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12 agosto 2009

Contágio da Gripe Suína - o filme

A gripe suína segue o seu curso e nós seguimos o nosso em meio a um monte de dúvidas. Será que é assim mesmo como estão noticiando? Será que a mídia não está aumentando para vender mais jornal ou para ter mais audiência? Será que os números mundiais estão sendo manipulados para o favorecimento do remédio Tamiflu, usado no combate à doença? Será que os números divulgados são poucos em relação à realidade para não causar pânico na população?

Há algumas semanas, circulava pela internet um vídeo acusando os Estados Unidos de ampliarem o pânico mundial porque o Tamiflú é um remédio fabricado por um laboratório que seria de propriedade do secretário de defesa do governo Bush, Donald Rumsfeld.

Semana passada, recebi de umas 4 fontes diferentes um email com o título de "urgente", reproduzindo uma conversa por MSN de dois médicos. Um deles seria médico da UNIMED e garantia à outra médica que havia muito mais casos do que está sendo informado pela mídia. Que a gripe está em grau 1 e que iria até o grau 4. A conversa alerta que todo o país deveria parar como fez o México, ou seja, todos deveriam ficar em suas casas para evitar o contágio até a morte do vírus. A conversa vem assinada pela Dra. Lívia Aguiar, fisioterapeuta e acupunturista.

E então? Quem tá falando a verdade?

De qualquer forma, decidi postar aqui um vídeo de animação que retrata de forma engraçada o contágio da Gripe Suína. Esse vídeo foi feito para crianças e, por isso mesmo, contém alguns exageros. Mas meu intuito é de lembrá-los que a forma de contágio do vírus H1N1 é a mesma do bacilo de Kocch, causador da Tuberculose.





Então, não esqueçam.
  • Lavar as mãos com água e sabão sempre, mas principalmente após a chegada em casa e após o manuseio de dinheiro.
  • Tenha sempre alcóol gel na bolsa ou no bolso para passar nas mãos quando não estiver perto de algum local onde possa lavar as mãos.
  • Ressucite o hábido do lenço, tão esquecido nos dias de hoje. Se você for tossir ou espirrar, ao proteger a boca e o nariz com um lenço, o vírus não entrarão em contato com a sua mão. Se todos fizerem isso o contágio diminuirá muito.

08 maio 2009

Entre porcos e bacilos a mídia poderia fazer mais

Estamos assistindo a disseminação da Gripe Suína pelo mundo. O Rio de Janeiro já tem 2 casos confirmados. Em todos os noticiários, os casos suspeitos aqui no Brasil estão sempre em destaque.

Na minha opinião esta é mesmo a função da mídia, ou seja, alertar às pessoas sobre as formas de contágio, os sintomas, o tratamento e a necessidade do comunicado às autoridades de saúde.

No entanto, está sendo criado um universo sensacionalista ao redor da doença. É certo que é uma doença transmitida por vírus, que necessita de internação, cuidados especiais etc.

A gripe suína contaminou ao todo 6 pessoas (casos confirmados) e até agora não matou ninguém, felizmente.

Mas a mídia esquece outras doenças que seguem matando silenciosamente há mais de um século.


Tirei uma pequena matéria do site da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro sobre a Tuberculose, que copio abaixo apenas para ilustrar.




Tuberculose, uma triste estatística no estado

O número de casos de tuberculose no Rio de Janeiro é o maior do Brasil. São aproximadamente 82 para cada grupo de cem mil habitantes, o dobro da média nacional. A cada ano, morrem 700 pessoas no estado com a doença. Para reduzir essa triste estatéstica, os 92 municípios fluminenses têm o Programa de Controle de Tuberculose.

- O paciente que está com tosse há mais de três semanas deve procurar um posto de saúde para fazer o exame de baciloscopia, que identifica a tuberculose em, no máximo, 24 horas - explica Lísia Maria Freitas, gerente de Pneumologia Sanitária da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec).

A tuberculose é causada pelo bacilo de Koch, transmitido pelo ar. Os principais sintomas são tosse persistente por mais de 15 dias, febre, suor, falta de apetite, emagrecimento e fadiga. Embora o estado tenha dois hospitais de referência para tratamento da tuberculose - Ary Parreiras, em Niterói, e Santa Maria, em Jacarepaguá - nem todos os casos precisam de internação.

- A população do Rio de Janeiro é muito urbana e vive muito aglomerada. Uma pessoa que tem tuberculose, quando tosse ou espirra, elimina bacilos que podem contaminar o ar. No entanto, se for tratada, em 15 dias ela pára de eliminar o bacilo – explica Lísia.

O Estado do Rio registra, anualmente, 13 mil novos casos da doença. A taxa de cura é de 74,87% e a de abandono é de 12,2%. Este ocorre, geralmente, quando o doente começa a se sentir melhor e negligencia o tratamento. A meta nacional é curar 85% dos casos diagnosticados e reduzir o abandono para menos de 5%. Para saber mais sobre o assunto, acesse http://www.saude.rj.gov.br/tuberculose.