivalente ao constatado no último Atlas (que analisou o período entre 2000 e 2005): cerca de 34 mil hectares por ano. Ou seja, pelo visto, nenhuma política pública foi tomada para resolver o imbróglio. O posto de estado campeão do desmatamento, desta vez, ficou com Minas Gerais, responsável por acabar com quase 33 mil hectares nas últimas três temporadas. Originalmente, o bioma cobria 46% da terra governada por Aécio Neves. Hoje, a conta sequer bate os 10%. Logo em seguida, com as medalhas de prata e bronze reluzindo no peito, estão Santa Catarina e Bahia. Os três estados respondem por 82% do desmatamento registrado no período avaliado.
“O caso de Santa Catarina é de desobediência civil. Os políticos e dirigentes promoveram que a lei não tinha validade, caçaram técnicos que a faziam cumprir, desmontaram a Fatma (órgão ambiental do estado), fizeram toda sorte de maldades contra a Mata Atlântica e a natureza e culminaram em um código ambiental estadual completamente inconstitucional”, afirmou Mario Mantovani, diretor da SOS. De acordo com o Atlas, o estado tem hoje dois milhões de hectares de mata preservada, o equivalente a 22% da cobertura original. Ele também aproveitou para dizer que a mudança no quadro técnico do Ministério do Meio Ambiente, com a entrada de Carlos Minc no lugar de Marina Silva, ainda não significou avanços para o bioma. Até agora, diz, os poucos pontos positivos se devem a ações da organização civil, empresários bem intencionados e donos de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs).
O novo documento levou em consideração as novas diretrizes impostas pelo IBGE, divulgadas no início deste ano. De acordo com a nova legislação, a Mata Atlântica foi reduzida e agora possui a extensão de 1,315 milhão de quilômetros quadrados. Isso significou uma mudança na área total de cada estado e município, além da recontagem de remanescentes em cada região. Levando-se em conta apenas os fragmentos acima de cem hectares, restam hoje 7,91% da floresta original. Somadas todas as áreas acima de 3%, no entanto, o número sobre para 11,41%.
O artigo 23 da Lei da Mata Atlântica, grande causador de polêmicas, não encontra eco na voz de Marcia Hirota, da SOS Mata Atlântica. O texto explica que a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração vale com fins científicos, ou caso as comunidades tradicionais e produtores rurais provem a sua necessidade para a própria subsistência. "Esse não é o problema. Percebemos um desflorestamento em escalas maiores. Em Santa Catarina, por exemplo, o drama é causado pela mudança das árvores nativas por pinus. Já nas áreas interioranas de Minas Gerais e da Bahia, o impacto é da agropecuária. Ou seja, a escala é outra", explica.
Entre as duas principais metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo, o resultado foi inverso. Enquanto o primeiro aumentou em 176% o desmatamento em relação ao Atlas anterior, o segundo reduziu pela metade o corte de árvores. Porém, os paulistas não devem comemorar antes do tempo. "A ocorrência dos desmatamentos na Baixada Santista e litoral norte de São Paulo não são visíveis neste levantamento, o que significa que há indícios devido à ocupação urbana. Os trabalhos de fiscalização precisam ser mais efetivos também", disse Hirota. Nenhum estado conseguiu aumentar o registro de Mata Atlântica em relação ao último levantamento.
O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, anunciado por Carlos Minc na última sexta-feira e cuja principal meta é a recuperação de 15 milhões de hectares do ecossistema até metade do século (o que dobraria as taxas atuais de remanescentes), também foi comentado na coletiva.
Segundo Mantovani, a proposta que associa ONGs, universidades, governos e empresas "é perfeitamente viável. Se o Poder Público não atrapalhar e os recursos chegarem como vêm sendo anunciados, vamos poder realizar e cumprir a meta. Os corredores ecológicos que ligam fragmentos e o pagamento por serviços ambientais prestados pelos mesmos são as principais estratégias da iniciativa".
Questionada sobre os planos do governo de, até o próximo ano, proteger em unidades de conservação no mínimo 10% de cada bioma, Marcia Hirota foi direta. Para ela, o importante é a proteção de todos os remanescentes florestais, "seja pelo poder público ou na forma de RPPNs".
Além disso, a coordenadora do Atlas assegurou que é fundamental envolver os proprietários particulares na discussão, já que 80% da floresta ainda de pé está em suas mãos.
“O caso de Santa Catarina é de desobediência civil. Os políticos e dirigentes promoveram que a lei não tinha validade, caçaram técnicos que a faziam cumprir, desmontaram a Fatma (órgão ambiental do estado), fizeram toda sorte de maldades contra a Mata Atlântica e a natureza e culminaram em um código ambiental estadual completamente inconstitucional”, afirmou Mario Mantovani, diretor da SOS. De acordo com o Atlas, o estado tem hoje dois milhões de hectares de mata preservada, o equivalente a 22% da cobertura original. Ele também aproveitou para dizer que a mudança no quadro técnico do Ministério do Meio Ambiente, com a entrada de Carlos Minc no lugar de Marina Silva, ainda não significou avanços para o bioma. Até agora, diz, os poucos pontos positivos se devem a ações da organização civil, empresários bem intencionados e donos de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs).
O novo documento levou em consideração as novas diretrizes impostas pelo IBGE, divulgadas no início deste ano. De acordo com a nova legislação, a Mata Atlântica foi reduzida e agora possui a extensão de 1,315 milhão de quilômetros quadrados. Isso significou uma mudança na área total de cada estado e município, além da recontagem de remanescentes em cada região. Levando-se em conta apenas os fragmentos acima de cem hectares, restam hoje 7,91% da floresta original. Somadas todas as áreas acima de 3%, no entanto, o número sobre para 11,41%.
O artigo 23 da Lei da Mata Atlântica, grande causador de polêmicas, não encontra eco na voz de Marcia Hirota, da SOS Mata Atlântica. O texto explica que a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração vale com fins científicos, ou caso as comunidades tradicionais e produtores rurais provem a sua necessidade para a própria subsistência. "Esse não é o problema. Percebemos um desflorestamento em escalas maiores. Em Santa Catarina, por exemplo, o drama é causado pela mudança das árvores nativas por pinus. Já nas áreas interioranas de Minas Gerais e da Bahia, o impacto é da agropecuária. Ou seja, a escala é outra", explica.
