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| Foto: reprodução |
Mostrando postagens com marcador estupro. Mostrar todas as postagens
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21 novembro 2014
Uma em cada três mulheres no mundo sofre violência do parceiro
28 março 2014
Estudo conclui que a mulher que mostra o corpo merece ser atacada
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19 fevereiro 2014
SBT terá que pagar R$ 200 mil por danos morais a ex-donos da Escola Base
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29 novembro 2013
O modo de vestir da mulher justifica a violência sexual?
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10 novembro 2013
Calcinha antiestupro tenta diminuir violência contra a mulher
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| Foto: reprodução |
Até onde precisa ir a criatividade humana para tentar frear a violência do ser humano "civilizado"? Até quando a mulher vai precisar de proteção contra a investida de homens que não sabem ou não querem entender o que é sexo consentido? Preste atenção nessa história, que até seria cômica se não fosse trágica.
26 outubro 2013
Meninas africanas são prostituídas no Brasil
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13 setembro 2013
Justiça da Índia condena estupradores à morte
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| Estudante protesta contra estupros na cidade indiana de Hyderabad (Foto: AFP) |
10 setembro 2013
"Vocês merecem ser estupradas"
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| Manifestantes na Marcha das Vadias defendem o respeito ao corpo e à dignidade feminina, ofendidos pelas “cantadas” (Foto: Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press/Folhapress) |
O título pode parecer grosseiro, mas mostra apenas um pequeno trecho de e-mail enviado à jornalista Karin Hueck, fundadora do portal Glück Project, autora de As cantadas ofendem, matéria publicada na última edição da revista Época, inspirada numa pesquisa que revela uma realidade cruel e absurda: as mulheres têm medo de andar sozinhas por causa das agressões verbais e até físicas que recebem dos homens. O estudo faz parte da campanha Chega de Fiu-Fiu, organizada pelo blog Think Olga, criado para a discussão de questões femininas.
21 agosto 2013
Cresce o número de estupros no Rio e em São Paulo
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08 maio 2013
Menoridade: será que não é hora de mudanças?
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| O menor assaltante e estuprador na Delegacia de Polícia (foto: reprodução) |
Na hora de cometer um crime, eles agem como adultos, quase sempre com maior violência. No momento de responder de responder por ele, são menores. Quando matam, estupram, traficam drogas, roubam, furtam, agridem e até votam para escolher os governantes do país, praticam os mesmos atos dos capazes que a lei pune quando a infringem. Mas ao serem apanhados, os infratores menores de 16 anos não podem ficar mais que três anos apreendidos em instituições, que aliás, são verdadeiras universidades do crime. O que fazer? Qual o caminho a ser tomado pela sociedade? Até quando seremos vítimas da nossa incompetência, omissão e negligência? A Lei nº 8.069, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, tem 23 anos de existência, já que foi sancionada pela Presidência da República em 13 de julho de 1990. De lá pra cá muita coisa mudou. Não estaria na hora de também se alterar a lei e adequá-la à realidade que hoje vivemos, principalmente no que se refere à violência?
05 novembro 2012
Virgindade de meninas índias vale R$ 20 no Amazonas
Em São Gabriel da Cachoeira, um pequeno município amazonense situado na fronteira do Brasil com a Colômbia, a virgindade de uma menina índia vale R$ 20, mas pode ser negociada também por um aparelho celular, uma roupa de marca ou até mesmo uma mísera caixa de bombons, situação denunciada às autoridades em 2008 e que as famílias envolvidas acham que vai se transformar em mais uma página virada na triste história das comunidades indígenas da região.
Segundo informações passadas pela Polícia Civil, três inquéritos chegaram a ser abertos, mas até agora nenhum dos suspeitos foi preso ou sequer indiciado.
De acordo com o delegado encarregado das investigações, só um teve a prisão preventiva decretada, mas fugiu. Os outros nunca foram chamados.
Segundo informações passadas pela Polícia Civil, três inquéritos chegaram a ser abertos, mas até agora nenhum dos suspeitos foi preso ou sequer indiciado.
