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04 setembro 2013

Médicos se queixam de infraestrutura e abandonam programa

Foto: reprodução

Nailton Galdino de Oliveira, 34 anos, era um dos inscritos no programa Mais Médicos, iniciativa do governo federal para levar atendimento de saúde ao interior e às periferias. Sua atuação durou menos de 48 horas e exatos 55 atendimentos. Impressionado com a estrutura precária que encontrou na unidade em Camaragibe, região metropolitana do Recife, o médico pediu desligamento.

30 agosto 2013

Médicos brasileiros serão demitidos por causa do "Mais Médicos"

Foto: reprodução

Uma das consequências do Mais Médicos, programa criado pelo governo federal com o intuito de enviar estrangeiros e brasileiros para atender a saúde pública no interior do país, já começa a se materializar, e ao que parece, os primeiros prejudicados com a medida serão os médicos brasileiros que atuam nessas regiões. É que sob o pretexto de "aliviar" suas contas, prefeituras de alguns municípios do país já se movimentam para demitir médicos contratados por profissionais do programa, o que na prática, pode ameaçar a principal bandeira do plano, que é a redução da carência de médicos nesses lugares.

22 maio 2013

A medicina do Paracetamol

Dilma Roussef e o ditador Raúl Castro, em recente encontro (foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Hoje, por puro acaso, vi no Facebook a postagem em que o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), num vídeo gravado em audiência pública conjunta das Comissões de Relações Exteriores e de Seguridade Social e Família, faz duras criticas à tentativa que se esboça no Planalto de importar médicos estrangeiros sem a aprovação do Sistema de Revalidação de Diplomas Médicos - REVALIDA para resolver a questão da saúde no Brasil. Também acredito, como ele, que tudo não passa de uma manobra eleitoreira visando as de 2014.

05 janeiro 2013

Crack: o inimigo desconhecido


Visando combater o que considera uma epidemia, o governo federal lançou, no dia 7 de dezembro de 2011, o plano "Crack, é possível vencer", que prevê um trabalho conjunto entre os governos federal, estaduais e municipais nas áreas da saúde, segurança pública, defesa de fronteiras e assistência social, começando a liberar recursos, mesmo sem conhecer detalhes do inimigo a ser batido, ou seja, sem ter a exata noção do problema.

27 dezembro 2012

De quem foi a omissão de socorro no caso da menina Adrielly?


A menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, que foi atingida na cabeça por uma bala perdida na noite de Natal, e esperou por quase oito horas por socorro médico no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, foi transferida hoje (27/12) para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Ela continua em estado grave. O médico que a poderia ter atendido, o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, faltou ao plantão para o qual estava escalado. O médico chefe do plantão, Enio Eduardo Lopes, não comunicou o atraso de Crespo à direção do hospital e nem pediu a transferência da menina para outra unidade. Em entrevista, o delegado titular da 23ª DP (Méier), Luiz Archimedes, disse ontem (26/12) que o neurocirurgião poderá ser indiciado por omissão de socorro, o que não me parece ser a iniciativa mais correta.

13 dezembro 2012

Crianças e jovens são maioria no "Mapa do Crack" paulista


A questão do crack, um problema de saúde pública até aqui desprezado pelas autoridades do país, já foi abordado por diversas vezes aqui no Dando Pitacos: "Crack: a epidemia da vez", "Crack: um problema de saúde pública", "As meninas do crack" e "Seria cômico, se não fosse trágico..." foram os títulos das matérias através das quais o blog tentou chamar a atenção das pessoas para o problema. O tema de hoje nasce de uma pesquisa mandada fazer pela Assembleia Legislativa de São Paulo - SP. De acordo com os dados por ela colhidos, 67% dos indivíduos atendidos no sistema público de saúde no ano passado em razão do uso crack tinham até 30 anos de idade.

23 novembro 2012

Seria cômico, se não fosse trágico...

(foto Pablo Jacob / O Globo)

Ontem (22/11), enquanto agentes da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro tentavam convencer viciados que estavam na cracolândia situada ao lado da Favela Parque União, no Complexo da Maré, a ir para um abrigo, um homem, aparentemente alheio a tudo o que acontecia à sua volta, manuseava um notebook (que ninguém soube dizer se estava funcionando).

