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18 abril 2012

Afinal, desembargador, o que é crime hediondo?

A justiça brasileira cada vez mais nos envergonha. O bandido Carlinhos Cachoeira chegou a Brasília hoje (18/04), por volta das 8h, transferido do Presídio Federal de Mossoró - RN, o que foi possível depois que o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, entendeu que sua permanência em uma unidade de segurança máxima não se justificava, já que ele não representa alto risco para sociedade nem cometeu nenhum crime hediondo.

O malandro vai ficar, certamente com todo o conforto, no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, bem perto, aliás, de seus parceiros corruptos.

Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido no meio da bandidagem política como Carlinhos Cachoeira, ganhou repercussão nacional em 2004.

07 junho 2010

Vinte e um anos à espera de um julgamento


Já fizemos, em oportunidades distintas, várias críticas ao Judiciário, o que pode ser visto nas postagens intituladas "ILEGAL, IMORAL? E DAÍ?", "A LEI NÃO SOCORRE OS QUE DORMEM", "TRIBUNAL COMPRA 25 CARROS DE LUXO", "JUSTIÇA: ALÉM DE CEGA, PREGUIÇOSA!" e "É HORA DE INNOVARE". Uma das críticas é a lentidão com que ele atua na entrega da prestação jurisdicional ao cidadão, o que é uma constante, principalmente nas comarcas do interior do país.

Hoje, infelizmente, voltamos ao tema, agora para levar aos amigos leitores a história de Nathália Just, que esperou 21 anos, isso mesmo, 21 anos, pelo julgamento do pai, José Ramos Lopes Neto, que matou sua mãe, Maristela Just, no dia 4 de abril de 1989.

A reportagem, que você vai ler na íntegra logo aí abaixo, é assinada por Nelito Fernandes, da revista ÉPOCA (nº 629 - 7 junho 2010). Parece absurdo, mas é verdadeiro!

25 maio 2010

A LEI NÃO SOCORRE OS QUE DORMEM!

Angelo Ferreira da Silva confessou que estava no carro que transportou o jornalista TIM LOPES para a favela da Grota, onde ele foi barbaramente torturado e executado no curso do ano de 2002. Por isso, o bandido foi condenado a 15 anos de prisão, mas amparado pela legislação penal brasileira, que lhe deu o direito de deixar a cadeia durante o dia para trabalhar, dela saiu em fevereiro e não mais voltou. Ele é o segundo condenado pelo mesmo crime que desaparece depois de conseguir a progressão de regime. O outro assassino é Elizeu Felício de Souza, condenado a 23 anos e meio, que há quase três anos saiu da cadeia para visitar a família e escafedeu-se.

Do grupo que participou da morte do jornalista, dois outros bandidos já têm direito ao regime semiaberto: Fernando Sátiro da Silva e Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho, que escapou da cadeia em 1996, quando cumpria pena por roubo, receptação e porte ilegal de armas. A Justiça ainda não se decidiu pela concessão do benefício. Ainda estão em regime fechado o chefe da quadrilha, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, Reinaldo Amaral de Jesus e Claudino dos Santos Coelho.

29 março 2010

E os bandidos do colarinho branco?

Ana Carolina e Isabella
O resultado nem bem foi divulgado e já se fala na possibilidade de anular o julgamento de ALEXANDRE NARDONI e ANA JATOBÁ. Por que? Porque no Brasil a lei tem a cara do legislador, aparentemente muito mais interessado em protelar a aplicação da justiça. Aqui se legisla de acordo com a cultura nacional da impunidade, o que só faz estimular o crime. ALEXANDRE e ANA, por exemplo, cumpridas algumas regrinhas tolas, não ficarão 10 anos na cadeia. Aqui, dependendo de outras regrinhas previdenciárias, os filhos do bandido preso em regime fechado ou semi-aberto têm direito a um auxílio-reclusão, que pode ser maior que R$ 750, enquanto o trabalhador que cumpre a lei, ganha por mês R$ 510. E os filhos da vítima do marginal, o que recebem? Um abono-saudade, nada mais que isso! Como se vê, no Brasil é tudo pelo social... do bandido, do marginal, daquele que infringe a lei!