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05 agosto 2014

Ex-mulher é chave de cadeia?

Foto: Dando Pitacos

Quando tudo está bem, elas curtem a vida e se beneficiam das vantagens que as atividades, digamos, não muito éticas dos maridos lhes propiciam. Mas quando a relação azeda, elas põem a boca no trombone e detonam o ex-parceiro. Será esse um comportamento padrão entre as mulheres de políticos, magistrados, fiscais e famosos? Aguns casos demonstram que sim. As denúncias feitas por Vanessa Felippe contra o ex-marido, o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ), por exemplo, trazem à lembrança outros casos que se tornaram famosos por envolver brigas de casais no meio político, no Judiciário e no governo. Bethlem nega haver recebido uma mesada de uma ONG e de manter conta em um banco na Suíça, segredos tornados públicos por Vanessa.

25 janeiro 2012

"A quem interessa denegrir o Judiciário?"

De vez em quando a gente esbarra com algumas coisas que não consegue entender. Ontem (24/01), por exemplo, me deparei com um texto que chamou minha atenção. Nele, o editorial do Jornal do Brasil pergunta: "A quem interessa denegrir o Judiciário?".

Escreveu o JB:

"Em nenhum momento de sua história o JB defendeu, defende ou defenderá ilícitos. Faz parte do DNA deste jornal atuar em prol do povo e da nação, em todas as suas instâncias. Exatamente por isso, é preciso alertar nossos leitores a respeito da evidente tentativa de se denegrir o Judiciário brasileiro, por meio de uma campanha impiedosa que expõe a instituição, verdadeiro coração da nação.

12 setembro 2010

A MINISTRA E A PROPINA

A edição da revista Veja desta semana revela um caso surpreendente de aparelhamento do estado, que tem como figura central a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora de Dilma Rousseff no cargo, a mesma senhora que teria mandado fazer o dossiê com a relação dos gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua falecida esposa, Ruth Cardoso, lembram? A reportagem mostra que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, que tem uma empresa chamada Capital Assessoria e Consultoria, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma "taxa de sucesso", coisa que no meu tempo a gente chamava de propina. Não bastasse fazer uso da influência da ministra em seus negócios, a "consultoria" ainda tem como sócios dois servidores públicos lotados na Casa Civil.

07 março 2009

A FARRA DO SENADO

AGACIEL MAIA foi diretor-geral do Senado por 14 (quatorze) anos, cargo para o qual foi nomeado por JOSÉ SARNEY em 1995. Durante sua gestão muitas irregularidades foram cometidas. A nomeação de sua mulher, SÂNZIA MAIA, em 1999, para a coordenação do recrutamento de estagiários do Senado, contrariando o artigo 117, inciso VIII, da Lei nº 8.112/90, que trata do regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, e proíbe o servidor de manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil, foi apenas uma delas. Agora, afastado muito a contragosto pelo próprio SARNEY, está ele diante de novas denúncias. Além da suspeita de superfaturamento, a Ipanema, empresa contratada em sua gestão, mantém 36 (trinta e seis) funcionários fantasmas entre os 337 (trezentos e trinta e sete) efetivamente contratados pela Casa, afirma O Globo.

As denúncias são muitas, mas como envolvem gente importante, certamente não vão resultar em nada, como aliás sempre ocorre no meio político. Aliás, qualquer procedimento administrativo ou penal instaurado para a apurar tais irregularidades deveriam incluir entre os "investigados" todos os políticos que presidiram o Senado nos últimos 14 (quatorze) anos, período do reinado de AGACIEL. Afinal, ao menos é o que espera a sociedade, quem delega poderes e funções deveria, ao menos, fiscalizar e exigir contas de seus subordinados. Um pouco mais de responsabilidade não faria mal a nenhum detentor desse ou daquele cargo político e muito bem ao dinheiro público.