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28 outubro 2014
Brasil, um país que não é de todos
27 março 2014
Entenda os cinco pontos essenciais do Marco Civil da Internet
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16 maio 2012
Travestis e transexuais vão poder usar "nome social" em documento de identidade
02 janeiro 2012
Rio de Janeiro: paraíso da "farofa" brasileira e mundial
31 agosto 2010
JORNAL DO BRASIL: A QUEDA DE UM GIGANTE
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| Primeira edição do JB |
10 agosto 2010
Óleo de cozinha: ajude a reciclar!
Ele fica retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;
Se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;
Fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.
25 julho 2010
Retrato da impunidade
24 julho 2010
Denunciar é válido, mas só reclamar é inútil!
22 junho 2010
Garantia de privacidade
O sistema é um protocolo padrão de comunicação primariamente projetado para baixo consumo de energia com pequeno alcance (dependendo da potência: 1 metro, 10 metros, 100 metros), baseado em microchips transmissores de baixo custo em cada dispositivo. Ele possibilita a comunicação desses dispositivos uns com os outros quando estão dentro do raio de alcance. Os dispositivos usam um sistema de comunicação via rádio, por isso não necessitam estar na linha de visão um do outro, e podem estar até em outros ambientes, contanto que a transmissão recebida seja suficientemente potente. É esse o sistema que a cidade de São Paulo está começando a usar.
30 maio 2010
VOCÊ SABIA?
06 fevereiro 2010
FAZENDO ACONTECER, SEM HIPOCRISIA
Ao invés de se preocupar com o patrulhamento de crianças como JULIA LIRA, que só quer desfilar à frente da bateria de sua escola de samba do coração, a UNIDOS DO VIRADOURO, o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente deveria se espelhar no projeto tema da reportagem, e aí sim, prestar um serviço às crianças das comunidades carentes de sua área de competência. Afinal, criança também tem direito a cidadania!
Leia com atenção:
O SOM QUE SALVA
Um projeto público na periferia de São Paulo ensina música clássica a milhares de crianças carentes
Kátia Mello
NA PERIFERIAMáximo toca eufônio no CEU Navegantes, em São Paulo. Ele se exibiu na sala de concertos mais importante da cidade
Máximo Eduardo Tosta Mello, de 15 anos, subiu ao palco da Sala São Paulo - uma das melhores para concertos de música clássica no mundo - com as mãos suadas. Era 9 de novembro de 2008 e ele mal conseguia segurar seu eufônio - um instrumento de sopro pouco conhecido, semelhante a uma tuba. Máximo traduz seu som como “o mais aveludado e belo da orquestra”. Sozinho, ele tocou o “5º movimento de estudos folclóricos”, de Ralph Vaughan Williams. No final do solo, a sala foi tomada por emocionados aplausos. E Máximo chorou, exausto. “Foi a experiência mais marcante da minha vida”, diz.
Agora Máximo faz testes para ingressar na Banda Sinfônica do Estado. Ele é uma das promessas do programa Guri Santa Marcelina, que, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, oferece formação musical a 7 mil alunos em 21 polos espalhados pela capital paulista, em geral nos Centros Educacionais Unificados (CEUs). Para dar aulas a esses meninos e meninas, foram contratados 190 professores. É o maior programa desse gênero nas metrópoles brasileiras. Para ter uma ideia, o respeitado Instituto Baccarelli, que surgiu há 13 anos com a mesma finalidade de levar a música instrumental às crianças carentes, hoje tem cerca de 500 alunos na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. No próximo ano, o Guri Santa Marcelina deverá atingir mais 39 polos (28 escolas estaduais e dez CEUs, escolas municipais). Isso significa que serão 27 mil alunos com aulas gratuitas de música em 2010. O número é grande, mas o potencial de transformação dessa experiência na vida das crianças e dos adolescentes parece ainda maior.
