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03 setembro 2014

Grêmio é excluído da Copa do Brasil por injúrias racistas a atleta do Santos

Foto: reprodução

Denunciado por infração ao artigo 243-G, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil nesta quarta-feira (03/09) em decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD. A punição aconteceu em razão das ofensas raciais dirigidas por parte da torcida do clube ao goleiro Aranha, do Santos, na partida da última quarta-feira, na Arena, em Porto Alegre. Além da exclusão, a atitude racista dos torcedores acarretou ao clube gaúcho uma multa no valor R$ 50 mil. O Grêmio ainda recebeu multa de R$ 4 mil pelo arremesso de um rolo de papel higiênico no gramado e pelo atraso para entrar em campo. Os torcedores que forem identificados pelas ofensas ficarão proibidos de frequentar estádios por 720 dias. A decisão não é definitiva. Cabe recurso ao Pleno do STJD.

30 agosto 2014

O racismo nos campos de futebol e redes sociais

Foto: reprodução

Como país que se orgulha de sua miscigenação, o Brasil precisa afastar de seus estádios e arenas esportivas a sombra da intolerância racial. A jovem torcedora do Grêmio flagrada pelas câmeras de transmissão de TV chamando o goleiro Aranha de "macaco" na partida contra o Santos na noite de quinta-feira (29/08), em Porto Alegre, é apenas uma das infames ocorrências racistas que se repetem Brasil afora sem que as autoridades percebam que estão diante de um fenômeno que já se tornou um grave problema na Europa.

06 julho 2014

Raça

Imagem: Dando Pitacos

A tenebrosa estratégia lulo-petista de dividir para dominar, além de incentivar a luta de classes característica do hitlerismo, ativou através da sua propaganda fascista um antagonismo racial que vinha desaparecendo na realidade brasileira.

Eram tão pontuais as manifestações discriminatórias e tão intensa a miscigenação no Brasil, que levaram o antropólogo Darcy Ribeiro a projetar um povo bronzeado, produto de todas as nacionalidades aqui convergentes.

12 março 2014

Vereador gaúcho quer exonerar assessora que não crê em Deus

Renata Helena Ghiggi (foto: reprodução)

Além das recentes manifestações de racismo dirigidas a jogadores e a um árbitro de futebol, o que infelizmente está se tornando comum, a intolerância religiosa também continua a existir no Brasil. É o que demonstra a polêmica criada em torno da jornalista Renata Helena Ghiggi, responsável pela assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores do município de Antônio Prado, no Rio Grande do Sul - RS, cuja demissão foi defendida pelo vereador Alex Dotti (PMDB) na primeira sessão legislativa do ano, no dia 04 de fevereiro, simplesmente porque a moça se diz ateia e manifestou essa opção religiosa no Facebook.

11 março 2014

Antes do Oscar, Lupita Nyong'o serviu até cafézinho em set de filmagens

Lupita Nyong'o (foto: reprodução)

Quando se tem talento e vontade, nada é obstáculo para o sucesso, nem mesmo a cor da pele. É o caso, sem dúvida, de Lupita Nyong'o, de 31 anos, que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu trabalho no filme "12 anos de escravidão", surpreendendo gente experiente do ramo, como o cineastas Fernando Meirelles, que ao saber da premiação escreveu em seu perfil no Twitter: "que virada".

17 fevereiro 2014

Australiana presa por racismo em Brasília é solta

Foto: reprodução

Louise Stephanie Garcia, uma australiana de 30 anos, que vive legalmente no Brasil há cerca de cinco anos, foi presa na última sexta-feira (14/02), em um salão de beleza da superquadra 115 Sul, em Brasília - DF, suspeita de racismo, depois de ofender duas funcionárias e uma cliente, além de desacatar o policial militar que a conduziu à delegacia de polícia e o agente responsável pelo registro da ocorrência, também negros. A mulher, que já foi detida anteriormente por dirigir sob o efeito de álcool, foi transferida no sábado (15/02) para a Penitenciária Feminina do Gama (Colmeia), já que a lei considera o crime inafiançável.

