Mostrando postagens com marcador polícia federal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador polícia federal. Mostrar todas as postagens

24 dezembro 2014

Bancos não querem transferir dinheiro bloqueado na Lava Jato

Foto: reprodução

Além da morosidade que impede a entrega da prestação jurisdicional ao cidadão, o Judiciário brasileiro enfrenta outro grave problema: a falta de autoridade. Querem um exemplo? Bancos privados vêm criando toda a sorte de dificuldades para transferir os recursos milionários bloqueados na Operação Lava Jato, o que atinge executivos de construtoras, doleiros, lobistas e ex-dirigentes da Petrobras, entre outros, para contas judiciais, o que vem dificultando o cumprimento da determinação do juiz do caso, Sergio Moro, que adotou a medida justamente para privar os investigados de usufruir "do produto de suas atividades criminosas".

12 dezembro 2014

Gerente que alertou diretoria da Petrobras sobre desvios foi demitida

Venina Velosa da Fonseca (foto: reprodução)

Depois denunciar o esquema de corrupção, a ex-gerente executiva da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, que trabalhou sob as ordens do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, foi transferida para Cingapura, do outro lado do mundo, e depois demitida da empresa, após vinte e quatro anos de efetivos serviços prestados. Em outras palavras, bem antes da deflagração da Operação Lava Jato pela Polícia Federal - PF, a direção da Petrobras já havia sido alertada sobre a ocorrência de irregularidades em contratos da estatal, sem que nenhuma providência efetiva fosse tomada para conter os desvios bilionários, e o pior de tudo, ainda destituiu do cargo a executiva que tentou barrar o esquema de corrupção.

02 julho 2012

Divulgação de vídeo de Cachoeira causa desespero na rataiada

Falar de política no Brasil é complicado. É assunto que não interessa ao povão, preocupado com o futebol, a novela das oito e com a Fazenda (isto na falta do BBB, é claro). Mas acredito que vocês ainda se lembram do primeiro escândalo do governo Lula, que surgiu a partir de um vídeo em que o ex-assessor parlamentar do Palácio do Planalto, Waldomiro Diniz, aparecia negociando propina com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Depois de Diniz, a bola da vez foi o subprocurador da República, José Roberto Santoro, que deixou o cargo depois da divulgação do áudio de um depoimento prestado pelo contraventor em seu gabinete.

Desde que Cachoeira foi preso, não sem razão, políticos dos vários partidos vivem na corda bamba. Afinal, ninguém sabe quantas gravações ele fez e que conversas secretas podem ser tornadas públicas, o que deixa a turma do Parlamento com os nervos à flor da pele, principalmente em véspera de eleições.

26 março 2012

Até tu, Demóstenes!

Segundo a Polícia Federal, existem cerca de 300 gravações de telefonemas trocados entre o senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, que revelam, entre outras coisas, que ele pediu dinheiro e vazou informações de reuniões oficiais a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás. Um relatório com todas as gravações e outros indícios da ligação entre os dois foi enviado à Procuradoria Geral da República, pasmem, há três anos, mas Roberto Gurgel, chefe da instituição, não tomou qualquer iniciativa para investigar e esclarecer o caso. O mesmo documento aponta ligações comprometedoras entre os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira.

Fruto de uma investigação feita três anos antes da deflagração da "Operação Monte Carlo", o relatório mostra os vínculos entre Demóstenes e Cachoeira.

18 setembro 2010

Afinal, de que lado está a polícia?

Além de outros órgãos de apoio, a segurança pública no Brasil conta com as polícias Federal, Civil e Militar, que cumprem funções específicas em torno de um mesmo propósito, que é coibir a criminalidade no país.

Cada estado tem a sua Polícia Civil. Ela tem como atribuições principais a investigação e elucidação dos crimes praticados em seu território, elaboração de boletins de ocorrência de qualquer natureza e fiscalização do funcionamento de determinadas atividades comerciais, além de autorizar a realização de grandes eventos. A Polícia Civil pode, ocasionalmente, cumprir missões fora do seu estado. Para isso, porém, é preciso pedir autorização à Polícia Civil local. Exemplo: para prender um criminoso que praticou um delito em São Paulo e foi se esconder no Rio de Janeiro, a Polícia Civil paulista tem que informar à Polícia Civil fluminense que está cumprindo missão no território dela. 

25 março 2010

A quadrilha Sarney




 



Segundo reportagem da FOLHA DE SÃO PAULO (25/03), o governo da Suíça encontrou e bloqueou uma conta de US$ 13 milhões controlada por FERNANDO SARNEY, ele mesmo, o filho mais velho de JOSÉ SARNEY (PMDB-AP), presidente do Senado.

De acordo com o jornal, os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira e o dinheiro não foi declarado à Receita Federal. O bloqueio ocorreu quando FERNANDO SARNEY tentava enviar recursos da Suíça para Liechtenstein, considerado um paraíso fiscal. 


12 março 2009

O dia da caça!


De parabéns a POLÍCIA FEDERAL pelo desmantelamento da quadrilha internacional de tráfico de animais cuja rede de caçadores e atravessadores era formada por homens e mulheres espalhados por 08 (oito) estados brasileiros e ramificações na República Tcheca, na Suíça e em Portugal.

Após a expedição de 98 (noventa e oito) mandados de prisão e de busca e apreensão, 72 (setenta e duas) pessoas foram presas no Rio (na capital e em cidades como Angra dos Reis e Paraty), no Pará, no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais, na Bahia, em Sergipe e no Maranhão. A INTERPOL está de posse de 05 (cinco) mandados de prisão para 05 (cinco) estrangeiros, domiciliados na República Tcheca (03), na Suíça (um) e em Portugal (também um). A operação contou com a participação de cerca de 450 (quatrocentos e cinquenta) policiais.

De se lamentar, apenas, que os marginais presos pela POLÍCIA FEDERAL estarão de volta às ruas muito brevemente, em razão da frouxidão da Lei nº 9.605/98, a chamada Lei de Crimes Ambientais, que não pune ninguém!

Seria interessante, e a sociedade brasileira se bate por isso há anos, que os nossos parlamentares deixassem de lado, ao menos por instantes, suas proposições pessoais, e se preocupassem um pouco mais com a preservação ambiental. A lei que regula a matéria, segundo especialistas em direito ambiental, precisa de penas mais severas, que mantenham os criminosos na prisão. Além disso, ela precisa fazer menção expressa à figura do traficante de animais, o que hoje não ocorre. Essa lacuna da lei obriga a polícia a se utilizar do Código Penal, que data de 1949, o que dificulta sobremaneira o combate à odiosa prática do tráfico de animais.