O projeto de São Paulo é uma parceria entre o governo do Estado e as Irmãs Marcelinas (entidade religiosa que já participava da administração do governo José Serra na área de saúde). Ela existe desde dezembro de 2007. Agora, deverá servir como modelo para implementação das aulas obrigatórias de música nas redes municipal e estadual. Em 18 de agosto de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.769, que obriga as escolas a oferecer aulas de música no ensino fundamental e médio. As escolas têm três anos para se adaptar. O ensino musical em escolas públicas, porém, não é barato. Para o programa Guri Santa Marcelina, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo destinou R$ 15 milhões anuais pelo período de quatro anos. Parece muito dinheiro para um país carente investir em algo que aparentemente não é essencial. Mas o resultado é animador.
"Só me vejo fazendo isso”, diz Máximo. Tímido, ele olha para o chão ao falar. Conta que nas horas em que está em seu quarto senta-se na cama e escuta a música do maestro e compositor americano James Curnow. Em sua escrivaninha, ao lado da cama, estão partituras do inglês Philips Sparke. Máximo afirma que os amigos dizem que “ele é doido”. Ele começou a tocar eufônio aos 13 anos e até hoje seu pai custa a acreditar que o menino leva a música clássica a sério. “Minha família não me dá muito crédito”, diz. Órfão de mãe, ele vive com o pai e a madrasta. Meninos como ele trocam o campinho de futebol de terra batida por um quarto fechado, invadido apenas por acordes. Para esses músicos mirins, o gol é marcado quando uma peça de Chopin, de Beethoven ou de Schubert são bem executadas.
Outro destaque do projeto Guri é Fransuelen da Silva, de 11 anos. Se a previsão for confirmada, em alguns anos Fransuelen estará bem empregada em uma das principais orquestras do país. Fran, como é conhecida, toca clarinete e, em agosto deste ano, teve a chance de participar do 7º Festival Bourbon Street, em São Paulo, ao lado do trombonista americano Glen David Andrews e sua banda de Nova Orleans. Não há exagero em dizer que a música transformou a vida dessa garota e de sua família. “Eu era uma peste. Quebrava os copos de casa quando tinha raiva. Também achava que estudar era chato.” Hoje, apaixonada pela música, Fran diz que se tornou aluna exemplar. “Estudar exige dedicação. Mas eu vou me formar em música”, afirma.
A mãe de Fran, Sandra de Souza Silva, de 48 anos, empregada doméstica, relata como a música interferiu na rotina familiar. Antes temia que suas crianças passassem o dia na rua, mas hoje sai sossegada para trabalhar às 4 da manhã. “Sei onde encontrá-las”, diz. A escola de música tornou-se um segundo lar para Fran e seus dois irmãos, Marlon, de 13 anos, que toca trompete, e Júnior, de 15, que toca eufônio. “Eles não faltam um dia na aula e isso me tranquiliza. O Cantinho do Céu é muito perigoso. As crianças vendem drogas aqui na frente de casa”, diz. O Cantinho do Céu é um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Fica no distrito do Grajaú, no extremo sul da capital. No caminho para a escola, Fran, seus irmãos e outras crianças do programa veem crianças levando e trazendo drogas - os chamados “aviõezinhos” dos traficantes. As ruas do bairro são esburacadas, há esgoto a céu aberto, faltam segurança e, principalmente, esperança. Quando conseguem emprestados instrumentos da escola, festa em casa. Na escadaria de azulejo da sala de Fran, em minutos forma-se uma pequena banda. Na casa dos Silvas, ouve-se música clássica.
16 setembro 2009
Índios ribeirinhos do Lago de Itaipu fazem documentos pessoais
Transcrevi o email dele para chamar a atenção para o fato de que nada foi dado de graça, como vem mencionado na reportagem ao final do email ("Graças a uma iniciativa da Associação dos Juízes Federais do Brasil"). Há muito tempo a Associação formada pelos índios da Aldeia Avá-Guarani tem feito inúmeros pleitos junto à instituições governamentais e não-governamentais, universidades, UNESCO e diversas outras entidades. Vocês poderão notar pelas palavras acaloradas dele que há um misto de vitória e revolta.
