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03 abril 2013

Primeira ligação via celular faz 40 anos


Há exatos 40 anos, Martin Cooper, um engenheiro eletrotécnico e designer norte-americano hoje com 84 anos, surpreendeu o mundo ao mostrar como funcionava um telefone móvel. Ele criou o telefone celular (no nosso português) ou telemóvel (no português europeu), inspirando pelo seriado de TV Jornada nas Estrelas. A partir daí, Cooper fundou a ArrayComm, empresa que atua na pesquisa tecnológica da antena inteligente e no aperfeiçoamento de redes wireless. Antes disso, ele dirigiu o setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Motorola, onde criou o DynaTAC, um celular de 25,4 cm que pesava 1,14 kg. E foi com um protótipo do Sapato ou Tijolo, apelidos dados ao aparelho, que no dia 03 de abril de 1970 ele fez uma série de chamadas, uma delas para seu rival, Joel S. Engel, que chefiava a Bell Labs, enquanto caminhava pela 6th Avenue, conhecida como Avenida das Américas, pouco antes de participar de uma coletiva de imprensa no hotel New York Hilton.

11 setembro 2012

O homem que luta há 32 anos pelo reconhecimento de sua invenção

Saber que o Brasil é o país dos contrastes, principalmente no campo social, já não assusta ninguém, mas descobrir que ele pode se tornar também a terra dos absurdos, nomeadamente quando se fala em burocracia e justiça, começa a assustar. Um bom exemplo disso está na história de Nélio José Nicolei, o homem que inventou a bina, que identifica as chamadas telefônicas. Ele criou o sistema em 1977, quando trabalhava na Telebrás, em Brasília, e registrou a patente de seu invento no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI em 1980. De lá pra cá, passados 32 anos, o homem ainda luta para que sua criação seja reconhecida oficialmente.

Aos 72 anos, porém, ele começa a ver uma luz no fim de túnel, já que o processo judicial que ele move há mais de vinte anos contra as empresas de telefonia pode estar chegando ao fim. Nele, sua patente finalmente foi reconhecida.

14 janeiro 2012

Bancos e operadoras de telefonia se alimentam da impunidade

Um boletim divulgado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça mostra um dado que já se incorporou à rotina do cidadão brasileiro: bancos e operadoras de telefonia continuam no topo da pirâmide de reclamações por má prestação de serviços em todos os órgãos do Procon no país.

Do total de 1,6 milhão de queixas recebidas no ano passado, 81.946 foram dirigidas contra o grupo Itaú, seguido muito de perto pela Oi (80.894), vindo logo depois a Claro-Embratel (70.150), o Bradesco (45.852) e a Tim (27.102).

De acordo com o boletim do Ministério da Justiça, os problemas mais comuns enfrentados pelos consumidores no Brasil estão relacionados aos cartões de crédito (9,21%), à telefonia móvel (7,99%), aos serviços bancários (7,26%), à telefonia fixa (5,56%) e aos aparelhos celulares (5,44%).

Além disso, 35,46% das queixas dizem respeito a cobranças indevidas ou com informações insuficientes, enquanto 19,99% tratam de ofertas não realizadas. Outros 11,62% das reclamações estão relacionados a contratos não cumpridos e 11,19%, a denúncias de má qualidade em produtos e serviços prestados.

02 junho 2011

Os dez smartphones mais radioativos

Na última terça-feira (31/05), a Organização Mundial da Saúde – OMS divulgou que o uso de aparelhos de telefonia móvel, os celulares, é “possivelmente cancerígeno para o homem”, apesar de ter afirmado no passado que esse risco não existia. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer - CIRC, a radiação emitida pelos referidos aparelhos pode aumentar o risco de aparecimento de um tipo de tumor no cérebro, o neuroglioma. Essa foi a conclusão a que chegou um grupo de pesquisas patrocinado pela agência, composto por 31 cientistas, que analisaram todos os estudos relevantes sobre a segurança de telefones celulares, encontrando dados para classificá-los como “possíveis cancerígenos”. No entanto, o órgão deixou clara a necessidade de se fazer “pesquisas complementares sobre a utilização intensiva, a longo prazo, dos celulares”.

23 janeiro 2011

Invertendo a situação

Rir ainda é o melhor remédio em algumas situações, não é verdade? Todo mundo já enfrentou e certamente ainda vai enfrentar situações de stress com a verdadeira via-crucis a que tem que se submeter toda vez que precisa fazer contato com os departamentos de telemarketing das empresas concessionárias de serviços públicos, com destaque, é claro, para aquelas que operam o sistema de telefonia. Por que não inverter essa situação, pelo menos uma vez na vida? Por que não transferir para o lado de lá, da concessionária, a aflição e o desgaste que os seus critérios de atendimento causam do lado de cá, o nosso lado?


Imaginemos essa situação:

Meu telefone toca...

- Alô!

- Alô! Posso falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode falar!

- Quem fala, por favor?

- Edson!

- Senhor Edson, aqui é da OI! Estamos ligando para oferecer a promoção OI - Linha Adicional, onde o senhor tem direito...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...

- Rosicleide, me desculpe, mas pra minha segurança e segurança da minha família, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa. Pode ser?

- Bem, pode...

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou a chamada...

- 10331...

- Você trabalha em que área da OI?

- Telemarketing Pro Ativo.

- Você tem número de matrícula na OI?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária...

- Então terei que desligar, senhorita! Não me sinto seguro sem a certeza de que realmente estou falando com uma funcionária da OI. Desculpe, mas são normas da nossa casa...

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sou sempre obrigado a fornecer os meus dados a uma legião de atendentes todas as vezes que tento falar com a OI.

- Tudo bem, senhor... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico. Depois de dois minutos...

- Só mais um momento, por favor! Mais cinco minutos...

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor! Nossos sistemas estão lentos hoje...

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide! Obrigado por ter aguardado. Qual é o assunto?

- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer uma promoção que dá direito a uma linha adicional. O senhor está interessado?

- Rosicleide, infelizmente tenho que transferir você para a minha esposa. É ela quem decide sobre qualquer alteração ou aquisição de planos de telefonia. Por favor, não desligue, pois sua ligação é muito importante para nós!

(Coloco o telefone em frente ao aparelho de som, e deixo tocar a música Festa no Apê, do Latino (quem disse que essa droga não ia ser útil um dia?). Depois da porcaria da música tocar inteirinha, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado! Pode me dizer seu telefone, pois meu bina não identificou...

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor?

- Rosicleide...

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual o número da sua matrícula na empresa?

- 34591212 (mais irritada ainda...)

- Obrigada pelas suas informações. Em que posso ajudá-la?

- Minha senhora! Aqui é da OI. Estamos ligando para oferecer uma promoção que dá direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Meu amor, vou abrir uma ocorrência e em alguns dias entraremos em contato para lhe dar um parecer. Pode anotar o número protocolo, por favor? Alô, alô, alô!!!...

TUTUTUTUTU...

- Desligou... Nossa! Que moça impaciente!