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10 setembro 2013

"Vocês merecem ser estupradas"

Manifestantes na Marcha das Vadias defendem o respeito ao corpo  e à dignidade  feminina, ofendidos pelas “cantadas”
(Foto: Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press/Folhapress)

O título pode parecer grosseiro, mas mostra apenas um pequeno trecho de e-mail enviado à jornalista Karin Hueck, fundadora do portal Glück Project, autora de As cantadas ofendem, matéria publicada na última edição da revista Época, inspirada numa pesquisa que revela uma realidade cruel e absurda: as mulheres têm medo de andar sozinhas por causa das agressões verbais e até físicas que recebem dos homens. O estudo faz parte da campanha Chega de Fiu-Fiu, organizada pelo blog Think Olga, criado para a discussão de questões femininas.

14 abril 2013

Qual é a do Gerald Thomas?

Thomas enfia a mão por debaixo da saia de Nicole Bahls (foto: Anderson Borde/AgNews)

Gerald Thomas veio ao Brasil para lançar seu novo livro, Arranhando a superfície, mas acabou se metendo em uma enrascada. Em plena noite de autógrafos e durante o programa Pânico na TV, o dramaturgo resolveu, usando sua força física, enfiar a mão por debaixo da saia da modelo Nicole Bahls, constrangendo-a e gerando uma onda de protestos na imprensa e redes sociais.

02 julho 2011

A marcha das vadias

Foto: Paulo Toledo Piza/G1
A Marcha das Vadias ou Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011, em Toronto – Canadá, e acabou por se transformar em um movimento internacional apoiado em todo o mundo. A ideia do protesto surgiu depois que um policial canadense afirmou, durante uma palestra em uma universidade do país, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vadias (ou slut, em inglês) para evitar estupros.

Como não poderia deixar de ser, a opinião do policial teve grande repercussão em todo o mundo e foi a principal causa das marchas, onde as mulheres passaram a usar roupas provocantes como blusinhas transparentes, lingerie, mini-saias, salto alto e até mesmo calcinhas e sutiãs. Toronto, Los Angeles, Chicago, Buenos Aires e Amsterdã, São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília foram algumas das cidades onde as manifestações já aconteceram.