Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens

05 fevereiro 2014

Apagão atinge 11 Estados brasileiros e afeta 6 milhões de pessoas


O país viveu ontem (04/02) mais um apagão, com reflexos diretos sobre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins, no Norte. No total, foram 11 os Estados atingidos, o que afetou a vida de 6 milhões de pessoas em cerca de 1,5 milhão de unidades consumidoras, segundo estimativas de Hermes Chipp, diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, que fez o cálculo baseando-se na média de densidade populacional de todos os Estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, considerando quatro moradores por residência atingida. Já são 181 apagões no país desde janeiro de 2011, número que inclui todas as falhas de energia, independentemente do tamanho da área afetada, do período ou da carga interrompida, segundo um levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura - CBIE.

20 janeiro 2014

Cristo Redentor: o click na hora exata

Raio atinge o Cristo Redentor (foto: reprodução)

Dos mais de mil raios que caíram sobre a cidade do Rio de Janeiro na tempestade da última quinta-feira (16/01), pelo menos dois atingiram o Cristo Redentor, danificando a ponta do dedo polegar direito e parte da cabeça do monumento, tudo porque os para-raios instalados na estátua não a protegem em sua totalidade, segundo Clézio Dutra, engenheiro responsável por sua restauração e manutenção.

03 janeiro 2013

Genoíno e Pagodinho: cada um no seu quadrado

José Genoíno e Zeca Pagodinho

Enquanto José Genoíno, bandido condenado pelo Supremo Tribunal Federal - STF por corrupção ativa e formação de quadrilha, afirmando ter a "consciência serena dos inocentes", era empossado deputado federal, o cantor Zeca Pagodinho percorria as ruas de Xerém, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - RJ, tentando ajudar as vítimas da chuva que atinge aquela região desde a noite de ontem (02/01).

27 novembro 2012

Cenas chocantes de uma tragédia na Índia


O fato aconteceu há cerca de um ano, na província de Madhya Pradesh, na região central da Índia. Apesar de divulgação feita à época, tenho certeza de que muita gente ainda não viu o vídeo, que contém cenas chocantes de uma tragédia que segundo informações da época, teve três vítimas fatais e dois desaparecidos.

05 janeiro 2012

Saiba porque só a reza pode ajudar Friburgo a escapar de nova tragédia

Quando assumiu o poder, Dilma Roussef teve que engolir vários ministros da era Lula, uma herança que até alguns membros do próprio governo chamam de maldita. A partir daí, foi um Deus nos acuda. Vira e mexe, aparece uma lambança. Nem mesmo de férias a presidente consegue se livrar dos escândalos provocados pelos membros de sua equipe ministerial. Os jornais de ontem (04/01) nos deram conta de que o lambão da vez é o ministro Fernando Bezerra, titular da Integração Nacional, que em 2011 destinou 90% das verbas da União para a prevenção de desastres naturais ao seu próprio Estado, Pernambuco.

Petrolina, cidade onde ele exerceu três mandatos como prefeito, foi a escolhida para receber os principais recursos de Resposta a Desastres Naturais no interior do Estado.

29 janeiro 2011

O grito da Amazônia

Tragédias ambientais são comuns. De vez em quando, sem hora marcada ou local determinado, a Natureza usa toda a sua força e corrige as agressões praticadas pelo homem. Os últimos acontecimentos na Região Serrana do Rio de Janeiro - RJ são um exemplo claro disso. Foram anos e anos de ocupação indevida do solo e omissão das autoridades encarregadas da fiscalização. Deu no que deu!

Na Floresta Amazônica a coisa não é diferente. A devastação causada pela ambição do homem é absurda. O mundo inteiro sabe disso, menos as autoridades brasileiras, que chegam a manipular números do desmatamento, sem se preocupar com o desequilíbrio do meio ambiente, principal responsável pelas loucuras meteorológicas que enfrentamos diariamente.


