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17 julho 2012

Garotinho entrega 68 quilos de documentos que comprovariam atos corruptos de Cabral

Em termos políticos, não sei dos dois qual é o pior. Na minha opinião, são farinha do mesmo saco. Mas a disputa pelo poder pode, quem sabe, trazer algum benefício para o cidadão honesto do Rio de Janeiro - RJ.

Desde que surgiram as denúncias envolvendo o nome de políticos ao contraventor Carlinhos Cachoeira e à Construtora Delta, o governador Sérgio Cabral parece ter perdido a língua. Nem mesmo em relação às imagens em que ele e alguns de seus secretários de governo aparecem junto de Fernando Cavendish, o homem da Delta, em Paris, ele disse muita coisa. Preferiu a tática do silêncio, até porque, pensamento comum entre os da classe política, a memória do povo é curta.

Mas o problema de Sérgio Cabral não se restringe à lembrança do povo. É muito mais sério, e atende pelo nome de Anthony Garotinho (PR-RJ).

29 abril 2012

Sérgio Cabral e Fernando Cavendish dançando na "boquinha da garrafa" em Paris

Na edição de ontem (28/04), o Jornal Nacional mostrou a odisseia enfrentada todos os dias pelo técnico em eletricidade Paulo Roberto Santos Junior. Ele sai de Japeri, na Baixada Fluminense, às 5h30 da manhã e só chega ao seu local de trabalho cerca de duas horas e 30 minutos depois. Logo, para ir e voltar do trabalho, ele consome cerca de cinco horas, numa jornada que envolve caminhada a pé, passa pelos trens da Supervia e termina no Metrô.

- É estressante, cansativo. Perco mais tempo no trânsito do que produzindo - comenta Paulo Roberto.

O Censo 2010 do IBGE mostrou que Japeri, onde Paulo Roberto mora, é a cidade brasileira onde os moradores levam mais tempo para chegar ao trabalho.

Das 27.329 pessoas empregadas, 20,6% levam mais de duas horas no deslocamento. Em todo o país, sete milhões de brasileiros levam mais de uma hora de casa até o emprego, e o Rio de Janeiro, acredite, é o campeão de demora nessa jornada.

O problema, é preciso reconhecer, não é novo. Há 40 anos atrás, eu fui passageiro da Rede Ferroviária Federal, substituída pela Flumitrens, que deu lugar à CBTU, que há alguns anos transferiu o imbróglio para a Supervia.

O que mudou de lá pra cá? Absolutamente nada! E os governos, o que fizeram além das promessas demagógicas de sempre? Também nada, absolutamente nada!