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09 maio 2014

Filha de José Dirceu fura fila na Papuda de carona em carro oficial

Joana Saragoça, filha de José Dirceu (foto: reprodução)

Não tem jeito! Não tem ministro, juiz, tribunal dessa ou daquela instância, vara de execuções, lei, Constituição Federal ou o escambau. No Brasil de hoje, quem manda é o político, pouco importando se ele está do lado de dentro ou do lado de fora de uma penitenciária, e que crime ele tenha cometido, principalmente se ele for do PT e a cadeia estiver na jurisdição de um governador do partido. Você não acredita? Acha que é intriga da oposição? Então preste atenção nessa historinha. Joana Saragoça, uma das filhas de José Dirceu, furou a fila dos parentes de detentos para visitar o pai e entrou na penitenciária da Papuda em companhia de Wilton Borges, um dos chefes de inteligência do sistema prisional, pegando carona em um veículo de placas frias da administração do Distrito Federal, governado, claro, pelo petista Agnelo Queiroz.

28 novembro 2013

Filha de Genoino: "tenho vergonha do meu país"

José Genoino, no dia da prisão (foto: reprodução)

Miruna Genoino, filha de José Genoino (PT-SP), ex-presidente do Partido dos Trabalhadores - PT e deputado federal licenciado, criticou ontem (27/11) o parecer da junta médica determinada pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal - STF, afirmando que sente vergonha do Brasil, revoltada, acredito, com o resultado da perícia. Como boa parte dos seguidores de Genoino, ela também acha que o deputado é vítima de perseguição política. Daí sua revolta contra o país, que na sua visão "deixa que se condene uma pessoa à pena de morte...".

22 novembro 2013

Papuda quebra regras para beneficiar condenados do mensalão

Marcos Valério, Delúbio, José Dirceu e Genoino (foto: reprodução)

Um dos slogans da milionária campanha publicitária do governo federal diz que o Brasil é "um país de todos", ficção que alguns fatos nos mostram estar bem longe da realidade. Para chegar ao Complexo Penitenciário da Papuda, o maior presídio do Distrito Federal, centenas de homens, mulheres e crianças que queiram visitar quaisquer dos 10 mil detentos ali aprisionados são obrigados a enfrentar uma estrada escura no meio do cerrado, sem nenhum comércio ou residências. Na madrugada das quartas e quintas-feiras do período do inverno, por exemplo, eles enfrentam o frio na beira da pista, enrolados em cobertores e edredons, numa espécie de "fila da tristeza".