Como anotei na edição do vídeo, "a Floresta Amazônica é um patrimônio da humanidade. É uma das três maiores florestas tropicais do mundo, razão pela qual precisa ser preservada, o que não vem acontecendo nos últimos anos. Em nome de um "desenvolvimento sustentável", em nome do "progresso", ela vem sendo destruída, devastada, o que leva à extinção de milhares de exemplares de sua riquíssima fauna e flora".

A mensagem do vídeo é muito simples e apaixonada, como tudo que faço, mas tem um objetivo importante: conscientizar corações e mentes para a necessidade de proteção da Amazônica. Escolhi a canção Great Gig In The Sky, do Pink Floyd, primeiro porque ela é linda, e depois porque se parece com um lamento, o lamento da ultrajada Floresta Amazônica.



22 janeiro 2011

Mais omissão criminosa

Existem atualmente 88 projetos “anti-desastres” no Congresso Nacional: 48 deles estão no Senado, e os outros 40, na Câmara. Até agora, os parlamentares discutiram, lamentaram, mas nada fizeram no sentido de encontrar soluções para o problema de catástrofes ambientais como a que acaba de ocorrer no Rio de Janeiro - RJ. Todos os projetos foram engavetados!

Aliás, essa é a regra geral: primeiro os parlamentares lamentam a ação das forças da natureza. Depois, vêm as proposições, que apontam algumas sugestões para prevenir as tragédias. Em seguida, os projetos vão para as comissões, onde são engavetados.


No que se refere à tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro não foi diferente: a discussão começou com a contagem de corpos. As chuvas pegaram o Congresso em recesso, mas devido à situação de emergência, a Comissão Representativa do Congresso (trata-se de órgão composto às vésperas de cada recesso) foi convocada a Brasília.

A Comissão pediu aos técnicos do Congresso o levantamento sobre os projetos “anti-desastres” em tramitação. Algumas propostas foram apresentadas na época de catástrofes de 2008 e de 2009. A sociedade brasileira espera que o esquecimento e as gavetas não paralisem também os projetos e propostas feitas após a tragédia da Região Serrana do Rio.

Aqui também, eu só queria entender...

Omissão criminosa

De onde a gente menos espera é que não vem nada mesmo. Desde a campanha eleitoral nos acostumamos a ver uma Dilma Roussef que não conseguia completar sequer um raciocínio, o que foi motivo de piadas e alguns vídeos cujas cenas eram simplesmente constrangedoras. Mas isso é passado. Como presidente eleita, e muito ao contrário de Lula, Dilma Rousseff sumiu de cena.

Aí veio a tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro - RJ, e ela, como qualquer presidente que se preza, não poderia ficar em seu gabinete apenas administrando a verdadeira batalha que se instalou em Brasília para divisão do poder entre PT e PMDB. Acompanhada de seu staff, ela deu um “pulinho” no local da tragédia, e antes de voltar ao palco da disputa entre os seus aliados, deu uma entrevista. Foram cerca de 40 minutos inesquecíveis, de onde se destaca uma frase impressionante: “o rio vive um momento muito forte”, e para se ter uma idéia da densidade de seu discurso, anotou também que a ocupação de áreas de risco no Brasil é regra, não exceção, como se isso pudesse explicar as centenas de mortes e diminuir a dor dos atingidos.

18 janeiro 2011

A nossa tragédia de cada mês

Segundo o Ministério da Integração Nacional, três ordens de pagamento no valor total de R$ 87 milhões já foram emitidas para auxiliar o Estado do Rio de Janeiro - RJ e as cidades de Nova Friburgo e Teresópolis. O governo do estado recebeu R$ 70 milhões, enquanto Nova Friburgo e Teresópolis receberam R$ 10 milhões e R$ 7 milhões, respectivamente. Os recursos integram o pacote de ajuda de R$ 100 milhões, anunciado pelo governo federal na última sexta-feira (14/01) para o socorro e assistência às vítimas das chuvas.

Outros R$ 100 milhões estão reservados para as atividades de socorro, mas ainda não têm data para liberação. Para ajuda emergencial aos sete municípios, a Defesa Civil reservou um total de R$ 160 milhões, dos quais R$ 17 milhões já foram disponibilizados. Outros R$ 40 milhões servem para a aquisição de material, como cestas básicas, colchões, cobertores e produtos de higiene pessoal.

