Mostrando postagens com marcador reciclagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reciclagem. Mostrar todas as postagens

18 março 2012

Desleixo insustentável

Pode parecer brincadeira, mas o Rio de Janeiro, justamente a cidade que vai sediar em julho deste ano a Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas - ONU sobre desenvolvimento sustentável, recicla apenas 3% de seu lixo, cerca de 252 toneladas das 8.403 geradas diariamente), e a empresa responsável pela coleta, a Comlurb, tem participação quase nula nesse percentual, já que dos 3% reciclados ela só separa 0,27, o que equivale a 22,68 toneladas. Os outros 2,73% ficam a cargo de catadores autônomos ou de cooperativas.

Essa realidade fica mais vergonhosa quando se sabe que há 20 anos atrás  o Rio foi sede da Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Eco-92, o maior encontro sobre questões ambientais da história.

05 novembro 2010

Saiba um pouco mais sobre materiais recicláveis

Nós nos habituamos a ouvir que a internet tem muita porcaria, o que não deixa de ser verdade. Talvez por causa disso nos acostumamos a criticar o que aos nossos olhos é inútil e muitas vezes nos esquecemos de elogiar o que é certo, útil e construtivo. A grande rede, todo mundo sabe, é livre, e quem aqui vem escreve o que achar melhor. Nós preferimos falar de utilidades, por isso hoje nos lembramos da Recicloteca.

A Recicloteca é um Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente criado pela ONG Ecomarapendi. Foi planejada com o objetivo de difundir informações sobre as questões ambientais, com ênfase na redução, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e seu acervo é composto pelos mais diversos tipos de materiais incluindo livros, vídeos, revistas, periódicos técnico-científicos, cartilhas, teses, produtos reciclados e outros materiais que, somados à experiência de sua equipe, transformaram a ONG numa referência sobre a temática de resíduos sólidos no Brasil.

10 agosto 2010

Óleo de cozinha: ajude a reciclar!




O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, o que obriga a utilização de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.

A maioria dos bares, restaurantes, hotéis e residências ainda jogam o óleo utilizado na cozinha na rede de esgoto, por não conhecerem os prejuízos que isso causa ao meio ambiente.

Jogar óleo na pia, em terrenos baldios ou é um verdadeiro desastre:

Ele fica retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;
Se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;
Fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.

Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é uma questão de cidadania, que deve ser divulgada e incentivada, o que qualquer um pode fazer, primeiro, encaminhando o seu material a um ponto de reciclagem, e depois, enviando um simples email com a relação dos endereços de coleta abaixo aos seus amigos e familiares. Participe! O meio ambiente agradece!

21 maio 2009

Rio só encaminha 3% de seu lixo para reciclagem

Coleta seletiva chega a apenas 30% da população.
Crise leva catadores a não recolher material nas ruas.

Daniella Clark





A maioria dos cariocas ainda não conjuga o verbo reciclar. Seja por falta de informação ou
acesso – hoje a coleta seletiva municipal chega a apenas 1,8 milhão de pessoas, o que corresponde a 30% da população – a realidade é que só 3% de todo o lixo domiciliar, de quase 146 mil toneladas por mês, é encaminhado para reciclagem.

Esse índice, segundo o assessor da diretoria técnico-industrial da Comlurb, José Henrique Penido, inclui o material recolhido pela companhia de limpeza e por catadores e sucateiros nas ruas.

“O problema é que essa coleta seletiva acaba saindo cara, porque o caminhão anda muito e recolhe pouco”, explica Penido. “A população ainda não aderiu à coleta seletiva. Sem a participação da população não há como ter um bom programa”.


Hoje, a Comlurb conta com quatro caminhões para coleta seletiva, que percorrem 42 bairros da cidade, quase a metade deles na Zona Sul. A coleta porta a porta foi iniciada em 2002 e vem aumentando aos poucos. Em 2004, segundo dados da empresa, 232 toneladas por mês eram recolhidas. Esse número passou para 449 toneladas em 2006 e 540 toneladas por mês em 2008.



Crise reduziu preço de material reciclável

Com a crise financeira mundial, o preço pago pelo material recolhido aos catadores caiu pela metade, o que levou a um desinteresse por parte desses trabalhadores informais.

Como resultado, a Comlurb passou a recolher mais material na coleta seletiva, que hoje chega a 665 toneladas por mês, o que corresponde ainda a apenas 0,5% do total da coleta de lixo domiciliar. “Diminuiu muito o número de catadores nas ruas”, diz Penido.


“No caso do papelão, o valor caiu 80%. Passou a pagar pouco e não valia a pena para os catadores. O aumento de material reciclável na rua foi muito grande. Até isso a coleta seletiva enfrenta, porque é um sistema muito frágil”, conta o consultor ambiental Eduardo Bernhardt, da ONG Recicloteca.



Projeto-piloto no Leme

Segundo Bernhardt, o baixo índice de lixo reciclável no Rio se deve à pequena iniciativa do poder público e à falta de iniciativa da população.