05 dezembro 2013

Colégio teria negado matricula a aluno que não cortou cabelo crespo

O menino Lucas Neiva (foto: reprodução)

Já houve um tempo em que as escolas podiam exigir certos padrões de vestimentas, até porque o uniforme era obrigatório, e de aparência, como corte de cabelo, maquiagem, uso de certo tipo de jóias e por aí afora. Era uma atitude considerada normal. Hoje, porém, com o alargamento das liberdades, às vezes até de forma exagerada, a coisa vem mudando, o que gera algumas polêmicas, principalmente no âmbito das escolas. Um colégio em Guarulhos, na Grande São Paulo, por exemplo, pediu que um de seus alunos cortasse o cabelo, que é crespo. A mãe não não atendeu a solicitação e o menino ficou sem a matrícula. O fato ocorreu na escola Cidade Jardim Cumbica e Polícia Civil abriu inquérito por racismo.

12 setembro 2013

Cotas raciais beneficiam candidato branco e de olhos verdes

Foto: reprodução

Quando compôs Black or White, um de seus grandes sucessos em todos os cantos do globo, Michael Jackson escreveu "se você está pensando em ser minha garota, não importa se você é preta ou branca" e "se você está pensando em ser meu irmão, não importa se você é preto ou branco". Simples assim, na música, é claro! Na prática, porém, a questão racial continua gerando discussões e polêmicas. Agora a confusão tem como pano de fundo o processo seletivo para o Instituto Rio Branco, órgão encarregado da seleção dos candidatos que irão compor quadros da diplomacia brasileira. É que na lista de nomes dos dez candidatos aprovados dentro das cotas para afrodescendentes divulgada na última terça-feira (10/09), está o de Mathias de Souza Lima Abramovic, um jovem branco e de olhos verdes.

19 julho 2013

Ministra negra italiana é novamente comparada a um macaco

Foto: reprodução

Cecile Kyenge, médica nascida no Congo e atual ministra da Integração da Itália, sofreu nova agressão racista. Desta vez, a iniciativa partiu do político direitista Agostino Pedrali, da comuna de Coccaglio (Brescia), que postou no Facebook uma montagem onde ela aparece ao lado de um macaco, com a frase "separados no nascimento".

09 abril 2013

Feliciano renuncia se José Genoíno e João Paulo Cunha fizerem o mesmo


O deputado José Guimarães (PT-CE) fez um apelo a Marco Feliciano (PSC-SP), para que ele deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A resposta do deputado/pastor foi direta e objetiva: "Renuncio se João Paulo Cunha e José Genoíno, condenados no julgamento do mensalão, também renunciarem aos cargos que ocupam na Comissão de Constituição e Justiça”, o que não deixa de fazer sentido.

04 abril 2013

Racista, homofóbico, misógino, estelionatário e mentiroso

Deputado Marco Feliciano

Numa alusão a abortos que teriam sido feitos por sua mãe, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que é contra a interrupção da gravidez até mesmo de vítimas de estupro, como permite a lei, disse que viu "fetos serem arrancados de dentro de mulheres", o que ela desmente categoricamente.

19 março 2013

Fotos com saudações nazistas e racismo geram polêmica nas redes sociais


A velha, ridícula, absurda, às vezes criminosa e agora racista e machista prática do trote está novamente em discussão nas redes sociais. Uma jovem com o corpo pintado de tinta preta e exibindo uma placa onde se lê Caloura Chica da Silva, acorrentada, aparece sendo puxada por um colega de sorriso imbecil. A imagem é uma das duas postadas ontem, segunda-feira (18/03), no Facebook, e foram tiradas no trote do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Na outra, três estudantes, um deles com o rosto pintado com um bigode ao estilo Hitler, fazem a saudação nazista diante de um calouro amarrado em uma pilastra.

