19 março 2013

Fotos com saudações nazistas e racismo geram polêmica nas redes sociais


A velha, ridícula, absurda, às vezes criminosa e agora racista e machista prática do trote está novamente em discussão nas redes sociais. Uma jovem com o corpo pintado de tinta preta e exibindo uma placa onde se lê Caloura Chica da Silva, acorrentada, aparece sendo puxada por um colega de sorriso imbecil. A imagem é uma das duas postadas ontem, segunda-feira (18/03), no Facebook, e foram tiradas no trote do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Na outra, três estudantes, um deles com o rosto pintado com um bigode ao estilo Hitler, fazem a saudação nazista diante de um calouro amarrado em uma pilastra.



Ainda não se sabe quem foi o autor das imagens, mas as cenas nelas mostradas, segundo estudantes da faculdade de Direito, foram vistas durante o trote organizado pelos alunos do segundo semestre na última sexta-feira (15/03), ainda não identificados pela direção da universidade, o que não deve ser difícil, convenhamos, já que suas caras estúpidas estão estampadas nas fotos.

Segundo alguns alunos do curso de Direito, a direção do Centro Acadêmico convocou uma reunião para hoje à noite, quando o assunto será debatido.

- Nossa posição é de total repúdio ao machismo, racismo e homofobia - disse o vice-presidente do Centro Acadêmico de Direito, Leonardo Coutinho, garantindo que o diretório não teve qualquer participação na brincadeira.

Fora do campus da universidade, o Movimento Mulheres em Luta - MML e a Assembleia Nacional dos Estudantes Livres - ANEL estão se mobilizando para uma outra reunião, amanhã (20/03), onde se vai discutir propostas de combate ao trote violento.

- Essa é uma prática recorrente, desta vez escancarou. Mas a prática do trote machista, homofóbico é recorrente - disse a estudante de Veterinária Juliana Rocha, que integra a executiva nacional da ANEL.

Ouvida, a reitoria da universidade garante repudiar “quaisquer atos de violência, opressão, constrangimento ou equivalentes, praticados contra membros da comunidade universitária, em particular aqueles relacionados aos chamados 'trotes' aplicados aos novos estudantes”.

Rocksane de Carvalho Norton, vice-reitora da instituição, disse que as investigações sobre o caso estão sob a responsabilidade da faculdade de Direito, que deve apresentar suas conclusões em até 30 dias, fixando a possível punição dos responsáveis pelo trote, que pode ir de uma simples advertência até a expulsão.

E você, é contra ou a favor desse tipo de trote? Na semana passada, a Unigranrio/Caxias - RJ, promoveu a 14ª edição da campanha Calouro Sangue Bom, um trote solidário com doação de sangue para o Hemorio. Será que o banco de sangue da capital do pão de queijo não está precisando de uma iniciativa como essa? Ou será que as universidades mineiras, como muitas outras espalhadas pelos país, só têm moleques como os mostrados nas fotos que ilustram esta postagem? Deixe o seu comentário.







Sobre o Autor:
Carlos Roberto Carlos Roberto de Oliveira é advogado estabelecido em Nova Iguaçu - RJ. A criação do Dando Pitacos foi a forma encontrada para entreter e discutir assuntos de interesse geral.

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