“A gente tem coleta seletiva no Rio, ela atende alguns bairros, mas ela tem pouca estrutura. Então acaba não atendendo tão bem e a população que, quando quer fazer, às vezes não tem tanta informação, não separa direito. A pequena falha de um com a pequena falha de outro prejudica todo o programa”, diz.


Para mudar esse cenário, uma parceria da Secretaria estadual do Meio Ambiente, da Subprefeitura da Zona Sul e da Comlurb levará ao bairro do Leme um projeto-piloto de reciclagem e coleta seletiva.

Síndicos, comerciantes e moradores de comunidades carentes da região terão aulas sobre o tema, com apoio da Recicloteca.
“A ideia é integrar tanto o catador de rua, como o caminhão da Comlurb, como os caminhões (de sucata) que ficam estacionados no Leme. E regularizar eles, que virariam microempresas. Você tem o particular e o público juntos. Um dando apoio para o outro”, explica Bernhardt.


A ONG Reviverde implanta coleta seletiva em condomínios e oferece oficinas de reciclagem a moradores e funcionários
(Foto: Divulgação/ONG Reviverde)


Condomínio promove competição saudável

Iniciativas desvinculadas do poder público também dão fruto. Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o condomínio Alfa Plaza aderiu à onda da coleta seletiva há cerca de um ano.

Com a ajuda da ONG Reviverde, a síndica Bernadette de Lourdes Pereira reformou as lixeiras dos 22 andares, instalando uma cesta exclusiva para a coleta, e agendou palestras e oficinas com moradores e funcionários. Para incentivar ainda mais os condôminos, placas nos corredores indicam os andares que estão misturando ou separando corretamente o lixo.

“Existe até uma boa competição, de andar para andar, que um quer sempre melhor do que o outro”, conta Bernadette. “Isso estimula o funcionário, o morador e as domésticas a fazerem esse trabalho de separação da coleta seletiva”.

O dinheiro arrecadado com a venda dos recicláveis é distribuído entre os funcionários e usado para a compra de cestas básicas, sorteadas entre as domésticas que trabalham no edifício. A cada 15 dias, duas toneladas são encaminhadas para sucateiros.

“Nos últimos dez anos, já implantamos esse sistema em mais de 30 condomínios no Rio. No total, são cem toneladas por mês que deixam de ir para os lixões e são encaminhadas para reciclagem”, explica Regina Laginestra, presidente da ONG Reviverde.


Setor movimenta R$ 10 bilhões no país por ano Dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) mostram que a geração de lixo urbano no Brasil está em torno de 150 mil toneladas por dia e a reciclagem de lixo urbano gira em torno de 12%. O setor como um todo movimenta no país cerca de R$ 10 bilhões por ano.



A campanha do Instituto Akatu tem o objetivo de reduzir o desperdício de alimentos
(Foto: Divulgação/ Instituto Akatu)



Ainda segundo dados da entidade, a coleta seletiva, ponto de partida para a reciclagem, tem crescido nos últimos nove anos. Em 1994, 81 municípios faziam a coleta seletiva em escala significativa. Em 2004, este número avançou para 237 e, em 2008, alcançou 405, o que ainda corresponde a somente 7% do total de municípios no país.


Combate ao desperdício

Antes da coleta e da reciclagem, no entanto, o consultor ambiental Eduardo Bernhardt lembra, há etapas importantes para a redução de lixo no planeta: a redução e a reutilização de produtos.

O primeiro “R” prega o fim ao desperdício, mesmo mote da campanha do Instututo Akatu sobre o desperdício de alimentos: dados da entidade apontam que no Brasil aproximadamente um terço de todos os alimentos comprados em uma casa é desperdiçado.


“O segundo passo é o da reutilização. Embalagens de vidro são mais fáceis de serem reutilizadas, por exemplo. Fazendo esse segundo “R”, com o reduzir, pouca coisa sobra para a coleta coletiva”, explica.



Veja abaixo dicas para aderir à coleta seletiva


Como separar

Para a separação do material em casa, não é necessário separar cada tipo de resíduo. Basta ter em casa dois recipientes: um para o lixo úmido e rejeitos a serem recolhidos pela companhia de limpeza e outro recipiente para o reciclável a ser levado na coleta seletiva, como plástico, metal, vidro e papel. O importante é que o material esteja limpo e seco.

No caso de condomínios, escolas ou empresas, pode-se aumentar o número de recipientes destinados à coleta seletiva, identificando-os por cores e tipos de material.


Quem recebe

O material recolhido pela Comlurb é doado para cooperativas de catadores. A lista dos bairros atendidos pela coleta seletiva municipal está disponível no site da Comlurb, no link "coleta seletiva".

Condomínios e áreas não atendidas pela coleta seletiva devem procurar grupos de catadores, sucateiros, ferros-velhos, ou iniciativas comunitárias e de ONGs que coletem materiais recicláveis.


Para onde vai o lixo

Ao ser entregue aos catadores, o material separado é levado para um depósito, onde é feita uma triagem. Após serem separados por tipo de material, esses volumes são vendidos para os grandes sucateiros, que por sua vez vendem para as indústrias recicladoras.

Confira tudo clicando aqui.