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04 julho 2010

UMA DERROTA DOLORIDA, MAS NECESSÁRIA!


Já tive uma ligação maior com o futebol. Por que “já tive”? A resposta é simples: vi jogar a seleção de 70, dirigida por Zagalo, que ganhou o tricampeonato. Veja a escalação: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piaza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivelino; Jair, Pelé e Tostão. Também assisti à triste derrota em 82. Lá estavam Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; Serginho e Éder, sob o comando de Telê Santana. Foram tempos diferentes! 


Vi o Santos, de Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, dominar as Américas e o mundo; assisti aos triunfos do Flamengo, de Andrade, Adiílio e Zico, na Libertadores e Mundial Interclubes, mesmo feito realizado pelo São Paulo, de Raí, e pelo Grêmio de Renato Gaúcho; vi o Botafogo, de Manga, Gérgon, e Jairzinho; o Vasco da Gama, do grande Roberto Dinamite (meu xará, Carlos Roberto de Oliveira); o Fluminense, de Rivelino, Flávio, Samarone e Lula; o Cruzeiro, de Tostão, Evaldo e Dirceu Lopes; o Atlético Mineiro, de João Leite, Reinaldo e Éder, e por aí vai...

Naquela época os atletas que vestiam a camisa da seleção brasileira de futebol pensavam primeiro na vitória, na história esportiva do país, na glória de ser um campeão. Alguns ganharam muito dinheiro depois daquelas competições. Outros nem tanto. Mas jamais foram esquecidos, mesmo na derrota. Não vivo do passado. Muito ao contrário! Procuro me atualizar sempre, mas não dá pra não ter saudades daqueles tempos.