Segundo o portal WIKIPÉDIA, "o samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku", pois "era preferível morrer com honra do que viver sem honra. Seppuku, convém esclarecer, era "o suicídio honrado de um samurai em que usa uma tanto (faca) e com ela enfia no estômago e puxa para cima cortando tudo o que tem por dentro. Uma morte dolorosa e orgulhosa".Esse personagem me veio à mente ontem à noite, não me interprete mal o honrado povo japonês, quando assisti, diga-se de passagem, envergonhado como cidadão e eleitor, à admoestação grosseira e mal educada que o senador FERNANDO COLLOR dirigiu ao seu companheiro PEDRO SIMON. Não que PEDRO SIMON mereça um tratamento mais respeitoso. Quem não pode ser desrespeitada dessa forma é a sociedade brasileira, os chefes de família, as mulheres e os jovens de todas as idades que naquele momento estavam à frente de um aparelho de televisão. Tomara que eles se lembrem disso nas próximas eleições!
A postura, a veemência, a pirotecnia gramatical de COLLOR, me fizeram pensar que ele, como um autêntico samurai, empunharia sua katana e daria início a um duelo de vida ou morte com SIMON, em defesa da honra do parlamento brasileiro, ou, sentindo-se ultrajado pelas afirmações de SIMON, praticaria o seppuku, o que seria ótimo!
O estilo, aliás, é o mesmo utilizado por COLLOR quando ele enfrentou LULA nas eleições presidenciais de 1989. Pena que o petista, por falta de caráter ou vergonha na cara, já não se lembre disso, e hoje divida com ele o mesmo espaço político, onde se vende até mesmo a alma pela manutenção do poder! E o mais incrível é que COLLOR culpa a mídia pelos crimes cometidos no Senado, como se estivesse acometido da mesma esquizofrenia de que padece o venezuelano HUGO CHÁVEZ. Logo ele, que forjou seu império às custas do jornal A GAZETA DE ALAGOAS, de propriedade de sua família!
Não menos patética foi a cena de RENAN CALHEIROS, de mãos dadas com o COLLOR que ele abandonou no passado, atacando SIMON para defender SARNEY, a velha raposa que debutou na política em 1954, quando foi eleito suplente de deputado federal pelo PSD.
Mas apesar das ameaças de parte a parte, tudo não passou de um ensaio de ópera-bufa, usado apenas para marcar posições, até porque, e isso a sociedade brasileira já sabe de há muito, seus interesses são comuns. São esterco do mesmo pasto! E que ninguém se engane: um "acerto" vem por aí!
ACORDA, BRASIL!!!
