Romildo de Souza sofreu um derrame e foi levado para o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde ficou internado por dois dias, vindo a falecer em 9 de julho do ano passado. Até agora, por mais incrível que isso possa parecer, seu corpo continua no necrotério da unidade. É isso mesmo! Há oito meses a família tenta enterrar o corpo de Romildo, sem sucesso, tudo em razão da omissão, burocracia e descaso que cercam a prestação de serviços públicos ao cidadão, principalmente quando ele não vem das classes mais abastadas. Se for negro, então, tudo fica mais difícil.
Segundo os irmãos de Romildo, ele estava sem documentos quando morreu.
