Mostrando postagens com marcador médico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador médico. Mostrar todas as postagens

03 abril 2014

Documentário vai retratar violência obstétrica praticada contra a mulher

Foto: reprodução

Nossa última postagem contou a história de Adelir Carmem Lemos de Góes, jovem mãe obrigada pela justiça gaúcha a fazer uma cesariana ao invés do parto normal que era de sua vontade. Não se discutiu a legalidade do ato, até porque isso seria impossível sem o acesso aos laudos e pareceres jurídicos que serviram de base para a decisão judicial que ordenou o ato. Todos sabemos que no país da bola e das bundas, questões como essa não chegam a despertar interesse, mas isso precisa mudar a partir, principalmente, de iniciativas da própria mulher, vítima de abusos e desrespeito. Por isso, o tema de hoje segue uma trilha parecida com a do último post: a violência obstétrica imposta à mulher, principalmente nas áreas em que se concentram as classes sociais menos favorecidas, atendidas bem longe dos grandes hospitais e profissionais médicos de renome.

02 abril 2014

Justiça gaúcha obriga grávida a fazer cesariana

Adelir Carmem Lemos de Góes (foto: reprodução)

Acatando iniciativa do Ministério Público, que se baseou em argumentos médicos, a juíza Liniane Maria Mog da Silva, da Comarca de Torres - RS, distante 193 km de Porto Alegre, determinou que a gestante Adelir Carmem Lemos de Góes, 29 anos, fosse levada para o hospital da cidade, com o auxílio da polícia, se necessário, para ser submetida a uma cesariana, ainda que contra a vontade, por considerar que sua gravidez, de 42 semanas, representava risco à vida dela e do bebê, uma medida extrema e talvez inédita no país, tomada pela médica Andreia Castro depois que a gestante, contrariando sua orientação e assinando um termo de responsabilidade, deixou o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e foi para casa, por entender que ainda não estava em estágio avançado do trabalho de parto.

28 abril 2013

O "Exame de Ordem" deveria ser exigência de todas as profissões?

Foto: reprodução

Todo ano, geralmente em três datas distintas, a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB realiza seu Exame de Ordem, certame obrigatório e única porta de acesso dos bacharelandos em Direito ao mercado de trabalho.

Hoje (28/04), por exemplo, mais de 124 mil candidatos estão sendo submetidos à 1ª fase do 10º Exame de Ordem Unificado da instituição. A prova tem 80 questões de múltipla escolha, sendo que, pela primeira vez, duas devem abordar conceitos da disciplina de filosofia do Direito. Para chegar à segunda fase, que vai acontecer no dia 16 de junho próximo, o candidato precisa acertar 40 questões.

27 dezembro 2012

De quem foi a omissão de socorro no caso da menina Adrielly?


A menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, que foi atingida na cabeça por uma bala perdida na noite de Natal, e esperou por quase oito horas por socorro médico no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, foi transferida hoje (27/12) para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Ela continua em estado grave. O médico que a poderia ter atendido, o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, faltou ao plantão para o qual estava escalado. O médico chefe do plantão, Enio Eduardo Lopes, não comunicou o atraso de Crespo à direção do hospital e nem pediu a transferência da menina para outra unidade. Em entrevista, o delegado titular da 23ª DP (Méier), Luiz Archimedes, disse ontem (26/12) que o neurocirurgião poderá ser indiciado por omissão de socorro, o que não me parece ser a iniciativa mais correta.

30 maio 2011

Mulher vai a hospital fazer uma endoscopia e sai sem parte do braço direito

Rosely Viviani, uma vendedora de 48 anos de idade, entrou no Hospital Santa Marcelina – Itaquera – SP, em 2009, para fazer um exame gastrointestinal e saiu de lá sem parte do braço direito, depois de tomar uma injeção no pulso. Durante todo o dia 27 de abril daquele ano ela se queixou de dores na região, e no dia seguinte seu membro não tinha mais circulação sanguínea. Os médicos constataram que havia uma trombose no local, e após vários tratamentos sem resultado, outra alternativa não restou senão a amputação do braço da paciente, o que aconteceu em 7 de maio daquele ano.

Até a última sexta-feira (27/05), a direção do hospital ainda não tinha uma explicação para o ocorrido. Ninguém sabe dizer como uma pessoa se interna para fazer uma endoscopia (exame que introduz cânula com câmera pela boca do paciente para se verificar doenças gastrointestinais) e 10 dias depois tem um membro aparentemente saudável amputado.