Tudo bem que em alguns países, como no Brasil, por exemplo, a polícia não dá muita bola para o contribuinte, e sempre chega atrasada ou não comparece quando solicitada. Mas na Inglaterra, a "dona justa" age com rigor às vezes excessivo e desnecessário, como aconteceu no caso do brasileiro Jean Charles, que vivia no sul da capital inglesa e foi confundido com um terrorista árabe que teria participado dos atentados contra ônibus e estações do metrô de Londres, em julho de 2005.
Jean foi morto sem chance de defesa, numa ação da Scotland Yard, que acabou admitindo que o brasileiro não tinha nenhuma relação com grupos terroristas. Segundo a autoridade policial inglesa, o acidente ocorreu porque o brasileiro se recusou a obedecer às ordens de parar emitidas pelos policiais que o perseguiram na ocasião, argumento que não resistiu aos fartos indícios de que Jean foi vítima de uma execução sumária.