10 março 2013

Deputado-pastor dos direitos humanos convoca religiosos para "batalha" contra gays

Banner postado no Facebook

Durma-se com um barulhos destes! Em meio a um emaranhado de críticas em razão de sua escolha para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) tenta transformar a polêmica em uma cruzada religiosa. Para tanto, ele veiculou um banner no Facebook, convocando líderes evangélicos e católicos de Ribeirão Preto e arredores para uma reunião amanhã, segunda-feira (11/03).

15 setembro 2012

Professora de religião afro chama segurança de "macaco"

Durma-se com um barulho destes! Ontem (14/09), no Pará, uma professora de religião afro, é isso mesmo, religião afro, chamou um segurança da Universidade do Estado do Pará - UEPA de "macaco", fato denunciado à policia e levado ao conhecimento do Conselho Estadual de Igualdade RacialSegundo um grupo de alunos que assistiram e gravaram cenas em um celular, além do segurança, a professora Daniela Cordovil também teria insultado um universitário que tentou defender o trabalhador.

Toda a confusão teria ocorrido a partir do momento em que Daniela tentou entrar na universidade com um grupo de pesquisadores convidados para participar de um evento, mas encontrou fechado o portão que fica na Avenida Djalma Dutra, no bairro Telégrafo, em Belém - Pará, e dá acesso ao Centro de Ciências Sociais e da Educação - CCSE.

02 agosto 2012

O racismo que se esconde nas redes sociais

É muito triste quando se percebe que a infâmia do racismo ainda está presente em todos os cantos do mundo, como aqui mostramos no caso da atleta Voula Papachristou, expulsa da delegação olímpica grega em razão de comentários racistas por ela postados no Twitter. Mas muito mais triste que isso é perceber que no Brasil, um país de intensa miscigenação, ainda existem pessoas dispostas a ferir um semelhante em razão de sua origem e tonalidade da pele, como se fossemos uma raça pura.

Foi o que aconteceu com a atleta Rafaela Silva, eliminada da competição de judô dos Jogos Olímpicos de Londres por ter aplicado um golpe considerado irregular pelos árbitros (uma catada de perna) na húngara Hedvig Karakas, a quem ela enfrentava pelas oitavas de final, depois de vencer seu primeiro combate. Chorando muito, Rafaela saiu do tatame e mais tarde reconheceu o erro.

25 julho 2012

Racismo faz a primeira vítima nas Olimpíadas

A praga do racismo fez hoje a primeira vítima nas Olimpíadas de Londres. A atleta do salto triplo Voula Papachristou, foi sumariamente expulsa da delegação nesta quarta-feira (25/07) pelo Comitê Olímpico da Grécia, acredite você, por causa de comentários considerados racistas postados por ela no Twitter. Tão bonita e tão idiota!

O alvo dos comentários da grega foram os imigrantes africanos, principalmente os egípcios, a respeito de quem ela twittou:

"Com tantos africanos na Grécia... Pelo menos os mosquitos do Nilo comerão comida caseira!!!".

A frase postada por Voula faz referência à gripe do Nilo, uma doença que pode ser fatal e que é provocada por um vírus transmitido pelo mosquito do Nilo. Neste verão, 180 pessoas já foram infectadas e pelo menos uma morreu.

09 maio 2012

Ministério Público Federal quer saber se clip de Alexandre Pires é racista

Visando apurar denúncia feita pela ouvidoria da Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial - Seppir, órgão da Presidência da República, o Ministério Público Federal - MPF de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vai apurar se o clip da música "Kong", produzido pelo cantor Alexandre Pires, contém algum tipo de discriminação racial ou sexista.

De acordo com a denúncia, feita pelo órgão governamental no dia 26 de abril último, "o vídeo utiliza clichês e estereótipos contra a população negra" e "reforça estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual".

Alexandre Pires compareceu à sede do Ministério Público Federal em Uberlândia, no dia 3 de maio, onde prestou declarações. Em nota, ele diz estar "profundamente chocado com qualquer leitura racista ou sexista" vista no trabalho.

