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02 agosto 2014

Lula e os apadrinhados do PT. Uma festa com o meu, o seu, o nosso dinheiro

Jair Meneguelli e Lula (foto: reprodução)

"Um espectro ronda a casa 787 da Rua José Bonifácio, numa esquina do centro de São Bernardo do Campo, em São Paulo – o espectro do empreguismo. De longe, vê-se apenas uma casa amarela, simples e estreita como as demais da região. De perto, subitamente, tudo o que é sólido se desmancha no ar e – buuu! – sobram somente os fantasmas. Naquele endereço, na cidade paulista onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mora e fez sua carreira, funciona o “escritório de representação”, em São Paulo, do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o Sesi. A casa amarela mal-assombrada fica a 40 metros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em que Lula se projetou como um dos maiores líderes políticos do Brasil. O sindicato mais famoso do país continua sob o comando de Lula e seus aliados. A casa amarela foi criada por esses aliados no governo de Lula. Quem a banca são as indústrias do país. Todo ano, elas são obrigadas a financiar as atividades do Sesi, cuja principal finalidade é qualificar os trabalhadores das indústrias. A casa amarela é um dos melhores lugares do Brasil para (não) trabalhar. O escritório é modesto, mas os salários são inimagináveis – e as jornadas de trabalho, imaginárias. Difícil é entrar. É preciso ser amigo de petistas poderosos.

11 março 2012

Senado: onde tudo é tolerado até virar escândalo


A crise instalada no Senado Federal em 2009, quando foram descobertos os atos secretos que nomeavam parentes e funcionários fantasmas, não assustou os senhores senadores nem afetou o hábito do empreguismo. Muito ao contrário, a Casa da Mãe Joana continua a acomodar profissionais que recebem dos cofres públicos mas exercem atividades particulares, e até pessoas que respondem a processos por mau uso de recursos do contribuinte.

Um levantamento realizado com base no Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados demonstra que dos 81 senadores, pelo menos 25 deles (o que corresponde a 30%) abrigam em seus escritórios em Brasília ou nos Estados de origem desde estudantes que moram fora do Brasil, até médicos e advogados que passam o dia entre clínicas e tribunais. Há também casos de aliados que enfrentam denúncias do Ministério Público ou até mesmo foram cassados por compra de votos.