UMA VITORIA DA ORGANIZAÇÃO OSCIP GUARANY EM PARCERIA DA FUNDACEN, MTE, ANOREG, OABPR, ESTE TRABALHO FOI REALIZADO JUSTAMENTE ATRAVÉS DE VÁRIAS DENÚNCIAS CONTRA A FUNAI E ITAIPU, QUE SE NEGARAM A FORNECER DOCUMENTOS A POPULAÇÃO AVÁ GUARANI DO OESTE DO PARANÁ POR VÁRIOS ANOS. A JUSTIÇA DIVINA FINALMENTE CHEGOU PARA ACABAR DE VEZ COM OS CARRASCOS DOS AVÁ GUARANI. PODEMOS DIZER AGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO BATE ATÉ QUE FURA.
AINDA TEMOS MUITOS O QUE FAZER, ACREDITAMOS QUE A POPULAÇÃO AVÁ GUARANI JÁ NÃO PODEM SER ESCRAVO DA FUNAI, ITAIPU, FUNASA, OU DE QUALQUER OUTRAS ORGANIZAÇÕES.
CHAMO A ATENÇÃO:
Ainda temos muitas crianças e idosos sem documentos, precisamos agir enquanto ainda é tempo.
Os documentos foram feitos somente para aqueles que já tinham o CERTIDÃO DE NASCIMENTO, QUE PENAMOS MUITO PARA CONSEGUIR.
Rogo aos senhores parceiros para agirmos rapidamente, pois, o Presidente da República deu um prazo de 6 meses para que todos os que não tem documentos se regularizem.
OLHA QUE BENÇÃO, É UMA GRANDE VITÓRIA DE DEUS. Agradecemos a todos pelos empenhos e pela vitória alcançada.
QUEM PODERIA IMAGIMAR ESTA FAÇANHA, O QUE DEUS PODE FAZER VAI ALÉM DA NOSSA IMAGINAÇÃO.
http://portal.rpc.com.br/
Índios ribeirinhos do Lago de Itaipu fazem documentos pessoais que dão acesso a diferentes benefícios.
SÃO MIGUEL DO IGUAÇU - Reginaldo Mbaraka Martines, 70 anos, a esposa Rogélia, 60, e o filho Júnior Nasario Tupã Mbaraka Martines, 26, foram os primeiros da fila em frente à escola da aldeia Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Graças a uma iniciativa da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), os três deram entrada nos documentos que lhes garantirão os mesmos direitos que qualquer cidadão brasileiro tem.
O colar “que traz proteção” deu lugar à gravata e ao terno para a foto do documento de identidade. Devidamente registrado, Martines poderá também requerer a aposentadoria e outros benefícios previdenciários. “Agora meu pai vai ficar mais tranqüilo”, comentou o filho, enquanto ajudava a mãe a se posicionar em frente à câmera fotográfica. “Se quiser, pode até fazer um financiamento, comprar uma televisão ou o que precisar.”
Para Júnior, o acesso à documentação é uma chance de ampliar os horizontes e ajudar na preservação da identidade guarani. “Quero estudar e trabalhar. Sem os documentos, não tinha como. Tenho planos de sair da aldeia e viajar. Estou certo que vou contribuir com o meu povo, mantendo a nossa cultura”, projeta o jovem, casado e pai de um casal de filhos. “Se a gente já não pode mais viver como os índios de antigamente, o melhor é se adaptar.”
Até o fim do dia de hoje, 250 juízes e voluntários de entidades parceiras do projeto Expedição da Cidadania estimam atender boa parte dos mil índios das três aldeias guaranis ribeirinhas ao Lago de Itaipu. Além dos documentos de identidade, título de eleitor, carteira de trabalho e de reservista, os avá-guarani receberam orientações e atendimento de saúde. “Essa é uma conquista que há muito tempo estamos buscando: reconhecimento e respeito”, avaliou o ex-cacique Simão Tupã Villalba.