09 março 2012

"Gallo" racista

Você deve estar estranhando a grafia utilizada na confecção do título desta postagem, e até achar que cometi um erro gramatical ou de digitação, o que não aconteceu. O "Gallo" do título não é o macho da galinha, de crista vermelha e rabo com longas penas. Ele faz referência, sim, ao "Azeite Gallo", e a questão do racismo você é quem vai dizer se aconteceu ou não lendo o restante da postagem.

Após denúncia de preconceito racial, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - Conar recomendou a alteração de um anúncio publicitário em mídia impressa do "Azeite Gallo" onde se lê: “Nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança”.

Segundo informou o Conar, na interpretação do denunciante a frase associa, de modo preconceituoso, seguranças a negros. A reclamação foi feita em novembro de 2011 por um consumidor.

03 janeiro 2012

Racismo, constrangimento ou pura rotina de bares e restaurantes brasileiros

Quem está acostumado a frequentar barzinhos e restaurantes de qualquer cidade brasileira já se habituou a ver crianças pobres, negras ou brancas, geralmente vendendo algum tipo de produto, serem retiradas de seu interior, às vezes até de forma agressiva. Isso acontece a todo instante e eu nunca ouvi falar que a polícia tenha indiciado alguém por constrangimento ilegal ou racismo.

Na última sexta-feira de 2011, Cristina (ela não revelou o sobrenome), uma espanhola de 42 anos, e o marido Jordi, também espanhol, registraram um boletim de ocorrência no 36º Distrito Policial, na Vila Mariana - SP, porque o filho do casal, um menino etíope de apenas 6 anos de idade, teria sido expulso da Pizzeria Nonno Paolo, no bairro Paraíso, Zona Sul da cidade. O dono do restaurante teria confundido a criança com um menino de rua, e a partir daí surgiu a controvérsia:

10 março 2009

Despreparo, desrespeito ou simplesmente discriminação?


Esse post foi enviado pela amiga e colaboradora ANA KRISTINA!
É realmente um absurdo o que fazem com as pessoas. Isso não foi protocolo de segurança nada. O que aconteceu foi obra do divertimento dos seguranças do banco. Quem já trabalhou em banco sabe muito bem que eles poderiam soltar a porta de lá. Mas estava divertido ver a senhora ser humilhada. Devem ter achado que, por tratar-se de pessoa humilde, não haveria nenhum tipo de reação. Ainda bem que inventaram o celular com câmera. Os seguranças que, daqui para frente se lembrem que estão no BB (Big Brother, qualquer semelhança com a abreviatura de Banco do Brasil é mera coincidência neste caso).

É incrível como esses seguranças nunca brincam com os ladrões de verdade. Eles SEMPRE entram nas agências e anunciam o assalto lá dentro...

Confira tudo no vídeo!






Mulher que tirou blusa para entrar em banco no interior registra ocorrência

Incidente ocorreu no Centro de Jundiaí na quarta-feira (4).

Em nota, Banco do Brasil diz que segue as normas institucionais.

Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo

A empregada doméstica que tirou a blusa para passar por uma porta giratória e entrar em uma agência bancária, em Jundiaí, a 58 km de São Paulo, registrou nesta segunda-feira (9) boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Com o documento, a advogada dela disse que agora vai processar o Banco do Brasil por danos morais.

De acordo com a defensora Gabriela Zara de Barros, a doméstica Doralice Muniz Barreto, de 44 anos, foi vítima de preconceito e humilhação. A segurança desconfiava que ela tinha algum objeto de metal consigo. Por isso, foi obrigada a mostrar todos os seus pertences para entrar.

Cinco dias após o incidente, Doralice diz ter vergonha de andar na região central da cidade. “Você acredita que tenho vergonha de sair na rua? Até a roupa que eu vesti naquele dia deixei em casa e não uso mais para as pessoas não me reconhecerem”, disse nesta segunda ao G1.

