A história é das mais antigas. O sujeito sai de casa para ir a um estádio assistir a uma partida de futebol e é agredido, roubado ou morto por bandidos travestidos de torcedores. Fatos como este e as brigas entre torcidas organizadas tornaram-se rotina nas ruas do Rio de Janeiro e em todo o restante do país. Algumas batalhas são agendadas até mesmo pela internet, através das redes sociais. Tudo coisa de torcida, dizem as autoridades. Por isso, os marginais entram e saem das delegacias zombando da lei e das vítimas que vão deixando pelo caminho.
Em abril deste ano, por exemplo, Bruno Saturnino, torcedor do Flamengo, foi espancado até a morte por torcedores do Vasco, na rua Monsenhor Jerônimo, no bairro do Engenho de Dentro, depois de ser reconhecido como um dos integrantes de uma facção de torcida organizada do clube da Gávea.
