De onde a gente menos espera é que não vem nada mesmo. Desde a campanha eleitoral nos acostumamos a ver uma Dilma Roussef que não conseguia completar sequer um raciocínio, o que foi motivo de piadas e alguns vídeos cujas cenas eram simplesmente constrangedoras. Mas isso é passado. Como presidente eleita, e muito ao contrário de Lula, Dilma Rousseff sumiu de cena.
Aí veio a tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro - RJ, e ela, como qualquer presidente que se preza, não poderia ficar em seu gabinete apenas administrando a verdadeira batalha que se instalou em Brasília para divisão do poder entre PT e PMDB. Acompanhada de seu staff, ela deu um “pulinho” no local da tragédia, e antes de voltar ao palco da disputa entre os seus aliados, deu uma entrevista. Foram cerca de 40 minutos inesquecíveis, de onde se destaca uma frase impressionante: “o rio vive um momento muito forte”, e para se ter uma idéia da densidade de seu discurso, anotou também que a ocupação de áreas de risco no Brasil é regra, não exceção, como se isso pudesse explicar as centenas de mortes e diminuir a dor dos atingidos.