Missão
No Paraná, o mutirão de ação social – que nasceu de uma iniciativa da Justiça Federal para levar as varas especiais a regiões carentes e isoladas do país – também atenderá comunidades indígenas e quilombolas. De acordo com o presidente da Ajufe, juiz Fernando Mattos, as próximas paradas serão Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. “Muitas pessoas nem ao menos sabem que têm direitos e chegam a viver quase toda a vida sem acesso a qualquer garantia ou benefícios básicos.”
Lançada oficialmente em março, a expedição fez a primeira incursão na cidade de Porto Murtinho (MS), na fronteira com o Paraguai. Em três dias de atividades, com o apoio da Marinha e do Exército, foram atendidas mais de 6 mil pessoas, a maioria estrangeiros em busca da legalização para a permanência no Brasil. “O acesso à Justiça e a dignidade do cidadão são princípios constitucionais que precisam e devem ser assegurados a todo cidadão”, completou Mattos.
Postado por Tupã Ñembo'agueraviju
Data: 16/09/09 às 01:05
19 julho 2009
ESSA É A LEI DO BOPE?

Alguns treinamentos de forças militares ou paramilitares, com muita razão, diga-se de passagem, sempre foram muito criticados, tanto no Brasil como no restante do mundo.
Quando os "especialistas" nesses treinamentos não exageram na violência, que em alguns casos já provocou a morte de gente inocente, pecam por um tipo de mau gosto que tem cara de desrespeito e discriminação, o que ficou patente no treinamento que policiais do BOPE, o grupo de elite da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, realizaram na última quinta-feira no Parque Guinle. Cantavam os candidatos a super-homens:
1ª parte: "Homem de preto qual é sua missão? / Entrar na favela e causar destruição"!
2ª parte: "Se o maconheiro não quiser falar / Pega o desgraçado e dá porrada até matar".
Tudo bem que não podemos transformar bandidos armados em vítimas, nem querer que a polícia os trate com flores! Mas se esse é o lema da corporação, algo está muito errado!
Não sei se o governador SÉRGIO CABRAL está no Rio (afinal, ele viaja mais do que o LULA!), mas acho que ele deveria tomar uma atitude. Afinal de contas, "causar destruição" na favela, onde a maioria são pessoas de bem, não me parece correto. E cá entre nós, pegar "o maconheiro" que "não quiser falar" e no "desgraçado" dar "porrada até matar" me parece coisa dos tempos da ditadura, absolutamente fora da lei! Com todo respeito, é claro!
29 abril 2009
A CIDADANIA ATIVA ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO
Está sendo um sacrifício empenhar meu tempo num projeto para ajudar o outro a ser um pouco mais humano; ensinar pesar a consciência na balança dos "afazeres da vida".
O tamanho da responsabilidade para preservar o próximo deveria ser equivalente ao cargo que ocupamos no centro da nossa consciência, e não na cadeira de uma Academia, de um Ministério Público, de uma empresa multinacional...
Ensino, principalmente crianças, a descobrirem que possuem riquezas dentro de suas mentes, e elas podem se transformar em formas de defesa contra os manipuladores, especializados em enganar os outros, mas que não conseguem enganar o seu próprio espelho.
Abraçar uma causa justa sem sujar a consciência é algo nobre e precioso, traz bons frutos e dá prazer. Quando criança, eu ouvia minha mãe dizer que o pobre serve de escada para o rico subir. Agora eu compreendo a pobreza de forma mais abrangente, onde um "pobre" se sacrifica para promover o bem, mas não percebe que também se "arrisca" ao servir de exemplo a outras pessoas sensíveis e "sem poder aquisitivo" ou "sem influências sociais".
É inevitável a propagação de um gesto de cidadania, pois a caridade contamina outros corações solidários, por isso os "poderosos" investem em "calar ou substituir" mentores do bem pelos "benfeitores politicamente corretos".
Quando enxergamos no outro a dor e o amor aprendemos a repudiar a corrupção e praticar cidadania. Não podemos parar de plantar a nossa semente na educação que faz gerar, cada vez mais, cidadãos dignos e sadios.
