O mundo assistiu na última quarta-feira (07/01), estarrecido, a uma das maiores brutalidades de que se tem notícia na história da liberdade democrática. A bestialidade que se abateu sobre o Charlie Hebdo não atingiu apenas o pequeno jornal francês, mas todo o mundo civilizado. Mais uma vez, uma iniciativa terrorista tenta sobrepor a violência à liberdade de expressão, uma das bases, senão a principal base de qualquer Estado democrático. Mais uma vez, da forma mais estúpida, o ser humano mostra como o entendimento e a compreensão mútua das nossas sociedades modernas está longe de acontecer. Dois dias depois, na sexta-feira (09/01), após horas de cerco a uma cidade no Norte da França, a polícia matou os irmãos Chérif e Said Kouachi, autores do atentado.