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07 abril 2011

Senadores receberão iPhone 4 e chip 3G para iPad

Nem bem terminamos a postagem sobre a funcionária do Senado que bateu o ponto para 20 coleguinhas durante todo o ano de 2010, e outro fato já desperta a nossa atenção. São situações diferentes, é verdade. No caso da moça do relógio, sem nenhuma dúvida, o delito de estelionato restou configurado, já que sua atitude garantiu uma vantagem ilícita a terceiros, em prejuízo alheio (caso do contribuinte), induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, como definido pelo artigo 171, do Código Penal.

A questão agora tem a ver com a moral, que é dever de consciência de todo cidadão. Mas esse princípio de há muito foi esquecido pelos homens que integram o Parlamento brasileiro.

De acordo com reportagem publicada ontem (07/04) pelo jornal Correio Braziliense, cada um dos nossos valorosos senadores receberá um iPhone 4 e um chip para acessar a internet através do iPad como parte da renovação do contrato da operadora de telefonia que serve à Casa. Os novos aparelhos já estão disponíveis, e quem quiser já pode trocar o antigo iPhone 3GS, também cedido pelo Senado - pela nova versão do smartphone da Apple.

15 maio 2010

Tribunal compra 25 carros de luxo


A notícia está no portal CONTAS ABERTAS:


"Em meio a discussões sobre cortes no orçamento do governo federal, reajuste para aposentados e aumento salarial para parte do Judiciário, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu renovar sua frota. O órgão irá desembolsar quase R$ 1,9 milhão com a compra de 25 Ford Fusions, modelo 2010, com motor 2.5. A aquisição foi realizada por meio de pregão eletrônico e, por isso, cada veículo custou R$ 74,8 mil, cerca de R$ 6 mil a menos do que o registrado nas concessionárias e na tabela Fipe (referência de preço médio de automóveis). O valor pago pelo tribunal, composto por 27 ministros, inclui assistência técnica, durante o período de garantia, como manutenção preventiva e corretiva dos veículos".

A matéria é comentada no próprio site por um cientista político, OCTACIANO NOGUEIRA, e um professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e procurador regional da República, EUGÊNIO ARAGÃO.

OCTACIANO acha que a compra de veículos luxuosos por parte do poder público mostra que há um abuso não apenas econômico, mas também ético. Segundo ele, a compra desses carros está relacionada à vaidade pessoal dos gestores. “Em um país com tamanha diferença social, nós verificamos situações como essa. Tem de haver prioridade com o gasto público. Poderíamos estar discutindo a respeito da destinação da verba para áreas prioritárias como saúde, educação e segurança”, acredita.