O assunto, não dá pra fugir, é Carnaval, e Carnaval lembra escola de samba, mas escola de samba, ao invés de lembrar o "samba", que hoje é "fabricado" para compor enredos absurdos e na maioria das vezes incompreensíveis, lembra muito mais as chamadas "musas", rainhas de bateria geralmente adeptas do silicone. No desfile de beldades peitudas e bumbunzudas (não vá aos dicionários porque a palavra não existe) do Sambódromo do Anhembi na primeira noite de apresentações das escolas do Grupo Especial de São Paulo, por exemplo, Juju Salimeni talvez tenha sido a que mais chamou a atenção do público.
A moça entrou na avenida com um minúsculo tapa sexo e um costeiro de penas. O restante do que ela chama de fantasia era o seu próprio corpo nu, estampado com alguns elementos supostamente relacionados à pomba-gira, uma entidade da Umbanda, desenhados pelo artista plástico W. Veríssimo, cujo trabalho levou cerca de duas horas e ficou pronto momentos antes da Mancha Verde, a escola de Juju, entrar na avenida, já por volta das 6h deste sábado (18/02).