Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens

09 fevereiro 2014

Idosa descobre que carrega feto morto no abdômen há 44 anos

Foto: reprodução

A falta de recursos da saúde pública, fenômeno que afeta o cidadão brasileiro há muitos anos, e a crença no curandeirismo, podem criar situações inusitadas. Exemplo disso está na idosa de 84 anos que ficou sabendo, na última nesta sexta-feira (07/02), que carrega um feto no abdômen há 44 anos, descoberta feita em uma Unidade de Saúde da Família de Natividade, no sudeste do Estado do Tocantins - TO.

12 março 2012

Gravidez precoce: um risco para mães e bebês

Nascem por dia no Brasil, frutos de uma gestação precoce, cerca de 23 bebês, filhos de mães pouco mais que meninas. Quase 9 mil partos entre adolescentes foram registrados em 2011. Uma juventude inteiramente perdida.

Na última sexta-feira (09/03), às 8h da manhã, M., uma adolescente de 17 anos, chega à Unidade de Saúde de Boa Vista, na Serra, município da Grande Vitória - ES. Ela veio trazer a filha de 1 mês e 6 dias para uma consulta de rotina com a pediatra.

A garota engravidou do namorado, de 19 anos, e teve que abandonar os estudos. Deixou de lado a boneca e os sonhos para cuidar da filha. Se pudesse voltar atrás, M. pensaria duas vezes.

- Eu tinha o sonho de ser médica. Tive que deixar isso de lado por causa da minha neném. Não me arrependo do que fiz, mas descobri que gravidez não é brincadeira, é coisa séria e deve ser encarada assim. Hoje estou madura para pensar dessa forma. Quando fiquei grávida, não tinha ideia - lamenta.

23 maio 2010

Aborto: crime ou caso de saúde pública?



A revista ÉPOCA (número 627 - 24 maio 2010), publica, com exclusividade, em reportagem assinada por Isabel Clemente e Naiara Lemos, os resultados de uma pesquisa nacional sobre um tema explosivo: o aborto.

Leia a matéria, que nós resolvemos publicar na íntegra e sem a opinião pessoal do blog.

"Uma em cada sete mulheres brasileiras entre 18 e 39 anos já fez aborto. Isso significa um grupo de cerca de 5,3 milhões de brasileiras, ou 15% da população no auge da idade reprodutiva. Quase a metade delas é casada ou vive com um companheiro, é católica ou evangélica, tem filhos. Esses números resultaram da primeira pesquisa nacional domiciliar sobre o aborto, cujos detalhes ÉPOCA publica com exclusividade. A outra metade de mulheres que abortaram segue um padrão igualmente comum. Entre elas, há ricas e pobres, casadas e solteiras, religiosas e agnósticas, com e sem filhos. Os pesquisadores descobriram também que, no Nordeste, o porcentual de mulheres que relataram já ter passado por isso é mais do que o dobro do encontrado no Sul. “A mulher que aborta não tem um perfil específico. Pode ser qualquer uma, de qualquer classe social”, diz o pesquisador Marcelo Medeiros, do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e coautor da pesquisa.

06 março 2009

Intolerância!

A notícia mesmo já tem alguns dias, mas a intolerância parece que já tem milênios e não melhora nem um pouquinho.

05/03/09 - 06h00 - Atualizado em 05/03/09 - 09h10

Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto

Garota de 9 anos teria sido violentada pelo padrasto. Médico diz que havia risco de morte caso a gravidez continuasse.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira (4) a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto sofrido por uma menina de 9 anos. Segundo a polícia, o padrasto confessou que abusava da garota. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava. Veja o site do Jornal da Globo

Ao justificar sua ação, dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.

A menina está em uma maternidade pública do Recife. Assim que foi internada, na terça-feira (3) à noite, começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. No fim da manhã desta quarta, o aborto se consumou, segundo direção de hospital. "Se a gravidez continuasse, o dano seria pior. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar”, explica o médico Olímpio Moraes.

Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja. “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, acredita.

“Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, rebate o médico.

A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.

“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.

Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo. “Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado”, afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.

O teólogo e ex-professor da PUC de São Paulo João Batistiole comentou a excomunhão dos envolvidos no aborto legal. “Acho que é uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis”, avalia.

Antes de mais nada, quero me posicionar. Não sou uma dessas feministas que andam queimando sutiãs e, particularmente, sou contra o aborto e minha religião também não o aprova.

Mas nunca fui contra o bom senso e acredito piamente que se Deus deu ao homem um cérebro para que aprendesse a salvar vidas dos seus semelhantes e um coração para ser solidário com a dor alheia, então também deu a capacidade de julgar e de desenvolver o bom senso.

Em primeiro lugar, não se trata de interromper duas vidas e sim, de salvar uma vida. A menina tem 9 anos, ou seja, uma criança. Uma gravidez de gêmeos já seria de risco para uma mulher na sua melhor fase procriativa. O mais provavel de acontecer nessa história seria a morte da menina e dos gêmeos.

Além disso, há a questão psicológica. Uma MENINA de 9 anos é uma criança! Não estamos falando de gravidez na adolescência, e sim na infância. Há também o trauma emocional! A menina não engravidou do namoradinho!

Meu Deus será que é tão difícil para aquele que se diz "um representante de Deus na Terra" entender todas as nuances desse caso? Talvez... seja o velho hábito de se apegar a dogmas e letras mortas.... Depois não sabem porque a Igreja está se esvaziando. A polêmica criada foi realmente um desserviço..

Desculpem-me os católicos, mas isso não tem nada a ver com religião.