Entre as duas principais metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo, o resultado foi inverso. Enquanto o primeiro aumentou em 176% o desmatamento em relação ao Atlas anterior, o segundo reduziu pela metade o corte de árvores. Porém, os paulistas não devem comemorar antes do tempo. "A ocorrência dos desmatamentos na Baixada Santista e litoral norte de São Paulo não são visíveis neste levantamento, o que significa que há indícios devido à ocupação urbana. Os trabalhos de fiscalização precisam ser mais efetivos também", disse Hirota. Nenhum estado conseguiu aumentar o registro de Mata Atlântica em relação ao último levantamento.
O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, anunciado por Carlos Minc na última sexta-feira e cuja principal meta é a recuperação de 15 milhões de hectares do ecossistema até metade do século (o que dobraria as taxas atuais de remanescentes), também foi comentado na coletiva.
Segundo Mantovani, a proposta que associa ONGs, universidades, governos e empresas "é perfeitamente viável. Se o Poder Público não atrapalhar e os recursos chegarem como vêm sendo anunciados, vamos poder realizar e cumprir a meta. Os corredores ecológicos que ligam fragmentos e o pagamento por serviços ambientais prestados pelos mesmos são as principais estratégias da iniciativa".
Questionada sobre os planos do governo de, até o próximo ano, proteger em unidades de conservação no mínimo 10% de cada bioma, Marcia Hirota foi direta. Para ela, o importante é a proteção de todos os remanescentes florestais, "seja pelo poder público ou na forma de RPPNs".
Além disso, a coordenadora do Atlas assegurou que é fundamental envolver os proprietários particulares na discussão, já que 80% da floresta ainda de pé está em suas mãos.
Fotos: Leandro Casanova e Tatiane Arruda Correa
Fotos utilizadas pela APREMAVI para mostrar a destruição ambiental em Santa Catarina. A identidade de pessoas é preservada
Chamo sua atenção também, amigo leitor, para o comentário postado por JORGE LUIZ HECKERT na página da APREMAVI. Registra ele, com muita propriedade:
"Deve haver um engano.
Todos estamos errados, pois o governo gastou milhões em propaganda recentemente dizendo justamente o contrário. Lembram do filminho onde um menino jogava futebol num campo que transformava-se em luxuriante floresta? E o vídeo divulgado para os emissários estrangeiros no WTTC (Congresso Internacional de Turismo) em Fpolis? Tudo isso era mentira? Propaganda enganosa não é crime? Devemos processar o governo? Nossos deputados também não aprovaram uma lei recentemente que permite avançar sobre áreas de preservação permanente, justamente porque temos "mato" demais no estado? E que tanto "mato" estaria até atrapalhando no "progresso"?
Com certeza, estamos enganados. Devemos desconsiderar tal matéria, pois basta olhar ao redor e podemos verificar que vivemos no jardim do édem, na terra da magia.
Bem feito para nós (pelo menos para a maioria de nós), não estudamos o suficiente e consequentemente não sabemos votar e enxergar um palmo na frente do nariz.
Algo deve ser feito urgentemente, pois nosso tempo está acabando...".
Como vocês podem ver, a preocupação dos ambientalistas (ou ECO CHATOS, como queiram!) com o que vem ocorrendo em SANTA CATARINA - SC e no resto do país é perfeitamente justificável. O interesse de grupos econômicos vem se sobrepondo às regrais mais primitivas de proteção ambiental! A ganância corrupta dos políticos catarinenses e de todas as unidades da federação, NÃO HÁ EXCEÇÕES, infelizmente, já começou a ser cobrada pela NATUREZA, o que estamos testemunhando com a série de catástrofes que estão acontecendo em alguns Estados brasileiros!
Todos estamos errados, pois o governo gastou milhões em propaganda recentemente dizendo justamente o contrário. Lembram do filminho onde um menino jogava futebol num campo que transformava-se em luxuriante floresta? E o vídeo divulgado para os emissários estrangeiros no WTTC (Congresso Internacional de Turismo) em Fpolis? Tudo isso era mentira? Propaganda enganosa não é crime? Devemos processar o governo? Nossos deputados também não aprovaram uma lei recentemente que permite avançar sobre áreas de preservação permanente, justamente porque temos "mato" demais no estado? E que tanto "mato" estaria até atrapalhando no "progresso"?
Com certeza, estamos enganados. Devemos desconsiderar tal matéria, pois basta olhar ao redor e podemos verificar que vivemos no jardim do édem, na terra da magia.
Bem feito para nós (pelo menos para a maioria de nós), não estudamos o suficiente e consequentemente não sabemos votar e enxergar um palmo na frente do nariz.
Algo deve ser feito urgentemente, pois nosso tempo está acabando...".
Como vocês podem ver, a preocupação dos ambientalistas (ou ECO CHATOS, como queiram!) com o que vem ocorrendo em SANTA CATARINA - SC e no resto do país é perfeitamente justificável. O interesse de grupos econômicos vem se sobrepondo às regrais mais primitivas de proteção ambiental! A ganância corrupta dos políticos catarinenses e de todas as unidades da federação, NÃO HÁ EXCEÇÕES, infelizmente, já começou a ser cobrada pela NATUREZA, o que estamos testemunhando com a série de catástrofes que estão acontecendo em alguns Estados brasileiros!
26 maio 2009
CRIME E IMPUNIDADE!
Segundo o JORNAL NACIONAL, aparelhos que poderiam salvar vidas estão encaixotados em hospitais da capital e do interior do Estado do PARÁ - PA, enquanto no HOSPITAL OPHIR LOYOLA, por exemplo, dos 04 (quatro) equipamentos de radioterapia, 02 (dois) estão quebrados.
Seres humanos, cidadãos contribuintes, eleitores que escolheram (muito mal, diga-se de passagem!) os homens que administram o Estado, estão vivendo uma situação absurda, um verdadeiro caso de polícia, se o Brasil fosse um país decente e não uma republiqueta manipulada por políticos corruptos e insensíveis ao sofrimento de gente menos afortunada. Pacientes com câncer estão sendo impedidos de fazer tratamento de radioterapia porque equipamentos, entre eles 04 (quatro) aceleradores lineares, que destroem as células do tumor, segundo informações do Ministério da Saúde, comprados por R$ 11 milhões em 2004, 2006 e 2007, ainda não foram instalados.