16 janeiro 2011

Pedreiro perde a família e vira voluntário em Nova Friburgo

Sempre atenta e sensível, uma de suas maiores virtudes, aos acontecimentos importantes do nosso cotidiano, a amiga AnaKris manda mais essa notícia. É outro capítulo na verdadeira via-crucis enfrentada pela população de algumas das cidades serranas do Rio de Janeiro – RJ, principalmente Nova Friburgo.

A notícia foi veiculada no Jornal Nacional (15/01). Como em todas as tragédias ambientais que até hoje se abateram sobre nós, ocasionadas pela omissão, negligência e imprudência dos administradores políticos, é do meio da população que surgem as reações, os voluntários dispostos a ajudar a quem precisa. Não está sendo diferente desta vez!

Foi em Nova Friburgo que o repórter Tiago Eltz, da Rede Globo, conheceu o pedreiro Leandro Machado, que tem sido uma ajuda preciosa para os resgates, já que conhece como ninguém o interior do município. Quando chega um pedido de ajuda, é ele quem indica no mapa o local onde o helicóptero tem que ir. E, muitas vezes, ele mesmo vai na aeronave para ajudar os pilotos.

Ajude as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro

As chuvas que há alguns dias caem sobre todo o Rio de Janeiro – RJ, mas principalmente na região serrana, transformando-se no pior desastre natural da história do país, além das vítimas fatais, causam enormes prejuízos à população. E não é só! Centenas de desabrigados esperam por ajuda. Órgãos de governos, organizações não-governamentais e cidadãos de todo o país estão mobilizados neste sentido, recolhendo mantimentos, medicamentos e dinheiro para o socorro às vítimas e a reconstrução das cidades arrasadas pelas chuvas. 

Veja as entidades que podem fazer este trabalho, e leia as orientações gerais para qualquer doação.

Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro

Cruz Vermelha

Federação do Comécio do Estado do Rio de Janeiro

Fundação da Infância e Adolescência

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti

Instituto Estadual do Ambiente

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Grupo Pão de Açúcar

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Prefeitura Municipal de Nova Friburgo

Prefeitura Municipal de Petrópolis

Prefeitura Municipal de Teresópolis

Rio Solidário

Grêmio Recreativo e Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro

Senac Rio


Sesc Rio

Tijuca Tênis Clube

Viva Rio

Arquidiocese do Rio de Janeiro

Fique ligado!!!

• Pesquise sobre as várias instituições existentes antes de escolher aquela a quem confiará sua colaboração. Não entregue sua doação a qualquer um.

• Dê preferência às instituições oficiais ou àquelas que você já conhece e já comprovaram responsabilidade e eficiência em outros projetos.

• Fique atento a e-mails falsos, supostamente ligados às instituições, que solicitam ajuda via links suspeitos da internet.

• Acompanhe, nos próximos meses, as ações da organização escolhida, para saber como sua doação está sendo utilizada e se a instituição precisa de novo apoio para completar seus esforços.

• Quem deseja se voluntariar ao apoio presencial às vítimas deve ter experiência prévia em desastres ou habilidades técnicas para se candidatar. O ideal é aliar-se a uma organização que já possua estrutura e equipe formada.

13 janeiro 2011

Encontro marcado

Deslizamento de terra em Teresópolis
(foto: AE)
O Rio de Janeiro parece ter um encontro marcado com as tragédias climáticas todo início de ano. São histórias que se repetem ano após ano, sem que providências efetivas sejam pelo pode público. Dessa vez, mesmo com todos os recursos de que são dotados os institutos de previsão meteorológica, uma tempestade de verão leva destruição e mortes à Região Serrana do Estado. A culpa certamente será jogada sobre o clima, o que é uma fuga da responsabilidade e esfarrapada desculpa para não fazer nada que ajude a amenizar o efeito das intempéries.

