16 abril 2009

Violência contra a mulher

Cerca de 300 (trezentas) mulheres afegãs foram ontem às ruas de CABUL, mesmo contra uma multidão três vezes maior, para protestar contra uma lei que legaliza o estupro dentro do casamento, além de restringir direitos das mulheres.

Segundo a lei, o marido tem o direito de fazer sexo não consentido com sua mulher, a cada 04 (quatro) dias, ao que ela só pode opor-se se estiver doente ou possa ser machucada durante a penetração.

- Sempre que um homem quer sexo, não podemos recusar - disse FATIMA HUSSEINI, de 26 anos, uma das manifestantes.

A lei traz de volta a lembrança do Talibã, o regime que governou o AFEGANISTÃO entre 1996 e 2001, época em que a mulher era obrigada a usar burcas que lhe cobriam todo o corpo e as proibia de sair de casa sem ser acompanhada de um parente do sexo masculino.

Como se pode ver, a mulher ainda é submetida, em vários pontos do mundo, a situações de verdadeira humilhação, a políticas de absurda opressão e regimes religiosos injustificáveis.

No protesto em questão um grupo de mulheres favoráveis à lei, o que é incrível, saiu de uma mesquita e dirigiu-se às revoltosas, gritando: "Deus é magnânimo"! Elas empunhavam cartazes onde se lia "justiça islâmica"!

Mesmo considerando as conquistas dos últimos anos, é preciso avançar nos direitos da mulher! A sociedade precisa se mobilizar para dar a ela o valor merecido, pondo fim a conceitos e regras que a estigmatizam desde que o mundo é mundo!

Aliás, estranho mundo esse em que vivemos!

Sobre o Autor:
Carlos Roberto Carlos Roberto de Oliveira é advogado estabelecido em Nova Iguaçu - RJ. A criação do Dando Pitacos foi a forma encontrada para entreter e discutir assuntos de interesse geral.

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Um comentário:

  1. Com certeza, a mulher ainda é inferior e brutalizada em muitos cantos do mundo. Ela ainda sofre todo o tipo de discriminação, mas essa que o blog noticia é uma das mais covardes e vergonhosas para uma mulher.

    Mas a esperança de mudanças existe, sempre, principalmente enquanto pessoas como você, Carlos, existirem. Sua sensibilidade me emociona e dá a certeza de que podemos nos livrar desse tipo de escravidão. Uma única palavra, em qualquer canto do planeta, é uma esperança para nós, mulheres. Obrigado, amigo!

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