Seres humanos como FLAVIANO LOPES DA SILVA, que tem câncer de próstata, a professora ROSÂNGELA SILVA, com câncer na garganta, e a dona de casa PAULA MONTEIRO, com câncer no colo do útero, vivem a angústia da espera por um tratamento, que tudo leva a crer, não vai chegar a tempo de evitar que morram. “Alguns pacientes vão falecer nesta fila de espera quando poderiam ter essa sobrevida aumentada, ter recebido um tratamento que prolongasse a sobrevida e reduzisse os sintomas. É muito triste”, afirma a oncologista PAULA SAMPAIO.
Assista ao vídeo!
Seres humanos, cidadãos contribuintes, eleitores que escolheram (muito mal, diga-se de passagem!) os homens que administram o Estado, estão vivendo uma situação absurda, um verdadeiro caso de polícia, se o Brasil fosse um país decente e não uma republiqueta manipulada por políticos corruptos e insensíveis ao sofrimento de gente menos afortunada. Pacientes com câncer estão sendo impedidos de fazer tratamento de radioterapia porque equipamentos, entre eles 04 (quatro) aceleradores lineares, que destroem as células do tumor, segundo informações do Ministério da Saúde, comprados por R$ 11 milhões em 2004, 2006 e 2007, ainda não foram instalados.
Seres humanos como FLAVIANO LOPES DA SILVA, que tem câncer de próstata, a professora ROSÂNGELA SILVA, com câncer na garganta, e a dona de casa PAULA MONTEIRO, com câncer no colo do útero, vivem a angústia da espera por um tratamento, que tudo leva a crer, não vai chegar a tempo de evitar que morram. “Alguns pacientes vão falecer nesta fila de espera quando poderiam ter essa sobrevida aumentada, ter recebido um tratamento que prolongasse a sobrevida e reduzisse os sintomas. É muito triste”, afirma a oncologista PAULA SAMPAIO.
Assista ao vídeo!
Enquanto isso, os responsáveis fazem o conhecido e canalha jogo de sempre: o ex-secretário estadual de Saúde, FERNANDO DOURADO, diz que "o único equipamento que chegou em nosso governo foi em setembro de 2006, último ano de nossa administração, e ele dependia de uma obra. Foram deixados recursos e a planta pronta e até o hoje a obra não começou”. Já a ex-Secretária Estadual de Saúde, LAURA ROSSETI, reconhece que houve atraso, mas que os aparelhos "podem" entrar em operação até o fim do ano! Por que agem assim? Porque o Brasil é um país sem lei! Ou melhor, sem lei para proteger os miseráveis!
25 maio 2009
Maridos de grávidas engordam
Segundo a BBC BRASIL, uma pesquisa britânica sugere que os homens ganham, em média, cerca de 6,3 kg quando suas parceiras ficam grávidas.O estudo foi feito pelo empresa de marketing britânica ONEPOLL, que descobriu que os homens que ganharam peso durante a gravidez das parceiras geralmente tiveram um aumento de cerca de 5 cm em suas cinturas.
Cerca de 25% dos 5 mil entrevistados também afirmaram ter comprado novas roupas, devido ao ganho de peso causado pela paternidade, e um quinto dos pais pesquisados afirmou que só percebeu que tinha engordado quando suas roupas não serviram mais.
Mas 19% deles afirmaram que os amigos, fazendo piadas, os alertaram de que eles estavam mais gordos.
24 maio 2009
ELA DE NOVO, SUSAN BOYLE!
Depois de se apresentar no programa BRITAIN'S GOT TALENT da televisão britânica, onde cantou Dreamed a dream, do musicial Les Miserábles, a escocesa SUSAN BOYLE transformou-se num verdadeiro fenômeno da internet, onde foi vista por mais de 60 milhões de pessoas.
Hoje, domingo (24/05), ela voltou ao programa, e apesar de um pouco nervosa, interpretou a canção Memory, do musical Cats, encantando os jurados e o público, que a aplaudiram de pé, superando mais uma etapa do concurso, onde segue como favorita absoluta.
Além de conquistar milhares de admiradores no mundo inteiro – alguns famosos, como a atriz DEMI MOORE e a cantora CYNDI LAUPER – SUSAN BOYLE foi citada em episódio dos SIMPSONS e entrevistada no programa OPRAH, uma das maiores audiências da TV americana.
A febre do cupcake
O texto me foi enviado, através de email, por SILVIA BELLATE.
Cupcake vira febre em festas paulistanas e rouba lugar dos bem-casados Bolo em tamanho reduzido é usado para decorar e surpreender Unidade pode chegar a custar R$ 10, dependendo do sabor e apetrechos
Claudia Silveira - G1 - São Paulo - SP
Os cupcakes são bolinhos individuais, servidos em forminhas e decorados caprichosamente. Por isso, esses doces vêm roubando o lugar dos bem-casados em eventos de empresas, batizados, chás de bebê e até em casamentos em São Paulo. Festas de aniversário, Dia das Mães e Páscoa são outras datas comemorativas em que o cupcake vem aparecendo cada vez mais.
O bolinho está tão em alta que as empresárias Paula Limena e Renata Zitune nem cogitaram encomendar bem-casados para a festa de lançamento da grife de lingerie das duas, a Not Naïve, há menos de duas semanas. "Eles dão um clima para lá de charmoso em qualquer evento. Além de tudo, são muito saborosos e podemos brincar e criar vários 'modelos'", conta Renata.
A estudante paulistana Paula Altieri, de 21 anos, viu os cupcakes em uma festa de casamento e achou a escolha dos noivos original. Dias depois, a jovem deu de cara com os bolinhos na festa de aniversário de um amigo. Paula resolveu, então, encomendar 12 cupcakes para presentear as crianças da família na Páscoa.
A estudante conta que a encomenda foi entregue na sexta-feira anterior. No mesmo dia, o presente das crianças foi reduzido pela metade por conta dos adultos. "Meus pais tinham chegado de viagem no mesmo dia e meus irmãos estavam em casa. Todos quiseram um e adoraram os doces", relembra.
O bolinho está tão em alta que as empresárias Paula Limena e Renata Zitune nem cogitaram encomendar bem-casados para a festa de lançamento da grife de lingerie das duas, a Not Naïve, há menos de duas semanas. "Eles dão um clima para lá de charmoso em qualquer evento. Além de tudo, são muito saborosos e podemos brincar e criar vários 'modelos'", conta Renata.
A estudante paulistana Paula Altieri, de 21 anos, viu os cupcakes em uma festa de casamento e achou a escolha dos noivos original. Dias depois, a jovem deu de cara com os bolinhos na festa de aniversário de um amigo. Paula resolveu, então, encomendar 12 cupcakes para presentear as crianças da família na Páscoa.
