Durante muito tempo o hábito de fumar foi visto como um vício sem muita importância. Só no final da década de 80 é que o tabagismo passou a ser encarado como uma doença. Foi quando a ciência descobriu os receptores de nicotina do cérebro e o seu poder de viciar, muito maior que o de drogas como cocaína e heroína, por exemplo.
Quando ativados, esses receptores liberam substâncias que produzem uma sensação de prazer, e é por essa razão que um simples cigarro basta para aliviar sintomas de ansiedade e depressão, o que se apresenta como uma válvula de escape em tempos de muita correria e stress. E é na busca dessa sensação de bem-estar que as pessoas acendem, quase que sem perceber, um cigarro após outro. Para o viciado, ficar algumas horas sem fumar é quase insuportável e faz surgir um desejo incontrolável de levar um cigarro à boca e tragar sua fumaça. É a síndrome da abstinência.

