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12 setembro 2012

O homem e o cão: quem é amigo de quem?

Capitán, vira-lata de origem e pinta de pastor alemão, foi o presente que Damián recebeu do pai, Miguel Guzmán, em 2005. Um ano depois, Miguel veio a falecer e Capitán fugiu de casa, reaparecendo pouco tempo depois, mas sem morar na residência da família, preferindo a liberdade das ruas. Não demorou muito e sem qualquer motivo aparente, ele sumiu de novo, o que levou os parentes de Miguel a pensarem que o animal havia morrido ou sido adotado por outra família, até que ficaram sabendo que o cão estava morando no cemitério da cidade, em cima do túmulo de Miguel Guzmán, o dono que ele escolheu.

- No domingo seguinte voltamos a visitar o túmulo, e o cachorro estava lá. Dessa vez, ele nos seguiu, na volta, porque tínhamos ido caminhando. Ficou um pouco conosco em casa, mas depois voltou ao cemitério - contou emocionada a viúva de MiguelVerónica.

08 agosto 2012

Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro

Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro, diz antigo adágio, que se encaixa como uma luva nessa história, que tem na cadelinha Nina seu principal personagem. Ela está há cerca de dois anos na companhia do reciclador Renato Mário Santos, e não sai da porta do Hospital Irmã Dulce, localizado no bairro Roma, em Salvador, na Bahia de todas as cores, cantos, crenças e santos, desde que o rapaz ali foi internado no Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolista.

A fidelidade do animal para com o amigo chama a atenção e emociona médicos, funcionários e pacientes, pois desde a internação do rapaz ela passou a morar na calçada que fica em frente à unidade de saúde.

- Ela fica aqui todos os dias. Como uma cadela bem educada, ela não entra no hospital - diz o funcionário Marco Antônio.