14 novembro 2012

Mulher dá à luz um bebê, no chão, em hospital de Brasília

O momento do parto, no chão (foto: reprodução)

A propaganda dos governos federal e estaduais sobre a saúde do brasileiros, principalmente em época de eleições, é fantástica. As cenas são as mais lindas possíveis, coisa de Primeiro Mundo. Fábulas de dinheiro, do nosso dinheiro, são gastas para nos iludir, conclusão a que se chega diante de situações como a enfrentada por Gislene Ramos, de 25 anos, que entrou em trabalho de parto na madrugada de ontem (13/11), na portaria da maternidade do Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal. Depois de esperar atendimento médico por cerca de 13 horas ela deu à luz um bebê, no chão, ajudada por pacientes que também aguardavam assistência médica.

04 junho 2012

Médica se revolta e diz que pacientes estão morrendo à míngua no Rio

Enquanto políticos do alto escalão daqui e de outros países são atendidos pelos melhores e mais renomados profissionais de saúde nos grandes hospitais do país, cenas de descaso com a vida do cidadão são mostradas pela mídia a todo momento, sem que qualquer providência efetiva seja tomada, apesar do lamento e protestos da gente simples que vê seu ente querido morrer à porta das unidades da rede hospitalar pública.

E isso, registre-se, não está acontecendo apenas no Rio de Janeiro, mas em todos os Estados brasileiros.

Desta vez o desabafo não vem da rua, mas de dentro do próprio Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, onde a médica Angela Tenório teve a coragem de revelar a situação precária em que se encontra a saúde do Estado.

20 janeiro 2012

As meninas do crack

A incompetência, a omissão e a negligência dos governos federal, estaduais e municipais em relação a alguns problemas do nosso cotidiano é algo que impressiona. A facilidade no comércio de armas e drogas, com destaque para o crack, é um destes casos.

Penas são diminuídas e criminosos de alta periculosidade voltam às ruas porque as autoridades de segurança não conseguem administrar a população carcerária; proíbe-se que pessoas e veículos permaneçam sobre bueiros porque, apesar das ameaças feitas sob os holofotes da mídia, o poder constituído não consegue se impor diante da omissão criminosa das empresas concessionárias de serviços públicos; criam-se faxinas em áreas normalmente utilizadas por viciados em crack, o que faz com que eles se dispersem e passem a perambular como zumbis pelas ruas, sem uma forma adequada de tratamento. Varremos a sujeira para debaixo do tapete.

04 janeiro 2012

O que faria o doutor House?

Um médico suspeito de recusar atendimento a um homem ferido que chegou ao Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia - Huapa na madrugada do último domingo (01/01) está sob investigação policial. A primeira acusação é de que ele estaria dormindo no horário do plantão, o que é quase um comportamento padrão nas emergências dos hospitais brasileiros quando não há pacientes a atender. Segundo Divino Batista dos Santos, delegado responsável pelo caso, o médico teria admitido que não saiu do alojamento para ver o homem ferido.

O paciente, um motociclista atingido por um carro na Avenida Triângulo - Jardim Cristalino - Aparecida de Goiânia, estava consciente e tinha ferimentos pelo corpo quando foi socorrido pelos bombeiros.

06 novembro 2011

Crack: um problema de saúde pública

O crack vem se espalhando pelo país e já se transformou num dos principais problemas para a maioria dos municípios brasileiros. Uma pesquisa que está sendo feita pela Confederação Nacional de Municípios CNM e será divulgada nesta segunda-feira ouviu 4.400 das 5.563 prefeituras do país, e conclui que para 63,7% delas, o crack já causa problemas extras para os serviços públicos de saúde. Dos municípios consultados, 58,5% informaram que a circulação do crack e de outras drogas também tem provocado problemas preocupantes na segurança, enquanto 44,6% responderam que o serviço de assistência social é outra rede que foi afetada seriamente.

De acordo com a pesquisa, o aumento da violência, onde se pode destacar a crescente incidência de estudantes armados nas escolas (públicas e particulares), é um dos principais problemas.

31 maio 2011

Por que o cigarro vicia?

Durante muito tempo o hábito de fumar foi visto como um vício sem muita importância. Só no final da década de 80 é que o tabagismo passou a ser encarado como uma doença. Foi quando a ciência descobriu os receptores de nicotina do cérebro e o seu poder de viciar, muito maior que o de drogas como cocaína e heroína, por exemplo.

