Eu tinha apenas 17 anos de idade quando conheci Dagmar. Ela era linda! O tipo da mulher que os padrões de hoje classificariam como “sexy”, ou na linguagem mais popular, “gostosa”. Trabalhava em um escritório de advocacia que ficava nos fundos da organização contábil onde ela era técnica em contabilidade. Olhava-a de longe, com medo que ela percebesse. Ela era mais velha que eu cerca de 4 ou 5 anos. Ouvi dizer que tinha um filho. Eu me apaixonei por ela e me contentava em vê-la passar e sorrir pra mim. Ela me despertava os mais loucos desejos, mas na verdade, o que eu tinha muita vontade de fazer era deitar minha cabeça no colo dela e não pensar em mais nada, esquecer do mundo.
Tinha raiva de todos os homens que a olhavam, como se ela fosse uma "coisa" que eles poderiam usar a qualquer momento e depois jogar fora. Alguns iam ao escritório do meu antigo patrão só pra admirá-la, mas ela se mostrava indiferente a todos os gracejos e insinuações. Cumprimentava a todos com educação, mas nunca a vi com ninguém.