Mônica Reichert Weyh, de 23 anos, professora de matemática do município de Feliz, no Vale do Caí, Rio Grande do Sul, vem enfrentando uma situação no mínimo absurda. Enquanto alunos de duas escolas do município estão sem professores na matéria que é sua especialidade, ela vem sendo impedida de dar aulas pela Secretaria Estadual da Educação - Seduc porque foi reprovada numa perícia médica onde ela informou que já teve um câncer linfático.
Tudo começou com algumas dores no pescoço, até que em maio do ano passado ela recebeu a trágica notícia. A partir daí, foram cinco dias em coma e vários meses de quimio e radioterapia, e para não perder todo um semestre na universidade, ela pediu e foi autorizada a estudar em casa. O esforço valeu a pena, e mesmo com toda a dor e sofrimento, ela conseguiu terminar o curso e se formar em matemática.

