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11 janeiro 2015

Todos nós somos Charlie

Foto: reprodução

O mundo assistiu na última quarta-feira (07/01), estarrecido, a uma das maiores brutalidades de que se tem notícia na história da liberdade democrática. A bestialidade que se abateu sobre o Charlie Hebdo não atingiu apenas o pequeno jornal francês, mas todo o mundo civilizado. Mais uma vez, uma iniciativa terrorista tenta sobrepor a violência à liberdade de expressão, uma das bases, senão a principal base de qualquer Estado democrático. Mais uma vez, da forma mais estúpida, o ser humano mostra como o entendimento e a compreensão mútua das nossas sociedades modernas está longe de acontecer. Dois dias depois, na sexta-feira (09/01), após horas de cerco a uma cidade no Norte da França, a polícia matou os irmãos Chérif e Said Kouachi, autores do atentado.

17 setembro 2011

Holanda proíbe o uso da burca

Em 2008, a Holanda já havia proibido que funcionários do governo usassem a burca em prédios públicos e escolas. Seguindo a mesma linha, países como Bélgica e França também já aprovaram leis vedando o uso do véu islâmico.

Ontem (16/09), o governo holandês resolveu ampliar a medida que adotara em 2008 e anunciou a proibição em lugares públicos do uso da burca e de qualquer vestimenta que cubra totalmente o rosto, iniciativa adotada pelo Conselho de Ministros que ainda precisa da aprovação do Parlamento e do Senado.

Segundo a nota oficial divulgada pelo governo, “a burca entorpece a comunicação pública e é contrária ao princípio de igualdade entre homens e mulheres”, e muito embora seu uso seja justificado por razões religiosas, o comunicado diz que “a prática mostra que esse tipo de indumentária não está ligada ao islã, mas a tradições regionais e culturais”.

30 agosto 2011

O Ramadã e as mãos pintadas de henna das meninas

O Ramadão, como é chamado no português europeu, Ramadã ou Ramadan, do português brasileiro, é o 9º mês do calendário islâmico, que é lunar e composto por 12 meses de 29 ou 30 dias, e um total de cerca de 354 dias, contagem que começa com a Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina, em 16 de julho de 622. Ele tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar, utilizado a primeira vez pelos egípcios, há cerca de 6000 anos. Nesta contagem, o ano possuía 12 meses de 30 dias cada mês, o que perfazia o total de 360 dias. Os 5 dias a mais eram adicionados no final do ano para comemorar o aniversário de Osíris, Horus, Ísis, Neftis e Set, o que eleva o total para 365 dias.

O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam seu jejum ritual, o 4º dos 5 pilares do Islã.