Desculpem fazer mais um tópico com o mesmo nome, mas não seria possivel postar algumas fotografias pelo comentário e acredito que uma imagem diz mais do que mil palavras.
As imagens são de Antônio Viegas, repórter cinematográfico do Correio do Estado (MS), e me foram enviadas por ele, com a devida permissão do jornal.
A luta dos Kaiowá no Mato Grosso do Sul já faz parte dos meus "pitacos" há alguns anos. Vamos lá. Os Guarani se dividem em 3 sub-etnias: os Mbya, os Nhandeva (ou Ava-Guarani) e os Kaiowá. Dos três, os Kaiowá são os mais reservados, mais calados e também os mais perseguidos.
O início do processo de demarcação da reserva foi em 1999 e só em 2005 foi concluído com a homologação da TI Marangatú pelo Presidente Lula.
Foi então que os conflitos se agravaram. O Agronegócio movimenta milhões e o coronelismo neste país é uma tradição por demais enraizada. Os kaiová vivem numa luta desigual contra jagúnços fortemente armados a mando de fazendeiros que, por sua vez, são acobertados pelos seus amigos de Brasília.
As imagens são de Antônio Viegas, repórter cinematográfico do Correio do Estado (MS), e me foram enviadas por ele, com a devida permissão do jornal.
A luta dos Kaiowá no Mato Grosso do Sul já faz parte dos meus "pitacos" há alguns anos. Vamos lá. Os Guarani se dividem em 3 sub-etnias: os Mbya, os Nhandeva (ou Ava-Guarani) e os Kaiowá. Dos três, os Kaiowá são os mais reservados, mais calados e também os mais perseguidos.
O início do processo de demarcação da reserva foi em 1999 e só em 2005 foi concluído com a homologação da TI Marangatú pelo Presidente Lula.
Foi então que os conflitos se agravaram. O Agronegócio movimenta milhões e o coronelismo neste país é uma tradição por demais enraizada. Os kaiová vivem numa luta desigual contra jagúnços fortemente armados a mando de fazendeiros que, por sua vez, são acobertados pelos seus amigos de Brasília.

Os kaiowá foram expulsos das terras que receberam do Governo, mas ainda resistem. Hoje vivem como mendigos, revirando lixo, enxotados de um canto para o outro.


Por outro lado, sofrem o preconceito da população das cidades circunvizinhas que sabem que, numa disputa judicial de terra, os pequenos agricultores (boa parte da população) são duramente afetados. A ajuda não chega, seja por medo ou por descaso e as crianças mais novinhas morrem por inanição.

O moral é baixo e daí vem o grande número de suicídios e de casos de alcoolismo e prostituição.
O filme abaixo, também foi feito pelo Viegas. Cabe a mim alertá-los que as cenas são muito chocantes e explícitas, e por isso podem até causar algum mal estar.
Tenhamos em mente - e principalmente nos corações - que não estamos apenas tratando de índios, e sim de pessoas, de SERES HUMANOS!