28 abril 2009
Os Perigos da Cidadania Ativa
Recebi esse texto por email e resolvi compartilhá-lo com todos. Tem muito a ver com o que falamos aqui neste espaço, seja em postagens como em comentários.
OS PERIGOS DA CIDADANIA ATIVA
Paulo R. Santos
Ser cidadão ou cidadã, de fato e de direito, é perigoso? Sim. Tanto no Brasil como em qualquer outra parte do planeta. Afinal, fazer valerem direitos e respeito a costumes socialmente determinados, a leis que equilibram a convivência social, sempre vão esbarrar em interesses de casta, classe e, principalmente, em interesses pessoais.
Chico Mendes é atualmente lembrado e celebrado como um homem exemplar na defesa da Amazônia, do meio ambiente, dos direitos dos pequenos diante dos abusos e da tirania dos grandes e poderosos. Foi indiretamente ameaçado. Recebeu recados de que sua vida estava em perigo. Fez denúncia à Polícia, ao Ministério Público, mas só foi levado a sério depois de ter sido encontrado morto, com o peito cheio de chumbos de uma espingarda de grosso calibre.
Chico Mendes morreu por aquilo em que acreditava. Morreu por seus ideais, por causa de sua determinação, de sua ousadia em enfrentar os donos do negócio (o negócio, neste caso, é a Amazônia e suas riquezas naturais). Morreu por reclamar menos e fazer mais. A isso se denomina cidadania ativa.
Cidadania não se resume a um status jurídico. Um direito outorgado pelo Estado a partir de uma determinada idade. Cidadania é, sobretudo, uma escolha moral, e essa escolha pode acontecer em qualquer idade. Independe de sexo, etnia, idade, religião, grau de escolaridade, vida urbana ou rural.
Cidadania é um estado de alma. Um comprometimento com a vida coletiva, com o bem-estar de todos e de todas. A cidadania está colada à solidariedade e aos direitos para todos e para todas. Direitos e não privilégios. Os poderosos de todos os tempos defendem seus supostos privilégios de classe ou casta, e os revolucionários (ou cidadãos ativos) de sempre, morrem pela preservação ou conquista de direitos.
A cidadania passiva é conveniente para a democracia liberal-burguesa. Afinal, uma vez a cada quatro anos vamos às urnas para sacramentar o que já está decidido no topo da pirâmide do poder. Ainda assim, o voto é um meio de mudar os rumos da vida coletiva sem derramamento de sangue, ... mas depende de cidadãos ativos, atentos ao que de fato acontece na vida coletiva.
A cidadania ativa é cotidiana e, por isso mesmo, perigosa. Exige o enfrentamento das mazelas sociais, da corrupção, dos desmandos, dos maus tratos produzidos por aqueles que deveriam atender bem ao contribuinte. Exige posicionamento sobre assuntos controversos, que se admita o contraditório, que se treine a convivência entre diferenças e divergências dentro dos limites das leis do país e dos costumes.
A cidadania passiva é complacente, omissa e conivente, e seus adeptos sofrem da “síndrome de Pilatos” (“Isso não e comigo!”). Lavam as mãos diante de tudo que lhes afete a rotina ou lhes fira algum interesse pessoal.
A cidadania ativa é perigosa porque exige exposição pessoal, a denúncia e a renúncia. Só pode ser levada a efeito por aqueles que estão dispostos a sofrer (ou a morrer) pelo que é justo e bom para todos. São muitos os casos na história. Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King Jr., Chico Mendes, ... e muitos outros e outras, conhecidos e anônimos que, aliás, são maioria.
Reclamar e terceirizar responsabilidades ou ações não muda os rumos das coisas. Basta ver como anda a vida social na atualidade. Os indicadores crescentes de homicídios, suicídios, linchamentos, violências de todos os tipos, não serão reduzidos pelo poder público, fragilizado e contaminado pelo crime organizado. Os membros conscientes da sociedade civil terão que aliar-se à sociedade política (dos três poderes) para reverter, quanto possível, a curva ascendente da decadência social.