Na tarde da quarta-feira (4), Doralice foi até a agência bancária situada na Rua da Padroeira. Ela diz que vai com freqüência ao banco para realizar depósitos e descontar cheques. Vestida com bermuda de tecido, blusa regata branca e sandália estilo plataforma, a doméstica foi até a agência e por várias vezes tentou entrar no local, sendo em todas elas barrada na porta giratória detectora de metais. As imagens foram gravadas por celular por Érica Cristina dos Santos, filha da costureira Cleide Aparecida dos Santos Silva. As duas estavam no banco no momento da confusão.

“Eu não travei a fila. Deixei as pessoas passarem. Tinha pessoas de idade, crianças que passavam. Mas quando chegava na minha vez a porta travava. Minha bolsa eu virei no chão várias vezes. Eu queria mostrar para ele (segurança) que eu não tinha nada de metal. Eu trazia uma sacola de supermercado com potes de comida. Mas em momento algum ele queria ver o que eu tinha. Ele queria mesmo era me humilhar”, afirmou. De acordo com ela, até a roupa que usava era “leve” demais para que ela pudesse esconder algum objeto por baixo.

“No momento, eu ainda pensei: será que não tenho alicate de unha, lixinha? Nada, eu não tinha nada. Pedi para ele (o segurança) chamar o gerente. Ninguém veio me ver. Eu devo ter ficado uns 15 minutos tentando entrar”, acrescentou. Depois de tantas tentativas, Doralice perdeu o controle e acabou tirando a blusa. “Quando eu tirei a roupa, a porta se abriu”, disse ela que não é correntista do banco e foi ao local descontar o cheque dado pela “patroa” referente a suas férias.


Chaves e celular

Negra nascida na Bahia, Doralice disse que em seus 44 anos de idade nunca tinha enfrentado problema algum por causa da raça, mas acredita que isso ocorreu na quarta-feira. “Naquele dia eu percebi discriminação, preconceito”, afirmou. A discriminação para ela ficou clara quando um advogado “vestido de terno e gravata” passou pela porta “com um molho de chaves e um celular” e não foi barrado.

A entrada do advogado é confirmada pela costureira Cleide, cuja filha fez o vídeo. “Eu estava sentada na frente da porta. Como é tudo de vidro, a gente vê. O advogado passou pela porta com um molho de chaves no bolso e um celular. Só que ele estava de terno e gravata. Quando viu o que estava acontecendo, ele disse que era advogado e mandou o segurança deixar a mulher passar. Foi quando ela tirou a blusa”, conta Cleide.


Ação indenizatória

A advogada de Doralice, Gabriela, disse que irá entrar até o início da próxima semana com uma ação indenizatória contra o banco. “Houve uma agressão prevista no Código Penal de várias formas. Uma delas é o preconceito.“ Apesar de no dia a doméstica ter ido até a delegacia, o boletim de ocorrência não foi registrado porque não teria ocorrido uso de força.

Segundo a empregada, a ação será um pedido de justiça. “O problema ali foi porque não gostaram da minha roupa e de mim. Eu quero que isso vá em frente só por causa disso. Preconceito. O que passou comigo naquele momento não quero que aconteça com mais ninguém.”

Enquanto a ação não é movida, ela já decidiu o que vai fazer. “Falei minha patroa que não quero mais nada daquele banco. Eu tenho vergonha de pisar ali. Eu não quero nem ver porta giratória por uns bons dias."


Resposta


Questionado sobre o caso, o Banco do Brasil divulgou a seguinte nota na sexta-feira (6):

"O Banco do Brasil segue as normas institucionais, entre elas, a portaria 387 da Polícia Federal que em seu artigo 62 diz que o banco é obrigado a ter vigilante, alarme e um item de segurança, que pode ser portal com detector de metais ou outro item que retarde a ação dos criminosos. O objetivo é garantir a segurança dos clientes."

Procurado pelo G1 nesta segunda-feira (9), o banco disse que o posicionamento segue o mesmo.