De acordo com o delegado encarregado das investigações, só um teve a prisão preventiva decretada, mas fugiu. Os outros nunca foram chamados.
10 maio 2012
Menina sofre estupro dentro da sala de aula
Na segunda-feira passada (07/05), uma menina de apenas 11 anos foi vítima de estupro dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Professor Orlando Perez, no bairro Cidade Aracy - São Carlos - SP. A prática de atos libidinosos ou conjunção carnal" com menores de 12 anos é considerada estupro de vulnerável.
- Eu não queria isso. Portanto, eles fizeram isso com a vontade deles, não com a minha - disse a garota, que cursa a 5ª série.
Ainda assustada, a menina contou que foi abordada por quatro colegas de classe, durante a troca de professores.
- Eu comecei a me debater pra me jogar no chão, como eles eram muito fortes, eu não consegui. Um segurou a perna, com a minha perna aberta, e o outro me segurou nos braços, com os braços pra trás”.
29 janeiro 2012
Sexo com menor de 14 anos: a violência é presumida?
Jornalista de destaque na coluna "7x7", da revista Época, Ruth de Aquino narra um fato interessante, e pelos comentários lá deixados por seus leitores dá para perceber que a questão é polêmica e gera opiniões bem diferentes umas das outras. Conta ela que Clarissa Rangel, de 23 anos, moça nascida na Flórida - Estados Unidos, teria sido flagrada nua, fazendo sexo com um adolescente de 13 anos. A mãe do menor, cujo nome foi omitido para proteger a privacidade da família, foi quem interrompeu a cena e chamou a polícia, que prendeu e indiciou Clarissa por conduta indecente e sexo com um menor.
O garoto disse aos investigadores que Clarissa o beijou e exibiu-se para ele (certamente mostrando partes de seu corpo) atrás do prédio onde mora. Depois disso, eles entraram no apartamento e foram para o quarto dele.
24 janeiro 2012
Nova denúncia de estupro contra o modelo Daniel Echaniz
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| Daniel Echaniz e Tatiane Eyng |
Esse tipo de assunto não me agrada nem um pouco, tanto que apesar do alvoroço acerca do que teria ocorrido no Big Brother, o rendez-vous institucionalizado da Globo, o tema não foi abordado aqui no Dando Pitacos. Mas eis que surge um outro fato, que nada tem a ver com o programa, uma notícia nova, que eu acho, precisa ser divulgada.
Uma outra denúncia de estupro, que pode complicar ainda mais a situação do modelo Daniel Echaniz, foi feita contra ele no último "Domingo Espetacular", da Rede Record, desta vez pela jovem Tatiane Eyng.
30 novembro 2011
Juiz manda soltar Marcelinho Paraíba
O juiz Paulo Sandro de Lacerda, da 5ª Vara Criminal de Campina Grande, acaba de mandar expedir alvará de soltura em favor de Marcelinho Paraíba, que está preso no Presídio do Serrotão, em Campina Grande, na Paraíba. Ele deve ser liberado ainda hoje.
O jogador, de 36 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta quarta-feira (30/11) e transferido para o Presídio Padrão de Campina Grande, o Serrotão, no começo da tarde. Antes, ele prestou depoimento na carceragem na Central de Polícia de Campina Grande. O atleta foi indiciado por estupro, suspeito de tentar beijar e agredir uma mulher de 31 anos, que é irmã do delegado que efetuou a prisão.
O suposto crime teria ocorrido na madrugada desta quarta-feira, na festa de comemoração da subida do Sport Club do Recife à Série A do Campeonato Brasileiro, realizada no sítio do jogador, que fica na cidade de Campina Grande.
02 julho 2011
A marcha das vadias
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| Foto: Paulo Toledo Piza/G1 |
A Marcha das Vadias ou Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011, em Toronto – Canadá, e acabou por se transformar em um movimento internacional apoiado em todo o mundo. A ideia do protesto surgiu depois que um policial canadense afirmou, durante uma palestra em uma universidade do país, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vadias (ou slut, em inglês) para evitar estupros.