Quando ativados, esses receptores liberam substâncias que produzem uma sensação de prazer, e é por essa razão que um simples cigarro basta para aliviar sintomas de ansiedade e depressão, o que se apresenta como uma válvula de escape em tempos de muita correria e stress. E é na busca dessa sensação de bem-estar que as pessoas acendem, quase que sem perceber, um cigarro após outro. Para o viciado, ficar algumas horas sem fumar é quase insuportável e faz surgir um desejo incontrolável de levar um cigarro à boca e tragar sua fumaça. É a síndrome da abstinência.

30 maio 2011

Mulher vai a hospital fazer uma endoscopia e sai sem parte do braço direito

Rosely Viviani, uma vendedora de 48 anos de idade, entrou no Hospital Santa Marcelina – Itaquera – SP, em 2009, para fazer um exame gastrointestinal e saiu de lá sem parte do braço direito, depois de tomar uma injeção no pulso. Durante todo o dia 27 de abril daquele ano ela se queixou de dores na região, e no dia seguinte seu membro não tinha mais circulação sanguínea. Os médicos constataram que havia uma trombose no local, e após vários tratamentos sem resultado, outra alternativa não restou senão a amputação do braço da paciente, o que aconteceu em 7 de maio daquele ano.

Até a última sexta-feira (27/05), a direção do hospital ainda não tinha uma explicação para o ocorrido. Ninguém sabe dizer como uma pessoa se interna para fazer uma endoscopia (exame que introduz cânula com câmera pela boca do paciente para se verificar doenças gastrointestinais) e 10 dias depois tem um membro aparentemente saudável amputado.

11 novembro 2010

Estímulos elétricos no cérebro tratam Parkinson




A notícia está no G1, e tenho certeza absoluta, vai trazer esperanças a muita gente.
De acordo com o portal, uma cirurgia para estimular o cérebro de pacientes com Parkinson por meio de descargas elétricas, e que até aqui estava restrita aos hospitais universitários, está chegando à rede pública, mais precisamente ao Hospital de Transplantes, na capital paulista. Conhecida como DBS, a técnica consiste em colocar eletrodos em regiões profundas do cérebro para melhorar a atividade do órgão e reduzir os sintomas comuns como rigidez e tremores.
A operação, que pode durar até 4 horas e custar cerca de R$ 100 mil, agora está ao alcance dos clientes da rede pública, desde que seja indicada pelo médico como melhor solução para o caso.
Para 70% dos parkinsonianos, o tratamento com medicamentos é suficiente para dar conta do avanço da doença e dos sintomas. Porém, o restante necessita de alternativas para controlar a doença. Somente 10% dos portadores são considerados ideais para passar pela cirurgia.

07 outubro 2010

"CHOREI DESCRENTE DA PROFISSÃO QUE ESCOLHI"

Os textos muito longos são normalmente desprezados pelos leitores que viajam pela internet. Esse é um texto longo que eu gostaria que você lesse por completo, nem que isso seja feito aos poucos. É uma história dramática, mas bem conhecida por esse Brasil enorme. Hoje é a história de um alguém distante, mas amanhã pode ser a sua, a minha, a nossa história. Ela nos mostra a omissão e o descaso com o ser humano, mas deixa uma ponta de esperança, por mais paradoxal que isso possa parecer, no próprio ser humano, o médico, o profissional de uma classe que nos habituamos a criticar.


A menina Ana Larissa Menezes Baptista, de apenas 8 anos de idade, morreu no dia 24 de agosto último, uma terça-feira, no Hospital Geral do Estado, na Bahia - BA, depois de ter passar por três outras unidades públicas. As pediatras Heloísa Cunha Silva, Antônia Maria Dias Aleluia e Alderiza Ribeiro Jucá Rocha, do Hospital Geral Roberto Santos – HGRS, são acusadas de ter negado atendimento à criança.

29 agosto 2010

DIA DE COMBATE AO FUMO

No início é apenas uma questão de curiosidade, às vezes provocada pelo contato com fumantes. Em alguns jovens é uma questão de aceitação social. Em outros, principalmente os do sexo masculino, pura auto-afirmação.

Esses são alguns dos inúmeros motivos que levam um jovem a colocar o primeiro cigarro na boca. Muitos deles entram nessa cortina de fumaça antes de completar a maioridade. Pesquisas mostram que o fumo é responsável por 30% das mortes ocasionadas por câncer, sendo que em 90% dos casos, o pulmão é o alvo principal.


