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11 setembro 2012

O homem que luta há 32 anos pelo reconhecimento de sua invenção

Saber que o Brasil é o país dos contrastes, principalmente no campo social, já não assusta ninguém, mas descobrir que ele pode se tornar também a terra dos absurdos, nomeadamente quando se fala em burocracia e justiça, começa a assustar. Um bom exemplo disso está na história de Nélio José Nicolei, o homem que inventou a bina, que identifica as chamadas telefônicas. Ele criou o sistema em 1977, quando trabalhava na Telebrás, em Brasília, e registrou a patente de seu invento no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI em 1980. De lá pra cá, passados 32 anos, o homem ainda luta para que sua criação seja reconhecida oficialmente.

Aos 72 anos, porém, ele começa a ver uma luz no fim de túnel, já que o processo judicial que ele move há mais de vinte anos contra as empresas de telefonia pode estar chegando ao fim. Nele, sua patente finalmente foi reconhecida.

14 março 2012

Heróis? E daí?

Na cerimônia realizada na Base Aérea do Galeão, logo após a chegada ao Brasil dos corpos do sargento da Marinha Roberto Lopes dos Santos, de 45 anos, e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, de 47 anos, mortos tentando combater o fogo na Estação Comandante Ferraz, na Antártica, não faltaram os figurões políticos, todos buscando um lugarzinho na foto ao lado dos heróis mortos no cumprimento do dever.

Lá estavam o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes das três Forças Armadas, além de outras autoridades. Sobre os militares mortos, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil é um país formado por “heróis anônimos”, aproveitando a oportunidade para anunciar que a base do país na Antártica seria reconstruída.

10 janeiro 2012

A ciência e a burocracia

Li e comentei, no Momentum Saga, blog da Sybylla, uma interessante postagem sobre a mão-de-obra qualificada em ciências nas escolas brasileiras. Diz a professora e blogueira que "já não é de hoje que o Brasil peca no quesito produção científica", o que "não quer dizer que não produzimos pesquisa e ciência, mas o que produzimos ainda é pequeno diante dos desafios tecnológicos, ambientais e científicos que vamos enfrentar nas próximas décadas. E estes desafios tendem a ser ainda maiores se não formarmos mão-de-obra qualificada".

Ela conta que fez boa parte de seus estudos em um colégio particular onde, além das aulas de laboratório de biologia, química e física, sempre foi incentivada a fazer pequenas experiências, citando como exemplo o conhecido feijão no algodão.