Como não poderia deixar de ser, a opinião do policial teve grande repercussão em todo o mundo e foi a principal causa das marchas, onde as mulheres passaram a usar roupas provocantes como blusinhas transparentes, lingerie, mini-saias, salto alto e até mesmo calcinhas e sutiãs. Toronto, Los Angeles, Chicago, Buenos Aires e Amsterdã, São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília foram algumas das cidades onde as manifestações já aconteceram.
25 janeiro 2011
Tortura e estupro: a "cura" para o lesbianismo
O tempo passa, o mundo avança em conhecimentos, a tecnologia atinge níveis jamais esperados, mas em algumas partes do mundo o ser humano, e principalmente a mulher, continua vivendo no tempo das cavernas.
Millicent Gaika foi amarrada, estrangulada, torturada e estuprada durante cinco horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Infelizmente Millicent não é a única, porque este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado pelo chamado “estupro corretivo”.
Dotadas de uma coragem que surpreende o mundo, escondidas em um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas estão arriscando as próprias vidas para garantir que o caso de Millicent sirva como exemplo e possa gerar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a uma resposta por uma rede de televisão nacional, mas o ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.
16 abril 2009
Violência contra a mulher
Cerca de 300 (trezentas) mulheres afegãs foram ontem às ruas de CABUL, mesmo contra uma multidão três vezes maior, para protestar contra uma lei que legaliza o estupro dentro do casamento, além de restringir direitos das mulheres.Segundo a lei, o marido tem o direito de fazer sexo não consentido com sua mulher, a cada 04 (quatro) dias, ao que ela só pode opor-se se estiver doente ou possa ser machucada durante a penetração.
- Sempre que um homem quer sexo, não podemos recusar - disse FATIMA HUSSEINI, de 26 anos, uma das manifestantes.
A lei traz de volta a lembrança do Talibã, o regime que governou o AFEGANISTÃO entre 1996 e 2001, época em que a mulher era obrigada a usar burcas que lhe cobriam todo o corpo e as proibia de sair de casa sem ser acompanhada de um parente do sexo masculino.
Como se pode ver, a mulher ainda é submetida, em vários pontos do mundo, a situações de verdadeira humilhação, a políticas de absurda opressão e regimes religiosos injustificáveis.
No protesto em questão um grupo de mulheres favoráveis à lei, o que é incrível, saiu de uma mesquita e dirigiu-se às revoltosas, gritando: "Deus é magnânimo"! Elas empunhavam cartazes onde se lia "justiça islâmica"!
Mesmo considerando as conquistas dos últimos anos, é preciso avançar nos direitos da mulher! A sociedade precisa se mobilizar para dar a ela o valor merecido, pondo fim a conceitos e regras que a estigmatizam desde que o mundo é mundo!
Aliás, estranho mundo esse em que vivemos!
06 março 2009
Intolerância!
A notícia mesmo já tem alguns dias, mas a intolerância parece que já tem milênios e não melhora nem um pouquinho.
05/03/09 - 06h00 - Atualizado em 05/03/09 - 09h10
Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto
Garota de 9 anos teria sido violentada pelo padrasto. Médico diz que havia risco de morte caso a gravidez continuasse.
Do G1, com informações do Jornal da Globo
O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira (4) a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto sofrido por uma menina de 9 anos. Segundo a polícia, o padrasto confessou que abusava da garota. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava. Veja o site do Jornal da Globo
Ao justificar sua ação, dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.
A menina está em uma maternidade pública do Recife. Assim que foi internada, na terça-feira (3) à noite, começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. No fim da manhã desta quarta, o aborto se consumou, segundo direção de hospital. "Se a gravidez continuasse, o dano seria pior. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar”, explica o médico Olímpio Moraes.
Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja. “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, acredita.
“Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, rebate o médico.