Teresópolis, Friburgo e Petrópolis foram atingidos por um temporal que deixou pelo menos 264 mortos, entre os quais três bombeiros, que provocou deslizamentos, desabamentos e inundações, em nova tragédia que o poder público, ano após ano, não consegue evitar.

Mesmo diante de mudanças climáticas que tornarão as chuvas mais rigorosas, crescem o desmatamento, a ocupação irregular das encostas e a demora na liberação de verbas. Na tragédia de ontem, o centro Friburgo foi arrasado por uma inundação, e a cidade ficou isolada, sem energia elétrica e comunicações.

30 junho 2010

SOS ALAGOAS E PERNAMBUCO


Ninguém desconhece o drama que vem sendo enfrentado, em razão das fortes chuvas, pelas populações dos Estados de Pernambuco e Alagoas, onde quase 50 pessoas já perderam a vida e centenas de desabrigados precisam de auxílio.

Acho que toda ajuda é importante, e orientar as pessoas que possam contribuir também é uma forma de ajudar.

O portal G1, sabendo dessa necessidade, estampou em sua página as seguintes informações sobre os pontos de arrecadação de donativos montados em Alagoas e Pernambuco:

11 abril 2010

Uma história real



ANA KRISTINA é minha parceira aqui no DANDO PITACOS. Você, amigo leitor, pode não acreditar, mas não nos conhecemos pessoalmente. Somos apenas "amigos virtuais", o que não impede que eu tenha por ela profunda admiração, respeito e carinho. Interessante, não? Falam tantas bobagens sobre a internet...

Além dos "pitacos" postados aqui, ela tem outro blog, o ESTRADA DO BEM, onde hoje fui surpreendido pelo texto intitulado "Chuvas no Rio - O dia em que perdi e reencontrei a fé".

Não sabia que ela tinha passado pela situação narrada no post. Confesso que no início da leitura até achei tudo muito engraçado, porque me lembrei de uma montagem de capa da revista NATIONAL GEOGRAPHIC (a mesma que ilustra esta postagem) que um amigo fez prá ela com o título: "Ana Kristina sobrevive a inundação do Rio", mas no final da leitura acabei me arrependendo do riso inicial. Senti, isso sim, uma grande tristeza pelo drama que ela enfrentou, sozinha, no caminho de casa. Sua narrativa me emocionou, e porque uma história real, semelhante, com absoluta certeza, à de milhares de cidadãos cariocas que enfrentaram o problema, resolvi postá-la aqui. Mais que um protesto, é o lamento de uma cidadã que paga impostos, e por isso mesmo deveria ter um pouco mais de proteção do alcaide que os arrecada.

09 abril 2010

QUEREMOS O NOSSO DIREITO À VIDA!



A nossa "cidade maravilhosa", o Rio de Janeiro, já contou 205 mortos pelas chuvas até o momento em que acabei de redigir essa postagem, e o Corpo de Bombeiros calcula que 200 pessoas ainda podem estar soterradas no Morro do Bumba, em Niterói.

08 maio 2009

Norte e Nordeste - Solidariedade por água abaixo

As chuvas nas regiões Norte e Nordeste já fizeram incalculáveis estragos. O número de pessoas desabrigadas, correndo risco de contaminação, ataques de animais e falta de comida é enorme. Li tantas reportagens sobre a situação que nem pude escolher qual postar aqui.

Então vou deixar o link de fotos da galeria do Globo Online para que vocês acessem e vejam uma pequena mostra.

http://oglobo.globo.com/cidades/fotogaleria/2009/8844/

Agora sim, vem a pergunta que não quer calar.

Porque não estão acontecendo mobilizações populares e campanhas de solidariedade para o auxílio às populações das áreas inundadas como fizeram tão prontamente para o caso das chuvas em Santa Catarina?!!!

03 abril 2009

ENCONTRO MARCADO COM NOVAS TRAGÉDIAS

Segundo cientistas, o novo código ambiental de SANTA CATARINA - SC submeterá o Estado a mais inundações. Ignorando o parecer dos especialistas, a Assembléia Legislativa catarinense aprovou na terça feira (31/03) um projeto de lei, a ser encaminhado para sanção do governador LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA, que reduz o tamanho das florestas que deveriam ser preservadas nas margens dos rios, o que é absurdo, já que é essa vegetação que ajuda a reter a água das chuvas e evitar enchentes e deslizamentos como os que ocorreram no fim do ano passado e início deste ano, castigando principalmente o Vale do Itajaí, matando mais de 100 (cem) pessoas e causando prejuízos superiores a R$ 230 milhões.

