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17 outubro 2010

A desigualdade entre os iguais

Assim como a perfeição não existe, a igualdade também é um sonho utópico. Mas e daí? Não são os sonhos que movem o homem? Posso até ser visto como um sujeito ingênuo ou imbecil, mas continuo sonhando com um mundo menos desigual. Ela, a desigualdade, existe em todo o mundo, e principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil.  Ela está nos mínimos detalhes.

No Brasil, por exemplo, por que alguns têm tanto e tantos nada têm? Por que tanta dificuldade para se dar um benefício aos mais necessitados e tanta benevolência com quem não precisa? Por que, justamente nos órgãos públicos, de onde o exemplo deveria partir, porque mantidos com o dinheiro do trabalho cidadão, os recursos correm à solta e sem controle da sociedade? Quando, se é que isso vai acontecer um dia, alguém vai meter o dedo nessa ferida?

Os ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, os mesmos que deixaram o país boquiaberto com o desfecho da questão que envolve o projeto Ficha Limpa, mandaram confeccionar 3.000 calendários ao custo de R$ 16,8 mil. Mas não é só! Certamente preocupado em manter uma dieta saudável para os seus ministros (e quem sabe, de alguns funcionários também) o órgão pretende gastar até R$ 10 mil para garantir o fornecimento de frutas diversas. Se direcionados ao Bolsa Família, por exemplo, os R$ 26,8 mil poderiam beneficiar mais de 1.200 pessoas, se considerado o valor mínimo do benefício, que é de R$ 22. Não seria mais justo?

11 abril 2010

Êta cafezinho bão!


Com texto de Leandro Kleber, o portal CONTAS ABERTAS informa que o nosso festejado Senado Federal, aquele mesmo da crise institucional que quase derrubou seu presidente, o senador JOSÉ SARNEY, volta a ter destaque, mas agora por causa do cafezinho. É isso mesmo! Por causa do cafezinho!

10 abril 2009

CHAMEM A POLÍCIA, POR FAVOR!!!...

Em apenas 20 dias (de 02 a 22 de janeiro), a filha do Senador TIÃO VIANA emitiu para a sociedade brasileira pagar uma fatura de R$ 14.758,07 (quatorze mil, setecentos e cinquenta e oito reais e sete centavos). Até aí, tudo bem, principalmente porque o senador justificou a farra: "Eu cometi um erro, paguei caro por esse erro e juro que foi a única vez em que emprestei o celular. Minha decisão foi tomada por puro instinto paternal, querendo manter contrato com a minha filha pelo fato de que ela e uma amiga atravessaram o México em uma viagem de ônibus". O instinto paternal do senador talvez mereça elogios, mas seu comportamento ético deveria resultar na perda do mandato!


O mais interessante nessa história é que o senador HERÁCLITO FORTES (DEM-PI), primeiro secretário do Senado, ao invés de punir TIÃO VIANA, determinou a abertura de uma sindicância para apurar o responsável pelo vazamento do sigilo telefônico do senador! É impressionante! Querem detonar quem denunciou a falcatrua! Por que? Pela quebra do sigilo telefônico do parlamentar? E a má utilização da verba pública? E o desvio de conduta?


Na longa lista de desmandos administrativos cometidos no Senado, um outro chama a atenção: para aumentar o salário do assessor DOUGLAS DE FELIPE, o nosso querido RENAN CALHEIROS permitiu que a sogra do pobre rapaz, AMÉLIA NELI PIZATTO, de 51 anos, fosse inscrita na folha de pagamento da Casa a um custo de R$ 4.900 mensais, dinheiro que vai, na verdade, para o genro.

Aliás, de acordo com o site CONTAS ABERTAS o Senado desembolsou no ano passado a bagatela de 11,1 milhões, só com despesas de telefonia. Cada senador custa ao cidadão contribuinte R$ 1,7 milhão por ano, e o time todo, que conta com 81 (oitenta e um) parlamentares, arranca dos cofres públicos cerca de 11,3 milhões mensais, o que totaliza 135,8 anuais, segundo informações do mesmo portal, dinheiro que daria para pagar um salário-mínimo por um mês de trabalho a mais de 292 mil trabalhadores.

CHAMEM A POLÍCIA, POR FAVOR!!!...