A estudante conta que a encomenda foi entregue na sexta-feira anterior. No mesmo dia, o presente das crianças foi reduzido pela metade por conta dos adultos. "Meus pais tinham chegado de viagem no mesmo dia e meus irmãos estavam em casa. Todos quiseram um e adoraram os doces", relembra.
Doces da Love Cupcakes decoraram a festa de lançamento de grife de lingerie (Foto: Maurício Marconi/Divulgação Not Naïve)Modinha
A confeiteira Christiane Ferr, de 47 anos, conta que produz cupcakes para vender desde 2002, época em que os clientes costumavam se resumir a amigos e indicações boca a boca. Em 2005, ela profissionalizou o atendimento e, há um ano e meio, criou a Cupcake & Co. Desde o início de 2009, a confeiteira vê as vendas dobrarem e a procura aumentar cada dia mais.
"O cupcake é uma novidade, e todo mundo que dá uma festa quer sair do lugar-comum. Teve época em que as lembracinhas eram o confeito de amêndoa. Há algum tempo, tem o bem-casado, mas tudo tem que se renovar porque as pessoas enjoam", diz Christiane, que comeu cupcake pela primeira vez há 12 anos, época em que morava na Inglaterra.
Desde o início deste ano, a também confeiteira Renata Sereguetti, de 22 anos, vê as encomendas crescerem, mesma época em que reformulou a marca Love Cupcakes e entrou com força no mercado com a ajuda da sócia, Alessandra Bueno.
Renata começou a fazer os docinhos em 2007, após receber um pedido da irmã, que queria presentear as alunas com um cupcake. A jovem conta que o estouro nas encomendas ocorreu em março e nos dias que antecederam a Páscoa deste ano. Desde então, os pedidos não param de crescer, conta a jovem.
"O mercado de festas está muito receptivo, e os cupcakes são muito versáteis. Há encomendas para café da manhã, jantar, aniversários e reuniões de amigos", detalha Renata.
"O cupcake é uma novidade, e todo mundo que dá uma festa quer sair do lugar-comum. Teve época em que as lembracinhas eram o confeito de amêndoa. Há algum tempo, tem o bem-casado, mas tudo tem que se renovar porque as pessoas enjoam", diz Christiane, que comeu cupcake pela primeira vez há 12 anos, época em que morava na Inglaterra.
Desde o início deste ano, a também confeiteira Renata Sereguetti, de 22 anos, vê as encomendas crescerem, mesma época em que reformulou a marca Love Cupcakes e entrou com força no mercado com a ajuda da sócia, Alessandra Bueno.
Renata começou a fazer os docinhos em 2007, após receber um pedido da irmã, que queria presentear as alunas com um cupcake. A jovem conta que o estouro nas encomendas ocorreu em março e nos dias que antecederam a Páscoa deste ano. Desde então, os pedidos não param de crescer, conta a jovem.
"O mercado de festas está muito receptivo, e os cupcakes são muito versáteis. Há encomendas para café da manhã, jantar, aniversários e reuniões de amigos", detalha Renata.
Modo de preparo
Apesar de lembrar um muffin, os cupcakes são diferentes, a começar pelo sabor. A massa do cupcake é mais parecida com a de um bolo comum, enquanto os muffins são mais pesados e menos doces. Cada confeiteiro, claro, põe o seu toque pessoal e não divulga o segredo para ninguém. Christiane, por exemplo, conta que usa butter cream e bastante manteiga, mas para por aí nos detalhes que fazem o bolinho não ressecar, por exemplo.
A forma de apresentação é outra diferença. Cada cupcake é decorado individualmente, e os detalhes costumam variar de acordo com o objetivo do dono da festa. "O desafio é criar algo único para cada cliente. A gente quer dar personalidade em cada cupcake para a pessoa olhar e dizer que era exatamente naquilo que ela estava pensando", conta Renata.
Os que pretendem aderir à moda e colocar o cupcake no cardápio da festa precisam rever o orçamento. Enquanto o preço do bem-casado varia em torno dos R$ 2 em São Paulo, um cupcake simples varia entre R$ 3 e R$ 4. Mas esse valor pode chegar a até R$ 10, dependendo do que será usado na decoração e o tipo de embalagem.
A forma de apresentação é outra diferença. Cada cupcake é decorado individualmente, e os detalhes costumam variar de acordo com o objetivo do dono da festa. "O desafio é criar algo único para cada cliente. A gente quer dar personalidade em cada cupcake para a pessoa olhar e dizer que era exatamente naquilo que ela estava pensando", conta Renata.
Os que pretendem aderir à moda e colocar o cupcake no cardápio da festa precisam rever o orçamento. Enquanto o preço do bem-casado varia em torno dos R$ 2 em São Paulo, um cupcake simples varia entre R$ 3 e R$ 4. Mas esse valor pode chegar a até R$ 10, dependendo do que será usado na decoração e o tipo de embalagem.
Sex and the city
Não é só por aqui que os cupcakes fazem sucesso. Depois de aparecer em um episódio do seriado "Sex and the city", o docinho da loja Magnólia, em Nova York, virou febre e a doceria entrou até no roteiro de turismo da cidade.
Foi com saudade do sabor dos cupcakes da Magnólia que a empresária Fabíola Carvalho, de 38 anos, encomendou os docinhos para a sua primeira festa de Dia das Mães, que coincidiu com o próprio aniversário.
"Morei em Nova York por sete anos e frequentava a Magnólia. Eu queria um cupcake que se aproximasse da receita americana", conta Fabíola, que pretende repetir a encomenda no primeiro aniversário da filha, em setembro deste ano.
A febre dos cupcakes está só começando, segundo as quituteiras entrevistadas pelo G1. Além das encomendas não pararem de crescer, os prazos também estão ficando mais longos e já há encomendas para o fim de 2009 e início do próximo ano.
"Morei em Nova York por sete anos e frequentava a Magnólia. Eu queria um cupcake que se aproximasse da receita americana", conta Fabíola, que pretende repetir a encomenda no primeiro aniversário da filha, em setembro deste ano.
A febre dos cupcakes está só começando, segundo as quituteiras entrevistadas pelo G1. Além das encomendas não pararem de crescer, os prazos também estão ficando mais longos e já há encomendas para o fim de 2009 e início do próximo ano.