O novo código, aprovado por 31 irresponsáveis deputados, difere da legislação federal sobre o tema, o que é inconstitucional. Com efeito, segundo o Código Florestal Brasileiro, é obrigatória a preservação de uma faixa de 30 (trinta) metros de mata ciliar nas margens de córregos e rios.

Ninguém consegue entender porque o Estado que mais destrói a MATA ATLÂNTICA, ao invés de adotar iniciativas para evitar o caos e as tragédias que sobre ele se abatem por ocasião da estação das chuvas, ao contrário, abre a porteira para a devastação. Aliás, segundo SANDRA MOMM SCHULT, urbanista e arquiteta catarinense, o novo código ambiental causou "um sentimento de revolta e indignação no estado".

- Trata-se de uma grande irresponsabilidade. Afinal, existem estudos, feitos no próprio estado, que mostram que 85 por cento dos deslizamentos do ano passado aconteceram em áreas que foram alteradas - diz a arquiteta, que é professora da Universidade Regional de Blumenau. Por isso, prossegue, "chamamos o projeto de Código Rural e não de Código Ambiental, já que ele é fruto da pressão do agronegócio".

Parte integrante da equipe que procedeu ao recente inventário florestal de SANTA CATARINA, a pesquisadora LÚCIA SEVEGNANI, da Universidade Regional de Blumenau, afirma: "Estudamos 796 espécies vegetais numa área de 40 hectares e constatamos que as plantas jovens estão em pequeno número, o que comprova a degradação da mata. Há problemas como corte de árvores jovens e o avanço da área agrícola. O código pode fazer com que só restem espécies adaptadas à degradação". E mais! As matas ciliares que restaram impediram que as enchentes de ano passado fossem ainda piores.

- Sem elas, a tragédia seria maior. É impensável diminuir ainda mais essas áreas - destacou a pesquisadora.

Não acredito que o projeto vingue porque, como já dissemos linhas acima, ele fere a lei federal, que não pode ser contrariada por uma lei estadual. É o princípio da hierarquia das leis. As regras estaduais não podem proteger o meio ambiente menos do que o regramento federal. O Código Florestal Brasileiro permite que os Estados tenham sua própria lei de preservação ambiental, desde que ela respeite os parâmetros fixados na legislação federal.

Mas cá entre nós, nada disso seria necessário discutir se não fosse a criminosa atuação dos políticos catarinenses, que vamos combinar, em nada diferem dos coleguinhas do restante do País. São todos esterco do mesmo pasto e adoram a mesma comida, que lhes será servida no futuro com o financiamento de campanhas políticas pelas grandes empresas do agronegócio, como acontece em todo o Brasil, na cara de autoridades que assistem impassíveis a destruição do meio ambiente.

Aliás, a índole predatória se articula no próprio ventre do governo federal, que tem em REINHOLD STEPHANES, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, um dos maiores defensores da política da serra elétrica inventada por BLAIRO MAGGI, governador de MATO GROSSO - MT, um dos maiores plantadores de soja do planeta.

Em reunião hoje realizada com produtores rurais em MATO GROSSO DO SUL, o ministro STEPHANES reclamou da falta de entrosamento de sua pasta com a do ministro CARLOS MINC, do Meio Ambiente, ressaltando que "da forma em que está esse quadro, sobram somente 23% do território nacional para produzir. Atualmente para atender todos os pedidos sobre criação de novas áreas indígenas, de conservação e preservação ambiental, quilombolas e o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra, vão ter que anexar algum país vizinho".

Esse é o espírito da maioria política brasileira: desmatar, derrubar a floresta e produzir, produzir, produzir, mesmo que não tenhamos amanhã um planeta para habitar!