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16 setembro 2010

QUE COISA MEIGA...


Depois de uma quase novela mexicana e por muita pressão da mídia, que não pode ser calada, a toda-poderosa Erenice Guerra caiu, não obviamente sem os lamentos de Lula, Dilma Rousseff e sua patota aliada.

o cargo será ocupado interinamente pelo atual secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, e de acordo com o Planalto, o novo titular da pasta deverá ser anunciado até a próxima semana. Antonio Palloci, José Dirceu ou o Genoíno? Quem pode saber?

No Palácio do Planalto, o porta-voz leu a carta de demissão "em caráter irrevogável" redigida por Erenice, que claro (esse é o lema), classificou como "levianas" as denúncias contra ela e disse "necessitar de paz" para se defender. Na carta de demissão, ela voltou a dizer que as acusações têm motivação eleitoral.

12 setembro 2010

A MINISTRA E A PROPINA

A edição da revista Veja desta semana revela um caso surpreendente de aparelhamento do estado, que tem como figura central a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora de Dilma Rousseff no cargo, a mesma senhora que teria mandado fazer o dossiê com a relação dos gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua falecida esposa, Ruth Cardoso, lembram? A reportagem mostra que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, que tem uma empresa chamada Capital Assessoria e Consultoria, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma "taxa de sucesso", coisa que no meu tempo a gente chamava de propina. Não bastasse fazer uso da influência da ministra em seus negócios, a "consultoria" ainda tem como sócios dois servidores públicos lotados na Casa Civil.