23 maio 2009
PALMEIRA-GARRAFA
As flores e as plantas são parte da Natureza. Natureza é Meio Ambiente. Conheça um pouco mais da Natureza e preserve o Meio Ambiente. A postagem aqui utilizada está no portal JARDINEIRO.NET. A foto ilustrativa é de STUART WOODFIN.
Nome Científico: Hyophorbe lagenicaulis
Sinonímia: Hyophorbe revaughnii, Mascarena lagenicaulis
Nome Popular: Palmeira-garrafa
Família: Arecaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Ilhas Maurício
Ciclo de Vida: Perene
A palmeira-garrafa é uma espécie exótica e escultural, de crescimento lento e porte pequeno, atingindo de 3 a 6 metros de altura. Seu estipe (tronco) é único, cinzento, com cicatrizes em anel, e curiosamente dilatado na base, uma adaptação para reservar água em períodos de estiagem. Emergindo do topo, surgem 4 a 8 majestosas folhas arqueadas, que chegam a 3 metros de comprimento nos indivíduos adultos. Quando jovem, apresenta os pecíolos e bainhas avermelhados a amarronzados, o que lhe confere um atrativo interessante nesta fase. As folhas são pinadas, com folíolos eretos e lineares. A inflorescência surge da coroa, onde o caule se encontra com as bainhas foliares. Ela é do tipo espiga com numerosas flores pequenas e de cor creme. Os frutos são do tipo drupa, ovóides e passam de verdes a pretos, durante a maturação.
No paisagismo, a aparência curiosa desta palmeira pode ser aproveitada em plantios isolados, em grupos ou formando renques ao longo de caminhos. Particularmente, o plantio isolado valoriza a característica escultural da espécie, principalmente como um ponto de destaque no jardim. Pode ser utilizada sem medo adornando construções baixas, pois seu porte pequeno quando adulta não deixará o conjunto desproporcional com o tempo.
Devido ao crescimento bastante lento é interessante adquirir mudas bem desenvolvidas, embora estas sejam mais caras. Com o passar dos anos, a planta passa da forma de garrafa a um formato mais cônico. Plantadas em vasos, as palmeirinhas jovens se tornam decorativas em interiores bem iluminados, varandas ou pátios. A forma do estipe desta palmeira ficará melhor delineada com a remoção periódica dos restos das bainhas foliares remanescentes à queda das folhas.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta tipicamente tropical, a palmeira-garrafa aprecia o calor e a umidade. Ela é indicada para o paisagismo em regiões litorâneas, pois resiste aos ventos e à salinidade. Capaz de tolerar geadas leves, porém não resiste ao frio intenso. Fertilizações anuais na primavera e suplementações com micronutrientes estimulam o crescimento e uma folhagem viçosa. Multiplica-se por sementes que demoram de 4 a 6 meses para germinar.
A dor Guarani Kaiowá II
Desculpem fazer mais um tópico com o mesmo nome, mas não seria possivel postar algumas fotografias pelo comentário e acredito que uma imagem diz mais do que mil palavras.
As imagens são de Antônio Viegas, repórter cinematográfico do Correio do Estado (MS), e me foram enviadas por ele, com a devida permissão do jornal.
A luta dos Kaiowá no Mato Grosso do Sul já faz parte dos meus "pitacos" há alguns anos. Vamos lá. Os Guarani se dividem em 3 sub-etnias: os Mbya, os Nhandeva (ou Ava-Guarani) e os Kaiowá. Dos três, os Kaiowá são os mais reservados, mais calados e também os mais perseguidos.
O início do processo de demarcação da reserva foi em 1999 e só em 2005 foi concluído com a homologação da TI Marangatú pelo Presidente Lula.
Foi então que os conflitos se agravaram. O Agronegócio movimenta milhões e o coronelismo neste país é uma tradição por demais enraizada. Os kaiová vivem numa luta desigual contra jagúnços fortemente armados a mando de fazendeiros que, por sua vez, são acobertados pelos seus amigos de Brasília.
As imagens são de Antônio Viegas, repórter cinematográfico do Correio do Estado (MS), e me foram enviadas por ele, com a devida permissão do jornal.
A luta dos Kaiowá no Mato Grosso do Sul já faz parte dos meus "pitacos" há alguns anos. Vamos lá. Os Guarani se dividem em 3 sub-etnias: os Mbya, os Nhandeva (ou Ava-Guarani) e os Kaiowá. Dos três, os Kaiowá são os mais reservados, mais calados e também os mais perseguidos.
O início do processo de demarcação da reserva foi em 1999 e só em 2005 foi concluído com a homologação da TI Marangatú pelo Presidente Lula.
Foi então que os conflitos se agravaram. O Agronegócio movimenta milhões e o coronelismo neste país é uma tradição por demais enraizada. Os kaiová vivem numa luta desigual contra jagúnços fortemente armados a mando de fazendeiros que, por sua vez, são acobertados pelos seus amigos de Brasília.
Durante a cobertura da expulsão dos índios por jagúnços, Viegas fotografou este homem no momento em que ele verifica o que sobrou de sua casa queimada. Algumas horas depois, este mesmo homem foi encontrado morto a tiros.
Os kaiowá foram expulsos das terras que receberam do Governo, mas ainda resistem. Hoje vivem como mendigos, revirando lixo, enxotados de um canto para o outro.


Por outro lado, sofrem o preconceito da população das cidades circunvizinhas que sabem que, numa disputa judicial de terra, os pequenos agricultores (boa parte da população) são duramente afetados. A ajuda não chega, seja por medo ou por descaso e as crianças mais novinhas morrem por inanição.
A história de Géria. Géria é essa menininha Kaiowá. A foto da esquerda mostra como Géria foi encontrada. Depois de ser cuidada por alguns agentes da FUNASA, Géria voltou a ser um bebê saudável e feliz. Lamentavelmente, a história de Géria é uma excessão, quase um milagre, entre os Kaiowá.
O moral é baixo e daí vem o grande número de suicídios e de casos de alcoolismo e prostituição.
O filme abaixo, também foi feito pelo Viegas. Cabe a mim alertá-los que as cenas são muito chocantes e explícitas, e por isso podem até causar algum mal estar.
Tenhamos em mente - e principalmente nos corações - que não estamos apenas tratando de índios, e sim de pessoas, de SERES HUMANOS!