Além disso, o fumo está ligado à origem de tumores malignos em oito órgãos: boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga, além do pulmão, colo do útero e esôfago.

14 julho 2010

Gripe ou resfriado?


Você conhece a diferença entre uma gripe comum e um resfriado? Não tem medo do vírus H1N1? Então preste atenção numa coisa: o aumento na quantidade da propagandas de analgésicos e antitérmicos é sempre um sinal de que o inverno chegou ou está para chegar. As publicidades soam como um aviso, um alerta: “se você ainda não ficou, vai ficar gripado, então lembre-se de nós quando for à farmácia.”

Não tem jeito, pelo menos uma vez por ano o vírus da gripe tenta nos atacar. Para quem não quer contar com a sorte de ter um sistema imunológico forte o bastante para resistir a esse mal, a melhor saída é mesmo a vacina. Segundo Alberto Chebabo, chefe do serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ, não há receita caseira que consiga espantar esse “fantasma do inverno”.

- A única forma eficaz é a utilização da vacina de Influenza. Além disso, medidas como higienização frequente das mãos, proteger o rosto ao espirrar ou tossir e evitar levar as mãos aos olhos, boca ou nariz ajudam a reduzir os riscos de transmissão do vírus, explica.

A proteção da vacina começa cerca de duas semanas após a sua aplicação e tem efeito até os quatro meses seguintes. De acordo com o Ministério da Saúde, após este período ocorre uma queda na resposta do sistema imunológico ao vírus. Além disso, as mutações do vírus tornam necessário que uma nova vacina seja preparada a cada temporada. Por isso, é preciso tomar a vacina antigripal anualmente. Os idosos devem ficar ainda mais atentos do que o restante da população, e não é à toa que eles são o foco das campanhas do governo: cerca de 90% das mortes causadas pela gripe acontecem em pessoas idosas.

17 junho 2010

Você vai continuar fumando?


Um estudo, que tem a participação de 2.200 voluntários, está sendo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer, em parceria com o Departamento de Epidemiologia da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolve um projeto de pesquisa com o objetivo de criar novas alternativas para o tratamento das pessoas que desejam parar de fumar. Ele pretende analisar a freqüência de fumantes ativos e passivos na população do Rio de Janeiro e os níveis de cotinina presentes na saliva de 600 fumantes e 300 não fumantes.

A cotinina é uma substância encontrada na saliva, através da qual se pode medir a quantidade de nicotina absorvida pelo fumante. Comparando-se as informações coletadas no Brasil com as de outros países, será possível compreender melhor se as diferenças dos níveis de cotinina na saliva são relacionadas ao metabolismo ou ao comportamento de fumar.

Os medicamentos nicotínicos, utilizados como Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), podem ser coadjuvantes no tratamento do fumante e se apresentam sob as formas de goma de mascar e de adesivo, que libera certa quantidade de nicotina, ajudando o fumante a não fumar. A partir dos resultados da pesquisa, um novo tipo de adesivo, mais apropriado para o perfil da população brasileira, poderá ser desenvolvido.

23 maio 2010

Aborto: crime ou caso de saúde pública?



A revista ÉPOCA (número 627 - 24 maio 2010), publica, com exclusividade, em reportagem assinada por Isabel Clemente e Naiara Lemos, os resultados de uma pesquisa nacional sobre um tema explosivo: o aborto.

Leia a matéria, que nós resolvemos publicar na íntegra e sem a opinião pessoal do blog.

"Uma em cada sete mulheres brasileiras entre 18 e 39 anos já fez aborto. Isso significa um grupo de cerca de 5,3 milhões de brasileiras, ou 15% da população no auge da idade reprodutiva. Quase a metade delas é casada ou vive com um companheiro, é católica ou evangélica, tem filhos. Esses números resultaram da primeira pesquisa nacional domiciliar sobre o aborto, cujos detalhes ÉPOCA publica com exclusividade. A outra metade de mulheres que abortaram segue um padrão igualmente comum. Entre elas, há ricas e pobres, casadas e solteiras, religiosas e agnósticas, com e sem filhos. Os pesquisadores descobriram também que, no Nordeste, o porcentual de mulheres que relataram já ter passado por isso é mais do que o dobro do encontrado no Sul. “A mulher que aborta não tem um perfil específico. Pode ser qualquer uma, de qualquer classe social”, diz o pesquisador Marcelo Medeiros, do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e coautor da pesquisa.