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13 maio 2014

Gêmeas nascem de mãos dadas

Jenna e Jillian (foto: reprodução)

Por causa de uma formação atípica, as gêmeas Jenna e Jillian já eram inseparáveis desde a barriga da mãe. Uma uma gravidez monoamniótica fez com que as duas dividissem o mesmo espaço durante toda a gestação num saco amniótico, o que obrigou a internação da mãe, Sarah Thistlethwaite, desde março último, a fim de que os médicos pudessem acompanhar de perto seu estado de saúde e os sinais vitais das meninas, que na última sexta-feira (09/05), depois de uma cesariana, vieram ao mundo de mãos dadas.

03 abril 2014

Documentário vai retratar violência obstétrica praticada contra a mulher

Foto: reprodução

Nossa última postagem contou a história de Adelir Carmem Lemos de Góes, jovem mãe obrigada pela justiça gaúcha a fazer uma cesariana ao invés do parto normal que era de sua vontade. Não se discutiu a legalidade do ato, até porque isso seria impossível sem o acesso aos laudos e pareceres jurídicos que serviram de base para a decisão judicial que ordenou o ato. Todos sabemos que no país da bola e das bundas, questões como essa não chegam a despertar interesse, mas isso precisa mudar a partir, principalmente, de iniciativas da própria mulher, vítima de abusos e desrespeito. Por isso, o tema de hoje segue uma trilha parecida com a do último post: a violência obstétrica imposta à mulher, principalmente nas áreas em que se concentram as classes sociais menos favorecidas, atendidas bem longe dos grandes hospitais e profissionais médicos de renome.

02 abril 2014

Justiça gaúcha obriga grávida a fazer cesariana

Adelir Carmem Lemos de Góes (foto: reprodução)

Acatando iniciativa do Ministério Público, que se baseou em argumentos médicos, a juíza Liniane Maria Mog da Silva, da Comarca de Torres - RS, distante 193 km de Porto Alegre, determinou que a gestante Adelir Carmem Lemos de Góes, 29 anos, fosse levada para o hospital da cidade, com o auxílio da polícia, se necessário, para ser submetida a uma cesariana, ainda que contra a vontade, por considerar que sua gravidez, de 42 semanas, representava risco à vida dela e do bebê, uma medida extrema e talvez inédita no país, tomada pela médica Andreia Castro depois que a gestante, contrariando sua orientação e assinando um termo de responsabilidade, deixou o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e foi para casa, por entender que ainda não estava em estágio avançado do trabalho de parto.

08 setembro 2013

Parto normal ou cesariana? A quem cabe decidir?

Uma mãe e seu bebê (foto: Monalisa Marques)

Há pouco mais de um ano, em julho de 2012, o Dando Pitacos perguntou sobre "Quem deve decidir sobre o parto domiciliar, a mulher ou o médico?", discussão que surgiu em função das Resoluções 265 e 266, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro - CREMERJ, que proíbem e punem disciplinarmente os médicos que venham a participar da realização de partos domiciliares e vedam o acompanhamento dos partos nas maternidades pelas doulas.

Em artigo publicado recentemente pela revista Época, a jornalista Ruth de Aquino, abordando assunto quase idêntico àquele, afirma que a "opção pelo parto normal ou pela cesárea é um tema que mobiliza profundamente as mulheres", mesmo as que ainda não são mães.

14 novembro 2012

Mulher dá à luz um bebê, no chão, em hospital de Brasília

O momento do parto, no chão (foto: reprodução)

A propaganda dos governos federal e estaduais sobre a saúde do brasileiros, principalmente em época de eleições, é fantástica. As cenas são as mais lindas possíveis, coisa de Primeiro Mundo. Fábulas de dinheiro, do nosso dinheiro, são gastas para nos iludir, conclusão a que se chega diante de situações como a enfrentada por Gislene Ramos, de 25 anos, que entrou em trabalho de parto na madrugada de ontem (13/11), na portaria da maternidade do Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal. Depois de esperar atendimento médico por cerca de 13 horas ela deu à luz um bebê, no chão, ajudada por pacientes que também aguardavam assistência médica.

29 julho 2012

Quem deve decidir sobre o parto domiciliar, a mulher ou o médico?

Integrantes do grupo feminista Femen aqui no Brasil realizaram neste domingo um protesto contra a proibição do parto humanizado no vão livre do Museu de Arte de São Paulo - Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com Sara Winter, a primeira brasileira a se juntar ao grupo, a mulher tem o direito de escolher a de que forma vai ter o seu filho, se em casa ou no hospital. Na manifestação, que foi rápida, ela teve a ajuda de Bruna Tene, também integrante do movimento. A dupla, com os seios à mostra, marca registrada dos protestos do Femen, encenou um parto. Não houve repressão policial.

- No Brasil não há qualidade nem atendimento digno à mulher que queira ter seu filho no sistema público de saúde, não há preocupação com o bem estar da mulher e do recém-nascido. Faltam leitos e a comida é de baixa qualidade, o índice de infecções hospitalares é um dos maiores no mundo - diz comunicado divulgado pelo Femen Brasil.

12 março 2012

Gravidez precoce: um risco para mães e bebês

Nascem por dia no Brasil, frutos de uma gestação precoce, cerca de 23 bebês, filhos de mães pouco mais que meninas. Quase 9 mil partos entre adolescentes foram registrados em 2011. Uma juventude inteiramente perdida.

Na última sexta-feira (09/03), às 8h da manhã, M., uma adolescente de 17 anos, chega à Unidade de Saúde de Boa Vista, na Serra, município da Grande Vitória - ES. Ela veio trazer a filha de 1 mês e 6 dias para uma consulta de rotina com a pediatra.

A garota engravidou do namorado, de 19 anos, e teve que abandonar os estudos. Deixou de lado a boneca e os sonhos para cuidar da filha. Se pudesse voltar atrás, M. pensaria duas vezes.

- Eu tinha o sonho de ser médica. Tive que deixar isso de lado por causa da minha neném. Não me arrependo do que fiz, mas descobri que gravidez não é brincadeira, é coisa séria e deve ser encarada assim. Hoje estou madura para pensar dessa forma. Quando fiquei grávida, não tinha ideia - lamenta.