A DOR GUARANI KAIOWÁ
De acordo com o site ECOAGENCIA, dos 60 (sessenta) indígenas assassinados no BRASIL no ano passado, 42 (quarenta e dois) eram da etnia GUARANI KAIOWÁ, de MATO GROSSO DO SUL - MS. Os outros assassinatos ocorreram no MARANHÃO (3), MINAS GERAIS (4), AlLAGOAS (2), PERNAMBUCO (2) e TOCANTINS (2). Os dados são do Relatório de Violências Contra Povos Indígenas 2008, divulgado pelo CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO - CIMI.ANASTÁCIO PERALTA, liderança do povo GUARANI KAIOWÁ na região desabafa: "Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos". O relatório do CIMI chega a destacar o caso de um jovem GUARANI, morto por um agente policial. A polícia alega resistência da vítima, que teria resultado num confronto. "Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não tem alternativa de trabalho, de renda, de educação", lamenta ANASTÁCIO PERALTA.
Há suspeitas de que muitos dos assassinatos possam ter sido praticados pelos próprios indígenas. Em 12 casos, os principais suspeitos são familiares da vítima. Vingança foi o motivo alegado em pelo menos oito casos. O relatório destaca que "a violência entre os próprios índios é o indicativo mais importante para avaliar o grau de tensão e profundo mal estar dentro das aldeias indígenas, sendo, inclusive, uma das causas para os deslocamentos de muitas famílias para a beira de estradas ou centros urbanos". A violência denominada "interna" é considerada mais complexa pelo CIMI. "Os povos indígenas aprenderam durante a longa luta pela recuperação e posse de suas terras a elaborar inúmeras estratégias de enfrentamento", aponta o relatório.
MATO GROSSO DO SUL - MS também é o único estado onde houve suicídios: 34 (trinta e quatro) no total, todos índios da etnia GUARANI KAIOWÁ.
ANASTÁCIO diz que os assassinatos e suicídios entre indígenas acabam gerando maior preconceito contra as comunidades. "Com isso, os meios de comunicação divulgam só as brigas e mortes, mas não analisam como estamos vivendo. A polícia vem rapidamente prender um índio que fizer algo errado. Mas se algo for feito contra ele, não são tomadas providências".
O ano de 2008 também registrou inúmeros casos de violência contra os profissionais da FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI. "Os antropologos são impedidos de entrar e realizar os estudos para a demarcação das nossas terras. Eles são ameaçados por capangas dos fazendeiros", conta ANASTÁCIO PERALTA.
O estudo encomendado pelo CIMI ainda destaca ainda que a FUNAI "não teve condições políticas para desenvolver as suas atividades, uma vez que o próprio presidente da fundação estabeleceu acordos com fazendeiros e autoridades estaduais para restringir os trabalhos deste Grupo Técnico (responsável pela realização dos estudos antropológicos), submetendo-os à ingerência daqueles que declaradamente se opõem a demarcação das terras".
A população GUARANI KAIOWÁ tem quase 45.000 (quarenta e cinco mil) indivíduos, de acordo com dados recentes da FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA. Desse total, mais de 23.300 (vinte e três mil e trezentos) índios estão concentrados em três terras indígenas (DOURADOS, AMAMBAÍ E CAARAPÓ), demarcadas pelo SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO ÍNDIO (criado em 1910 e extinto em 1967), que juntas atingem 9.498 hectares de terra.
Há suspeitas de que muitos dos assassinatos possam ter sido praticados pelos próprios indígenas. Em 12 casos, os principais suspeitos são familiares da vítima. Vingança foi o motivo alegado em pelo menos oito casos. O relatório destaca que "a violência entre os próprios índios é o indicativo mais importante para avaliar o grau de tensão e profundo mal estar dentro das aldeias indígenas, sendo, inclusive, uma das causas para os deslocamentos de muitas famílias para a beira de estradas ou centros urbanos". A violência denominada "interna" é considerada mais complexa pelo CIMI. "Os povos indígenas aprenderam durante a longa luta pela recuperação e posse de suas terras a elaborar inúmeras estratégias de enfrentamento", aponta o relatório.
MATO GROSSO DO SUL - MS também é o único estado onde houve suicídios: 34 (trinta e quatro) no total, todos índios da etnia GUARANI KAIOWÁ.
ANASTÁCIO diz que os assassinatos e suicídios entre indígenas acabam gerando maior preconceito contra as comunidades. "Com isso, os meios de comunicação divulgam só as brigas e mortes, mas não analisam como estamos vivendo. A polícia vem rapidamente prender um índio que fizer algo errado. Mas se algo for feito contra ele, não são tomadas providências".
O ano de 2008 também registrou inúmeros casos de violência contra os profissionais da FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI. "Os antropologos são impedidos de entrar e realizar os estudos para a demarcação das nossas terras. Eles são ameaçados por capangas dos fazendeiros", conta ANASTÁCIO PERALTA.
O estudo encomendado pelo CIMI ainda destaca ainda que a FUNAI "não teve condições políticas para desenvolver as suas atividades, uma vez que o próprio presidente da fundação estabeleceu acordos com fazendeiros e autoridades estaduais para restringir os trabalhos deste Grupo Técnico (responsável pela realização dos estudos antropológicos), submetendo-os à ingerência daqueles que declaradamente se opõem a demarcação das terras".
A população GUARANI KAIOWÁ tem quase 45.000 (quarenta e cinco mil) indivíduos, de acordo com dados recentes da FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA. Desse total, mais de 23.300 (vinte e três mil e trezentos) índios estão concentrados em três terras indígenas (DOURADOS, AMAMBAÍ E CAARAPÓ), demarcadas pelo SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO ÍNDIO (criado em 1910 e extinto em 1967), que juntas atingem 9.498 hectares de terra.
O EXEMPLO DA TELEVISÃO
O estudante romeno FLORIN MUNTIAN, de apenas 11 (onze) anos de idade, é o principal suspeito pela falsificação de notas de euro e da moeda local, o lei. Isso aconteceu em JIMBOLIA - ROMÊNIA. Na travessura ele teria usado a impressora do computador do pai, segundo informou o jornal ADEVARUL.Segundo a polícia, o menino teria falsificado 2 notas de 50 euros, 3 de 100 lei, 4 de 10 lei e 4 notas de 1 leu, e só não foi preso por ser menor de idade.
FLORIN disse à polícia que viu na televisão a forma de produzir o dinheiro e fez a mesma coisa usando a impressora, aproveitando os momentos em que seus pais não estavam em casa.
