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28 agosto 2013

Rafaela Silva é medalha de ouro no Mundial de Judô

Rafaela Silva (foto: reprodução)

Há exatos 50 anos, no dia 28 de agosto de 1963, usando a frase "I have a dream" Martin Luther King revelou seu sonho de igualdade e conciliação entre as classes do povo americano. Guardadas as proporções, é claro, Rafaela Silva, menina negra e pobre oriunda da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, comunidade até pouco tempo conhecida pela violência e o tráfico de drogas, também deve ter acordado hoje embalada por um sonho, que começou a realizar quando entrou no tatame para enfrentar a americana Marti Malloy, na final da categoria leve feminino (até 57kg) no Mundial de Judô que está sendo realizado na Cidade Maravilhosa.

06 agosto 2012

Sara Menezes e Arthur Zanetti, nossos heróis dourados

A primeira medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas de Londres veio logo no primeiro dia da competição e foi para Sara Menezes, uma menina, nordestina, de família pobre, que aos 10 anos começou a treinar judô escondido dos pais, numa demonstração de que a obstinação é o ingrediente principal em qualquer carreira de sucesso, mas principalmente nos esportes.

Sara participou dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando tinha apenas 18 anos, sofrendo uma dolorida derrota logo na primeira luta. Vida que segue, ela continuou treinando e foi bicampeã mundial júnior em 2008 e 2009. Em dezembro de 2010, conquistou a medalha de bronze no Grand Slam da cidade de Tóquio - Japão, evento do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. Um ano depois, no Grand Slam de Paris - França, a menina piauiense repetia o feito e ganhava a medalha de prata.

02 agosto 2012

O racismo que se esconde nas redes sociais

É muito triste quando se percebe que a infâmia do racismo ainda está presente em todos os cantos do mundo, como aqui mostramos no caso da atleta Voula Papachristou, expulsa da delegação olímpica grega em razão de comentários racistas por ela postados no Twitter. Mas muito mais triste que isso é perceber que no Brasil, um país de intensa miscigenação, ainda existem pessoas dispostas a ferir um semelhante em razão de sua origem e tonalidade da pele, como se fossemos uma raça pura.

Foi o que aconteceu com a atleta Rafaela Silva, eliminada da competição de judô dos Jogos Olímpicos de Londres por ter aplicado um golpe considerado irregular pelos árbitros (uma catada de perna) na húngara Hedvig Karakas, a quem ela enfrentava pelas oitavas de final, depois de vencer seu primeiro combate. Chorando muito, Rafaela saiu do tatame e mais tarde reconheceu o erro.