Tão grave como a situação dos moradores de rua, até porque envolve uma legião de crianças e adolescentes, é o problema dos estabelecimentos destinados ao cumprimento de medidas socioeducativas, hoje equiparado ao sistema prisional adulto.
Alecsandra da Silva conhece bem o assunto. Quando descobriu que o filho estava envolvido com o tráfico de drogas, resolveu denunciá-lo, porque acreditou nas autoridades, achava que ele poderia mudar de vida. Nunca se arrependeu tanto:
- Lá na Abreu e Lima, ele apanhou muito e sofria ameaças dos agentes, que acobertavam o tráfico. Saiu pior do que entrou e foi assassinado após ganhar a liberdade. Aquilo não educa, não muda, não faz ninguém crescer - desabafa a mulher, que fundou uma associação para denunciar os abusos.