Antes de chegar às notas "ideais", ele fez vários testes até que conseguiu obter algumas notas quase idênticas às reais. Aí ele levou o dinheiro falso para a escola e comprou um hambúrguer em um restaurante fast-food perto do colégio. Depois dividiu o dinheiro com outras crianças. MONICA CARDEI, professora de FLORIN, disse ter ficado surpresa com a notícia, pois o garoto nunca tinha feito nada de errado na escola.
Confira no G1 clicando aqui.
22 maio 2009
SOMOS RACIONAIS?
CÂMERAS FLAGRAM IMPRUDÊNCIA NO TRÂNSITO DAS METRÓPOLES
A reportagem que o vídeo acima nos mostra, hoje apresentada pelo BOM DIA BRASIL, põe na minha cabeça uma pergunta que volta e meia incomoda: SOMOS RACIONAIS?
Dados oriundos do estudo "Morte no Trânsito: Tragédia Rodoviária", realidado pelo portal SOSESTRADAS, revelam que a cada dia acontecem, pelo menos, 723 (setecentos e vinte e três) acidentes nas rodovias brasileiras pavimentadas, provocando a morte de 35 (trinta e cinco) e ferindo 417 (quatrocentas e dezessete) pessoas, das quais 30 (trinta) também acabam morrendo.
O estudo mostra ainda estimativas surpreendentes:
Dados oriundos do estudo "Morte no Trânsito: Tragédia Rodoviária", realidado pelo portal SOSESTRADAS, revelam que a cada dia acontecem, pelo menos, 723 (setecentos e vinte e três) acidentes nas rodovias brasileiras pavimentadas, provocando a morte de 35 (trinta e cinco) e ferindo 417 (quatrocentas e dezessete) pessoas, das quais 30 (trinta) também acabam morrendo.
O estudo mostra ainda estimativas surpreendentes:
- 42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito
- 24.000 pessoas morrem em razão de acidentes nas estradas
- 13.000 morrem no local e 11.000 feridos graves morrem depois
São, em média, 30 (trinta) acidentes por hora, 01 (um) a cada 02 (dois) minutos. A cada 40 (quarenta) minutos uma pessoa morre vítima de acidente em rodovias. A cada hora 17 (dezessete) pessoas ficam feridas. Para se possa dar uma idéia da situação, é correto afirmar que se todas as vítimas de acidentes fossem postas deitadas no asfalto teríamos praticamente 01 (uma) pessoa por quilômetro de rodovia pavimentada, 01 (um) ferido a cada 1.100 (um mil e cem) metros e 01 (um) morto a cada 07 (sete) quilômetros (clique aqui para ver a pesquisa).
SOMOS RACIONAIS?
O que leva o ser humano a agir de forma tão animalesca? Como é que alguém, devidamente habilitado e conhecedor (é o que se imagina!) das regras de trânsito e penalidades que o seu descumprimento acarretam, pode adotar comportamento tão estúpido e injustificável? A pressa de chegar ao trabalho, em casa, na escola, ao futebol ou no encontro com aquele(a) namorado(a) maravilhoso(a)? Será que por uma dessas razões vale a pena por em risco a vida própria e a de terceiros inocentes?
Para alguns especialistas, inclusive o Dr. ALBERTO SABAG, médico Diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, entrevistado pelo BOM DIA BRASIL, a real causa da maioria dos acidentes é o excesso de confiança, a falta de consciência sobre os riscos. Segundo ele, “naquele momento a pessoa esqueceu que está dirigindo. É uma ausência. Ela não está ali dirigindo, infelizmente não temos um motorista, nós temos uma máquina em movimento, sem controle”, com o que não concordo.
Como se pode aceitar que uma pessoa, em seu juízo normal, esqueça "que está dirigindo," fique "ausente", sem mais nem menos! Como entender que um possível "excesso de confiança" possa ser maior que a "consciência sobre os riscos"? Acho, me perdoe o ilustre Dr. SABAG, que é esse tipo de raciocínio que acaba criando uma armadura protetora para o criminoso que infringe as leis de trânsito e acaba tirando a vida de um ser humano inocente.
Vivemos numa sociedade que impõe a cada um de nós direitos e obrigações. Essa é a regra, e descumpri-la, deve acarretar ao infrator a punição prevista na lei. Não há outra alternativa!
O problema, e aí o Dr. SABAG tem razão, é que a lei é frouxa e estimula a impunidade!
Posso estar sendo radical, mas imaginem se um avanço de sinal desse 05 (cinco) anos de cadeia!!! Você o avançaria? Se estacionar na calçada, uma das pragas de qualquer cidade brasileira, acarretasse a imediata apreensão do veículo e multa, por exemplo, de R$ 10.000,00 (dez mil reais)? Você correria o risco? Duvido!!!
Os acidentes, o próprio nome já os define, são acidentes, e vão continuar a acontecer! O que a sociedade não mais pode permitir é que facínoras como o deputado LUIZ FERNANDO CARLI FILHO, por exemplo, continuem à solta! O que a sociedade não pode continuar a aceitar, é a incompetência, a negligência e a omissão criminosa do próprio Estado, que não cumpre a sua obrigação de fiscalizar e punir os infratores!
Precisamos, sim, de mais campanhas educativas! Precisamos de leis mais rigorosas! Precisamos de fiscalização mais efetiva! Precisamos acabar com a impunidade! Mas precisamos, acima de tudo, encontrar a resposta para uma pergunta: SOMOS RACIONAIS?
21 maio 2009
Rio só encaminha 3% de seu lixo para reciclagem
Coleta seletiva chega a apenas 30% da população.
Crise leva catadores a não recolher material nas ruas.
Crise leva catadores a não recolher material nas ruas.
Daniella Clark
A maioria dos cariocas ainda não conjuga o verbo reciclar. Seja por falta de informação ou acesso – hoje a coleta seletiva municipal chega a apenas 1,8 milhão de pessoas, o que corresponde a 30% da população – a realidade é que só 3% de todo o lixo domiciliar, de quase 146 mil toneladas por mês, é encaminhado para reciclagem.
Esse índice, segundo o assessor da diretoria técnico-industrial da Comlurb, José Henrique Penido, inclui o material recolhido pela companhia de limpeza e por catadores e sucateiros nas ruas.
“O problema é que essa coleta seletiva acaba saindo cara, porque o caminhão anda muito e recolhe pouco”, explica Penido. “A população ainda não aderiu à coleta seletiva. Sem a participação da população não há como ter um bom programa”.