A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.
“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.
Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo. “Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado”, afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.
O teólogo e ex-professor da PUC de São Paulo João Batistiole comentou a excomunhão dos envolvidos no aborto legal. “Acho que é uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis”, avalia.
Antes de mais nada, quero me posicionar. Não sou uma dessas feministas que andam queimando sutiãs e, particularmente, sou contra o aborto e minha religião também não o aprova.
Mas nunca fui contra o bom senso e acredito piamente que se Deus deu ao homem um cérebro para que aprendesse a salvar vidas dos seus semelhantes e um coração para ser solidário com a dor alheia, então também deu a capacidade de julgar e de desenvolver o bom senso.
Em primeiro lugar, não se trata de interromper duas vidas e sim, de salvar uma vida. A menina tem 9 anos, ou seja, uma criança. Uma gravidez de gêmeos já seria de risco para uma mulher na sua melhor fase procriativa. O mais provavel de acontecer nessa história seria a morte da menina e dos gêmeos.
Além disso, há a questão psicológica. Uma MENINA de 9 anos é uma criança! Não estamos falando de gravidez na adolescência, e sim na infância. Há também o trauma emocional! A menina não engravidou do namoradinho!
Meu Deus será que é tão difícil para aquele que se diz "um representante de Deus na Terra" entender todas as nuances desse caso? Talvez... seja o velho hábito de se apegar a dogmas e letras mortas.... Depois não sabem porque a Igreja está se esvaziando. A polêmica criada foi realmente um desserviço..
Desculpem-me os católicos, mas isso não tem nada a ver com religião.
05/03/09 - 06h00 - Atualizado em 05/03/09 - 09h10
Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto
Garota de 9 anos teria sido violentada pelo padrasto. Médico diz que havia risco de morte caso a gravidez continuasse.
Do G1, com informações do Jornal da Globo
O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira (4) a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto sofrido por uma menina de 9 anos. Segundo a polícia, o padrasto confessou que abusava da garota. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava. Veja o site do Jornal da Globo
Ao justificar sua ação, dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.
A menina está em uma maternidade pública do Recife. Assim que foi internada, na terça-feira (3) à noite, começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. No fim da manhã desta quarta, o aborto se consumou, segundo direção de hospital. "Se a gravidez continuasse, o dano seria pior. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar”, explica o médico Olímpio Moraes.
Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja. “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, acredita.
“Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, rebate o médico.
A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.
“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.
Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo. “Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado”, afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.
O teólogo e ex-professor da PUC de São Paulo João Batistiole comentou a excomunhão dos envolvidos no aborto legal. “Acho que é uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis”, avalia.
Antes de mais nada, quero me posicionar. Não sou uma dessas feministas que andam queimando sutiãs e, particularmente, sou contra o aborto e minha religião também não o aprova.
Mas nunca fui contra o bom senso e acredito piamente que se Deus deu ao homem um cérebro para que aprendesse a salvar vidas dos seus semelhantes e um coração para ser solidário com a dor alheia, então também deu a capacidade de julgar e de desenvolver o bom senso.
Em primeiro lugar, não se trata de interromper duas vidas e sim, de salvar uma vida. A menina tem 9 anos, ou seja, uma criança. Uma gravidez de gêmeos já seria de risco para uma mulher na sua melhor fase procriativa. O mais provavel de acontecer nessa história seria a morte da menina e dos gêmeos.
Além disso, há a questão psicológica. Uma MENINA de 9 anos é uma criança! Não estamos falando de gravidez na adolescência, e sim na infância. Há também o trauma emocional! A menina não engravidou do namoradinho!
Meu Deus será que é tão difícil para aquele que se diz "um representante de Deus na Terra" entender todas as nuances desse caso? Talvez... seja o velho hábito de se apegar a dogmas e letras mortas.... Depois não sabem porque a Igreja está se esvaziando. A polêmica criada foi realmente um desserviço..
Desculpem-me os católicos, mas isso não tem nada a ver com religião.
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