Hoje, a Comlurb conta com quatro caminhões para coleta seletiva, que percorrem 42 bairros da cidade, quase a metade deles na Zona Sul. A coleta porta a porta foi iniciada em 2002 e vem aumentando aos poucos. Em 2004, segundo dados da empresa, 232 toneladas por mês eram recolhidas. Esse número passou para 449 toneladas em 2006 e 540 toneladas por mês em 2008.
Crise reduziu preço de material reciclável
Com a crise financeira mundial, o preço pago pelo material recolhido aos catadores caiu pela metade, o que levou a um desinteresse por parte desses trabalhadores informais.
Como resultado, a Comlurb passou a recolher mais material na coleta seletiva, que hoje chega a 665 toneladas por mês, o que corresponde ainda a apenas 0,5% do total da coleta de lixo domiciliar. “Diminuiu muito o número de catadores nas ruas”, diz Penido.
“No caso do papelão, o valor caiu 80%. Passou a pagar pouco e não valia a pena para os catadores. O aumento de material reciclável na rua foi muito grande. Até isso a coleta seletiva enfrenta, porque é um sistema muito frágil”, conta o consultor ambiental Eduardo Bernhardt, da ONG Recicloteca.
Projeto-piloto no Leme
Segundo Bernhardt, o baixo índice de lixo reciclável no Rio se deve à pequena iniciativa do poder público e à falta de iniciativa da população.
“A gente tem coleta seletiva no Rio, ela atende alguns bairros, mas ela tem pouca estrutura. Então acaba não atendendo tão bem e a população que, quando quer fazer, às vezes não tem tanta informação, não separa direito. A pequena falha de um com a pequena falha de outro prejudica todo o programa”, diz.
Para mudar esse cenário, uma parceria da Secretaria estadual do Meio Ambiente, da Subprefeitura da Zona Sul e da Comlurb levará ao bairro do Leme um projeto-piloto de reciclagem e coleta seletiva.
Síndicos, comerciantes e moradores de comunidades carentes da região terão aulas sobre o tema, com apoio da Recicloteca. “A ideia é integrar tanto o catador de rua, como o caminhão da Comlurb, como os caminhões (de sucata) que ficam estacionados no Leme. E regularizar eles, que virariam microempresas. Você tem o particular e o público juntos. Um dando apoio para o outro”, explica Bernhardt.
A ONG Reviverde implanta coleta seletiva em condomínios e oferece oficinas de reciclagem a moradores e funcionários
(Foto: Divulgação/ONG Reviverde)
(Foto: Divulgação/ONG Reviverde)
Condomínio promove competição saudável
Iniciativas desvinculadas do poder público também dão fruto. Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o condomínio Alfa Plaza aderiu à onda da coleta seletiva há cerca de um ano.
Com a ajuda da ONG Reviverde, a síndica Bernadette de Lourdes Pereira reformou as lixeiras dos 22 andares, instalando uma cesta exclusiva para a coleta, e agendou palestras e oficinas com moradores e funcionários. Para incentivar ainda mais os condôminos, placas nos corredores indicam os andares que estão misturando ou separando corretamente o lixo.
“Existe até uma boa competição, de andar para andar, que um quer sempre melhor do que o outro”, conta Bernadette. “Isso estimula o funcionário, o morador e as domésticas a fazerem esse trabalho de separação da coleta seletiva”.
O dinheiro arrecadado com a venda dos recicláveis é distribuído entre os funcionários e usado para a compra de cestas básicas, sorteadas entre as domésticas que trabalham no edifício. A cada 15 dias, duas toneladas são encaminhadas para sucateiros.
“Nos últimos dez anos, já implantamos esse sistema em mais de 30 condomínios no Rio. No total, são cem toneladas por mês que deixam de ir para os lixões e são encaminhadas para reciclagem”, explica Regina Laginestra, presidente da ONG Reviverde.
Setor movimenta R$ 10 bilhões no país por ano Dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) mostram que a geração de lixo urbano no Brasil está em torno de 150 mil toneladas por dia e a reciclagem de lixo urbano gira em torno de 12%. O setor como um todo movimenta no país cerca de R$ 10 bilhões por ano.
A campanha do Instituto Akatu tem o objetivo de reduzir o desperdício de alimentos
(Foto: Divulgação/ Instituto Akatu)
(Foto: Divulgação/ Instituto Akatu)
Ainda segundo dados da entidade, a coleta seletiva, ponto de partida para a reciclagem, tem crescido nos últimos nove anos. Em 1994, 81 municípios faziam a coleta seletiva em escala significativa. Em 2004, este número avançou para 237 e, em 2008, alcançou 405, o que ainda corresponde a somente 7% do total de municípios no país.
Combate ao desperdício
Antes da coleta e da reciclagem, no entanto, o consultor ambiental Eduardo Bernhardt lembra, há etapas importantes para a redução de lixo no planeta: a redução e a reutilização de produtos.
O primeiro “R” prega o fim ao desperdício, mesmo mote da campanha do Instututo Akatu sobre o desperdício de alimentos: dados da entidade apontam que no Brasil aproximadamente um terço de todos os alimentos comprados em uma casa é desperdiçado.
“O segundo passo é o da reutilização. Embalagens de vidro são mais fáceis de serem reutilizadas, por exemplo. Fazendo esse segundo “R”, com o reduzir, pouca coisa sobra para a coleta coletiva”, explica.
Veja abaixo dicas para aderir à coleta seletiva
Como separar
Para a separação do material em casa, não é necessário separar cada tipo de resíduo. Basta ter em casa dois recipientes: um para o lixo úmido e rejeitos a serem recolhidos pela companhia de limpeza e outro recipiente para o reciclável a ser levado na coleta seletiva, como plástico, metal, vidro e papel. O importante é que o material esteja limpo e seco.
No caso de condomínios, escolas ou empresas, pode-se aumentar o número de recipientes destinados à coleta seletiva, identificando-os por cores e tipos de material.
Quem recebe
O material recolhido pela Comlurb é doado para cooperativas de catadores. A lista dos bairros atendidos pela coleta seletiva municipal está disponível no site da Comlurb, no link "coleta seletiva".
Condomínios e áreas não atendidas pela coleta seletiva devem procurar grupos de catadores, sucateiros, ferros-velhos, ou iniciativas comunitárias e de ONGs que coletem materiais recicláveis.
Para onde vai o lixo
Ao ser entregue aos catadores, o material separado é levado para um depósito, onde é feita uma triagem. Após serem separados por tipo de material, esses volumes são vendidos para os grandes sucateiros, que por sua vez vendem para as indústrias recicladoras.
Confira tudo clicando aqui.
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